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O MERCADÃO DE SÃO PAULO

São Paulo - Adoro andar a pé por São Paulo. Aliás, amo andar a pé por qualquer cidade do mundo.

Alguém já disse “Você só conhece os segredos e a beleza de uma cidade, se visitá-la a pé.” 

Depois de subidas e descidas por vários pontos do Centro Histórico da cidade, bateu a fome. Fomos, então, eu e a Sheila, comer um sanduíche e tomar umas cervejas no Mercado Municipal de São Paulo.

O Mercadão, como também é conhecido o Mercado Municipal da capital paulista, fica localizado no centro histórico da cidade e é um dos principais pontos turísticos e de encontro para quem vem à terra da garoa. 

A maioria dos turistas que passam pelo Mercadão de São Paulo, sempre provam o famoso sanduíche de mortadela, que existe desde a inauguração do local e foi trazido pelos imigrantes portugueses Horácio Gabriel e Maria de Deus Ferreira, proprietários do Hocca Bar.

MERCADÃO EM SAO PAULO
Divulgação - 

Fomos ao Hocca. O bar fica no mezanino do Mercadão. É um bar confortável, limpo e espaçoso. O sanduíche com 300 gramas de mortadela é delicioso e valeu a visita. Ao longo dos anos, o sanduíche sofreu algumas mudanças até chegar ao resultado atual. O nosso leva em sua composição mortadelas em fatias bem finas, queijo derretido, tomate, alface, mostarda e orégano. O sanduíche é bem servido, como os brasileiros gostam, e é suficiente para duas pessoas comerem tranquilamente.

Local repleto de delícias para provar e histórias para contar, o Mercado -  ícone do turismo paulista o maior mercado varejista da cidade - se tornou ponto de encontro obrigatório, não somente dos paulistanos, mas de turistas do Brasil e do mundo que passam por São Paulo.

Outra atração do Mercadão é o boteco “O Pasquim”. Com o nome inspirado no polêmico tablóide que mudou o jeito de escrever sobre os fatos políticos e sociais da década de 70, “O Pasquim Bar & Prosa” é uma filial do bar homônimo instalado na Vila Madalena. Seu cardápio traz referências do espírito humorístico, irônico e as ilustrações do saudoso cartunista Paulo Caruso, que nos deixou recentemente.

Do boteco que homenageia o jornal carioca em São Paulo, vou falar em outra crônica. 

Vamos mergulhar um pouco na história do Mercado Municipal de São Paulo: 

“O Mercado Municipal de São Paulo começou a ser construído em meados da década de 1920, mas só foi concluído e inaugurado em 1933. Na época, ele era utilizado para guardar as armas usadas durante a Revolução Constitucionalista, de 1932.

Seu edifício foi projetado pelo engenheiro Felisberto Ranzini e Francisco de Paula Ramos de Azevedo, também arquiteto e responsável por assinar grandes obras da época, como o Teatro Municipal e a Pinacoteca. O mercado tem um estilo eclético e foi inspirado no Mercado Central de Berlim (Alemanha), com sua cobertura central e torreões laterais e estrutura de concreto e alvenaria de tijolos.

Possui grande beleza e imponência em sua arquitetura, com suas colunas em estilo grego, o que dá um charme para a enorme construção. Apesar de sua importância histórica e da sua magnitude, por pouco não foi demolido, em 1960, após o comércio de alimentos ser transferido para a Ceasa.

O Mercadão tem uma estrutura gigantesca distribuída em 12.600 metros quadrados de área construída, com dois andares e 30 metros de altura. Possui 32 painéis e 72 vitrais, que dão ao local uma iluminação natural única e além disso, que encanta os olhos daqueles que visitam o espaço.

Cinquenta e cinco desses vitrais ficam nas laterais do Mercado e foram feitos pelo artista russo Conrado Sorgenicht Filho, e reproduzem cenas de cultivo, produção de alimentos, bem como criação de gado. O artista também assina trabalhos na Catedral da Sé e em outras 300 igrejas no Brasil. As colunas, abóboras e os vitrais são verdadeiros cenários e cartões postais em meio ao Mercado Municipal.

No ano de 2004, o local passou por uma reforma, revitalizando os vitrais e ampliando o espaço interno. O Mercado então ganhou um mezanino, possibilitando a abertura de novos restaurantes e espaços gastronômicos, tornando-se um importante ponto turístico”.

E então, ficou com vontade conhecer o Mercado Municipal de São Paulo? 

 

Fonte: https://citas.com.br/

 

Ediel Ribeiro (RJ)

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Coluna do Ediel

Ediel Ribeiro é carioca. Jornalista, cartunista e escritor. Co-autor (junto com Sheila Ferreira) do romance "Sonhos são Azuis". É colunista dos jornais O Dia (RJ) e O Folha de Minas (MG). Autor da tira de humor ácido "Patty & Fatty" publicadas nos jornais "Expresso" (RJ) e "O Municipal" (RJ) e Editor dos jornais de humor "Cartoon" e "Hic!". O autor mora atualmente no Rio de Janeiro, entre um bar e outro.

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