14,Oct
Saúde

Cientistas conseguem pela primeira vez remover vírus HIV do genoma de animais vivos

Cientistas da Universidade de Nebraska e da Universidade Temple, nos EUA, deram um passo importante rumo ao desenvolvimento de uma cura da AIDS. Através da  técnica de edição genética CRISPR-Cas9 os cientistas conseguiram erradicar o vírus do genoma de ratos de laboratório. A partir de agora, os mesmos testes devem ser realizados em primatas e caso haja resultados positivos, a pesquisa deve avançar para ensaios clínicos em humanos.

Uma das maiores dificuldades para se encontrar uma cura para o HIV se da pelo fato de que o vírus se transforma a medida em que se prolifera pelo organismo, sendo capaz de introduzir seu próprio material genético em nosso DNA, o que permite que ele continue se reproduzindo.

Hoje em dia, a única maneira de se combater o HIV é através da terapia antirretroviral. Esse tratamento, que deve ser realizado durante toda a vida, não elimina o vírus, apenas evita que ele se replique, o que não evita por completo que ele seja transmitido a outros humanos. O novo método estudado pelos cientistas se baseia em remover fragmentos do DNA do vírus a partir de células infectadas e usar drogas antirretrovirais para erradicar o HIV por completo e de forma definitiva.

Durante a pesquisa os cientistas usaram uma equipe de ratos modificados para apresentar uma bioquímica semelhante à de humanos, removeram grandes fragmentos do HIV de células infectadas e empregaram a CRISPR para rastrear os tecidos nos quais o vírus poderia estar "escondido" e destruí-lo.

Em seguida, foram usadas drogas antirretrovirais que foram modificadas e administradas por meio de nanocristais capazes de viajar até tecidos nos quais o vírus poderia estar presente — mesmo que dormente — e liberar o medicamento de forma gradual ao longo de várias semanas. O uso dessa terapia teve como objetivo permitir que a técnica de edição genética tivesse tempo de detectar os genes do vírus e dizimá-los, e foi a combinação dessas duas abordagens que garantiu o sucesso dos experimentos.

O índice de sucesso foi de 5 animais completamente curados entre os 13 que passaram pelo tratamento.

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