Coluna

A Fé na concepção de vários povos e culturas

O homem é templo do Espírito Santo, na visão cristã.

É vigário de Alá, na concepção islâmica.

É imagem do Senhor Todo Poderoso, na tradição judaica.

É filho do Sol, na crença dos Povos Indígenas do mundo.

Tem direito à plena realização de sua natureza humana, dentro de uma sociedade pacífica e perfeita, como prega o Budismo.

É marcado pelo sopro dos orixás, a divindade que se esconde na linha da ancestralidade sem fim, na tradição africana que veio a constituir o rico patrimônio humano e cultural afro-brasileiro.

O Taoísmo vê a vida dentro da idéia de que os seres humanos são um prolongamento do Princípio Único Imortal (Tao). 

A vida e a morte são aparentes. 

Os seres provêm do Princípio Imortal e a ele retornam.

Jesus Cristo definiu sua missão como uma missão de vida:

Eu vim para que vocês tenham vida e a tenham em abundância.

Jesus Cristo não disse – para que vocês, meus seguidores, tenham vida.

Se Jesus não restringiu, quem somos nós, imperfeitos, falhos, pecadores para ter a audácia de restringir.

Parece-me que os diversos troncos religiosos, com palavras diferentes, proclamadas por profetas que irromperam no seio do povo, não destoam deste princípio fundamental – a Dignidade de todos os seres humanos, acima de sexo, raças, crenças religiosas, preferências políticas etc.

Se houver compreensão das diferenças, abolição da pretensa vaidade de ser dono da verdade, a Humanidade poderá ser mais feliz.

A tolerancia, a renúncia ao absurdo direito de deter conhecimento, sabedoria, luz - é um imperativo para que haja paz, convivência entre povos diferentes, culturas diferentes, concepções religiosas, filosóficas, políticas diferentes.

João Baptista Herkenhoff (ES)

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Direito e Cidadania

JOÃO BATISTA HERKENHOFF, é Juiz de Direito aposentado. Foi um dos fundadores e primeiro presidente da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Vitória e também um dos fundadores do Comitê Brasileiro da Anistia (CBA/ES). Por seu compromisso com as lutas libertárias, respondeu a processo perante o Tribunal de Justiça (ES), tendo sido o processo arquivado graças ao voto de um desembargador hoje falecido, porém jamais esquecido. Autor de Direitos Humanos: uma ideia, muitas vozes (Editora Santuário, Aparecida, SP).

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