A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) decidiu, em sessão extraordinária realizada nesta segunda-feira (8), revogar a prisão preventiva do presidente afastado da Casa, Rodrigo Bacellar (União Brasil). A votação terminou com 42 votos favoráveis, 21 contrários e duas abstenções, entre os 65 deputados presentes.
Bacellar havia sido preso na quarta-feira (3) durante a Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal para investigar o suposto vazamento de informações sigilosas relacionadas à Operação Zargun, que prendeu o deputado estadual TH Joias em setembro. Ele é acusado de intermediar a compra e venda de armas para o Comando Vermelho.
A detenção ocorreu na sede da Polícia Federal, no Rio de Janeiro, enquanto Bacellar prestava depoimento por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a Polícia Federal, Bacellar teria antecipado detalhes sigilosos da operação que mirava TH Joias, prejudicando o andamento das investigações. Para os agentes, o vazamento comprometeu diligências essenciais e revelou a existência de conexões sensíveis entre investigados e estruturas do poder público.
A decisão da Alerj segue o entendimento do STF, firmado em 2019, que autoriza assembleias legislativas a decidir sobre a manutenção ou a revogação da prisão de seus parlamentares, desde que comunicadas formalmente.
Mesmo solto, Bacellar permanece afastado da presidência da Casa por determinação do Supremo, enquanto avançam as apurações conduzidas pela PF.






