Sem resultados
Ver todos os resultados
O Folha de Minas
  • Notícias
    • Gerais
    • Agropecuária
    • Brasil
    • Cidades
    • Economia
    • Internacional
    • Política
    • Turismo
  • Esportes
  • Cultura e Entretenimento
  • Educação
  • Ciência e Tecnologia
  • Saúde
  • Colunas
    • Ediel Ribeiro
    • Lenin Novaes
    • Nilson Lattari
    • Geraldo Ribeiro
    • João Baptista Herkenhoff
  • Notícias
    • Gerais
    • Agropecuária
    • Brasil
    • Cidades
    • Economia
    • Internacional
    • Política
    • Turismo
  • Esportes
  • Cultura e Entretenimento
  • Educação
  • Ciência e Tecnologia
  • Saúde
  • Colunas
    • Ediel Ribeiro
    • Lenin Novaes
    • Nilson Lattari
    • Geraldo Ribeiro
    • João Baptista Herkenhoff
Sem resultados
Ver todos os resultados
O Folha de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados
Home Colunas

ENTRE A COMÉDIA E A TRAGÉDIA

Por Nilson Lattari
7 de novembro de 2025 - 07:55
em Colunas

Foto: Kyle Head | Unsplash. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Juiz de Fora (MG) – É tênue a diferença entre a comédia e a tragédia, mas há uma convergência no exagero. Vamos aos fatos. Não estou falando da arte em si, entre atores comediantes e atores dramáticos, há algo mais além nos risos e nos lamentos. 

A comédia pressupõe ato despachado, fluido, que faz o público rir, se divertir e encarar o espetáculo como uma forma de aliviar o stress. A tragédia, por outro lado, leva à vida dura e suas consequências, para o palco, e o público se vê, de alguma forma, ali.

A diferença é tênue no sentido de que uma tragédia social, relatando a dureza de uma família, com seu linguajar comum, as formas de encarar a vida, tenha um lado cômico, visto pela ótica do espectador. A tragédia de muitos, levada ao palco, com as reações, algumas vezes pueris e sem pudor, traz um traço de comédia.

Por outro lado, a comédia e a sua forma de encarar o cotidiano, abordando o lugar-comum tem um traço de tragédia. Enfim, em algum ponto, elas se encontram. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E qual é esse ponto em comum: o grotesco.

Caso um ator, na comédia, tenda a exagerar sua performance, vai levar, de alguma forma, o ato cômico a um extremo que cansará o público e o riso vai embora. De tantas vezes enfatizar e se repetir o ato se transforma em coisa grotesca.

A tragédia, se levada ao ponto do exagero, mostrando as cenas trágicas e deprimentes a um nível extremo e redundante, tende a levar essa tragédia ao grotesco; e o grotesco é o lugar-comum, o ponto de encontro das duas artes.

Se levarmos para a vida, para o nosso cotidiano esse grotesco, encontramos o riso e o choro convivendo. 

O nosso modo de lidar com o outro, quando em um bullying, por exemplo, que ridiculariza com risos e chacotas, a pretexto de parecer engraçado, pode acabar em uma tragédia, tendo em vista a maneira grotesca do tratamento dado àqueles que sofram o assédio. Uma briga de casal que termina em uma cena dantesca, de exposição de corpos ou de segredos, é uma tragédia para eles, que expõem suas vidas ao público, e são motivos de risos. É a tragédia se transformando em comédia.

Dentre todos esses pontos, a participação do público, da assistência é que contribui para que risos, choros ou indiferenças se acentuem.

Nossas vidas são compostas por esses dramas no cotidiano. É a maneira como vemos o outro que nos define. Entre a tragédia e a comédia, ao público cabe compreender que os dramas familiares ou pessoais podem ser engraçados ou trágicos, mas somente para aqueles que assistem.

Entre a tragédia e a comédia humanas existem a empatia e a capacidade de compreender o que acontece ao outro. E o mais importante é frisar que podem terminar em apupos ou aplausos. 

Nos discursos políticos, nas discussões nas mídias sociais, é comum observar esses traços cômicos e trágicos. Podemos consertar isso? Com certeza, não. O mais deprimente é o ganho financeiro ou outro qualquer quando exploramos o estupro, a morte como um fato trágico ou cômico, dependendo da opinião do espectador. Mas, no final de tudo, é sempre o grotesco que transforma a nossa vida como ela é.

Tags: ColunaNilson Lattari
Nilson Lattari

Nilson Lattari

Crônicas e Contos. NILSON LATTARI é carioca e atualmente morando em Juiz de Fora (MG). Escritor e blogueiro no site www.nilsonlattari.com.br, vencedor duas vezes do Prêmio UFF de Literatura (2011 e 2014) e Prêmio Darcy Ribeiro (Ribeirão Preto 2014). Finalista em livro de contos no Prêmio SESC de Literatura 2013 e em romance no Prêmio Rio de Literatura 2016. Menções honrosas em crônicas, contos e poesias. Foi operador financeiro, mas lidar com números não é o mesmo que lidar com palavras. "Ambos levam ao infinito, porém, em veículos diferentes. As palavras, no entanto, são as únicas que podem se valer da imaginação para um universo inexato e sem explicação".

MATÉRIAS RELACIONADAS

A HISTÓRIA DO CARTOON
Colunas

A HISTÓRIA DO CARTOON

Por Redação
2 de março de 2026 - 08:19
AMAR É…
Colunas

AMAR É…

Por Ediel Ribeiro
27 de fevereiro de 2026 - 14:59

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas

  • Porteirinha decreta emergência após chuvas e risco em barragem

    Porteirinha decreta emergência após chuvas e risco em barragem

    0 Compartilhamentos
    Compartilhamento 0 Tweet 0
  • Enem 2025 passa a emitir certificado digital do ensino médio a partir desta segunda

    0 Compartilhamentos
    Compartilhamento 0 Tweet 0
  • MEC divulga segunda chamada do Prouni 2026; prazo para comprovar dados vai até 13 de março

    0 Compartilhamentos
    Compartilhamento 0 Tweet 0
  • A VIDA DO LIVREIRO A. J. FIKRY

    0 Compartilhamentos
    Compartilhamento 0 Tweet 0
  • Brasil manifesta “profunda preocupação” com guerra no Oriente Médio

    0 Compartilhamentos
    Compartilhamento 0 Tweet 0

Recomendado

Novo ataque em Teerã intensifica guerra no Oriente Médio

Novo ataque em Teerã intensifica guerra no Oriente Médio

17 horas atrás
Moraes autoriza Bolsonaro a fazer exames após queda na prisão

Moraes nega novo pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro

13 horas atrás

Receita paga R$ 578 milhões a contribuintes da malha fina

4 dias atrás
  • Como anunciar
  • Contato
  • Sobre
  • Expediente
  • Política Editorial
  • Política de Correções

© 2026 Badu Editora Ltda. Todos os direitos reservados.
O Folha de Minas | (31) 3831-7884 | folhamg@ofolhademinas.com.br
redacao@ofolhademinas.com.br

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Home
  • Política
  • Internacional
  • Economia
  • Saúde
  • Cidades
  • Cultura e Entretenimento
  • Esportes
  • Turismo
  • Ciência e Tecnologia

© 2026 Badu Editora Ltda. Todos os direitos reservados.
O Folha de Minas | (31) 3831-7884 | folhamg@ofolhademinas.com.br
redacao@ofolhademinas.com.br