17,Sep

Nilson Lattari

80 Posts

Crônicas e Contos

NILSON LATTARI é carioca e atualmente morando em Juiz de Fora (MG). Escritor e blogueiro no site www.nilsonlattari.com.br, vencedor duas vezes do Prêmio UFF de Literatura (2011 e 2014) e Prêmio Darcy Ribeiro (Ribeirão Preto 2014). Finalista em livro de contos no Prêmio SESC de Literatura 2013 e em romance no Prêmio Rio de Literatura 2016. Menções honrosas em crônicas, contos e poesias. Foi operador financeiro, mas lidar com números não é o mesmo que lidar com palavras. "Ambos levam ao infinito, porém, em veículos diferentes. As palavras, no entanto, são as únicas que podem se valer da imaginação para um universo inexato e sem explicação".

Coluna

CRÔNICA DO AMOR MADURO

morguefile.com Se queroum amor, por mais maduro que seja, que se encontre conquistado no lado extremo da vida, o bolo da cereja de uma vida vivida, curtida, nutrida em cada um dos amores que passaram por mim. O amor maduro é fruta que se colhe sem sustos, é a mata que se escolhe onde se qu...

Coluna

CRÔNICA DO AMOR PROFANO

morguefile.com Meu nome consta na sua agenda como um nome a mais, mas não existe a coragem de colocar prazer ao seu lado. Para mim você não necessita de palavras, nem mesmo versos bem colocados, não precisa de um jantar à luz de velas, e nem é preciso criar um clima romântico. Sou leviano, so...

Coluna

CRÔNICA DO AMOR INSANO

morguefile.com O amor é uma insanidade. Não existe uma idade sã para encontrá-lo. É devaneio, é desconcerto, é uma mistura de gotas de mel em um cálice de angústia. É não acreditar quando se pede um coração e acredita-se ser uma conquista, é um roubar um coração sem nunca ter pulado um muro n...

Coluna

CRÔNICA DA LOUCURA

morguefile.com Afinal que loucura é essa que anda pelas mentes, essa vontade irresistível de mudanças? Como é ser louco em um mundo cada vez mais distante do humanismo que deveria permear todas as nossas ações? Que faz um louco que diz coisas insanas como querer menos desigualdades, a brad...

Coluna

DECLARAÇÃO DE AMOR

morguefile.com Não te amo porque você é bonita. Mas, te amo porque você é linda, não dessas belezas que fascinam, nos deixam boquiabertos, olhos perdidos. A tua beleza me impressionou não sei se por causa dos olhos, dos cabelos, da voz, ela me deixou impressionado pela indiferença tua, pelos...

Coluna

FELIZES SÃO AQUELES

morguefile.com Felizes seriam aqueles que se casam apaixonados. Que podem planejar suas vidas futuras, com projetos de contos de fadas, de histórias de super-heróis, cada um casando e vivendo com o seu. Felizes seriam aqueles que sentem a falta um do outro. Felizes seriam aqueles que têm os m...

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DE UM LEITOR APRENDIZ

morguefile.com Minha mãe foi a responsável: foi aquela que me alfabetizou. A primeira lembrança de contato com as letras, da qual me lembro, foi corrigir um feirante que escrevera xuxu, em vez de chuchu. A segunda, quando minha mãe cobria o chão da cozinha, que acabara de limpar, com os jorna...

Coluna

CRÔNICA DO AMOR

Só tem dois jeitos de amar: de supetão ou devagarzinho. Coisas tipo você vai passando e, de repente, vê aquele objeto do desejo entrar em uma sala, pedir um picolé na padaria, parar de carro no sinal, e os seus olhos batem como se descobrisse uma roupa diferente na vitrine. Você olha e não c...

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AS AGRURAS DO SILÊNCIO

Não existe silêncio mais rico do que o homem, a mulher ou a criança, que se senta na calçada e, desconsoladamente, olha as pessoas que passam, cada uma cuidando da sua vida. O que passa no silêncio deles, na mudez, no ar desanimado? Os silêncios escondem todas as respostas das perguntas q...

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DAS TRIPAS, UM CORAÇÃO

morguefile.com É com um coração que tiramos das adversidades a coragem de continuar. Se tudo aquilo que temos é o infortúnio e adversidade para enfrentar, não poderemos nunca encará-las, se não tivermos um coração para colocar na frente e avançar. O coração do ser humano é um terreno de so...

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O MAIOR DE TODOS OS MEDOS

morguefile.com O que fazer com nossos medos? Há muitos: medo do futuro, medo das consequências, medo das verdades, das mentiras. Situações que nos põem em alerta, nos fazem temer o que há por vir, nos trazem ansiedade por elas, resolvê-las, superá-las: um desafio, sempre um desafio. Para c...

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JANELAS

Querer conhecer o mundo é como abrir janelas. E como as janelas são e estão presentes? Não tão no presente, mas, janelas são portas abertas para o futuro. De uma janela se vê o mundo e nos encantamos com ele e por ela podem nos ver por entre as cortinas quando o vento bate. Por elas entram os assalt...

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NASCER MULHER E SE TORNAR MULHER

Nascer mulher e se tornar mulher, nas palavras de Simone de Beauvoir, adquire um sentido muito maior e mais amplo. É o encontro do artigo com o adjetivo, nascer com um sentido de uso e viver com um sentido de admiração.      Uma mulher não nasce um artigo de luxo, para uso, para cumprir determinad...

Coluna

ENFRENTANDO O INIMIGO

morguefile.com Enfrentamos muitos inimigos em nosso cotidiano, e ao longo da vida. Enfrentamos a possibilidade de perder o emprego, de não passar naquela prova crucial e definidora do futuro, da perda do amor de outro alguém, da saúde, da segurança e, portanto, da liberdade. Todos esses inimi...

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UMA HISTÓRIA SEM FIM

morguefile.com No fundo sempre esperamos um final feliz para qualquer história: seja do menino pobre que vence na vida; do herói que, finalmente, salva o dia; do empregado que consegue alcançar o maior posto de comando em uma empresa e, por que não, do final feliz entre dois amantes, dois apa...

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CONSERTANDO ASAS DE BORBOLETAS

Era azul e tinha asas poderosas. A sua beleza estava em ter tão grandes asas para um pequeno corpo. Do alto da janela, o seu voo parecia um pular constante em pontos imaginários. De súbito, se embaralhou em um galho que o vento carregou como uma armadilha da natureza.     Por um momento, ela fico...

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NÃO, A PALAVRA MÁGICA

morguefile.com A primeira palavra mágica que eu aprendi na vida foi o Não. Ela sempre foi a solução para todos os dilemas: não quero, não vou, não gosto. Todas elas parecem vir de alguém teimoso, rabugento e chato. No entanto, quando a usamos, de quantas situações poderemos nos safar? Essa...

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AMAR, MÚLTIPLO DE X

Quantas vezes é possível amar? Digamos que uma vez amei Maria, e Maria me deixou, depois amei Joana, que, dessa vez, eu deixei, e por tantas vezes amei e fui amado e deixei e fui deixado. Então é possível que amando tantas vezes, também seja possível amar muitas vezes, e ao mesmo tempo, tantas Joana...

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EU SEI QUE DÁ MEDO

Quando lemos, ouvimos, conversamos com aqueles que divergem da atual política, da atual situação, sentimos medo, eu sei, das argumentações que nos parecem tão precisas, cortantes, de que a opção pela política social é errada. Principalmente daqueles que receberam o peixe até ficar bem grandinhos, ma...

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ENTRE A VERDADE E A FÉ

Fé é um sentimento onde se crê sem nunca ter ouvido, sem nunca ter falado, sem nunca ter visto: a Fé é cega. No entanto, a descoberta da Verdade é a sua procura, é o encontro com seus sentimentos, e, para uns, eles estão à flor da pele, ou escondidos sobre os escombros de interesses os mais mesquinh...

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ONDE ESTÁ A ALMA GÊMEA

A alma é gêmea, parecida, tem semelhanças, mas, não é igual, não é cópia, papel carbono, com as mesmas ideias, nem mesmo com a mesma força de amar. Nenhuma alma é gêmea, e nem por isso não existe, nem mesmo subsiste na nossa forma de pensar, porque não é o reflexo de um espelho do destino, nem mesmo...

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As cidades

As cidades guardam dentro de si mais do que ruelas apertadas, ruas largas, avenidas, janelas, carros parando nos sinais para as gentes apressadas, e seguirem depois em loucas disparadas. Cidades são olhos nos olhando do alto dos edifícios. Espionando por fora de outros olhos que se es...

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GULOSEIMAS E INFÂNCIA

O garoto entrou na loja, praticamente puxando o pai pelo braço, e com o dedo em riste apontava para as bolas de vidro recheadas de balas, com invólucros coloridos. O pai, pacientemente, perguntava o preço ao vendedor e o menino se extasiava com a enxurrada de coloridos que encheram suas mãos. Bal...

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COMENDO COM OS OLHOS

Comemos com os olhos, abrindo desmesuradamente as pupilas como se o mundo não fosse suficientemente grande para isso, ou que diante deles o mundo fosse suficientemente pequeno para isso. Os visionários deslumbram o mundo se abrindo na luz do conhecimento, da compreensão inimaginada. Mesmo com os...

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ATAQUE SISTEMÁTICO TAMBÉM É UMA FORMA DE CENSURA

A censura é sempre exercida por aqueles que detêm um poder, ou um tipo de poder, e a necessidade de mantê-lo é sobrevivência. O censor pode ter mais motivos para censurar do que o censurado de se esconder. Normalmente, o censurado é aquele que precisa de um canal de comunicação para o mundo, para...

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EXISTEM LIVROS

Mesmo que em sua estante existam aqueles livros clássicos, de Machado a Eça, dos autores russos, dos americanos, daqueles autores da moda, teóricos deslumbrantes e as suas formas de modificar o mundo, com certeza, tem aquele que você recorre sempre. O meu é um simples livro de poesia de Guilherme de...

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LEMBRANDO NAMORADAS

O seu estilo era de namorar, desse estilo de andar de mãos dadas pelas ruas. E as lembranças que tinha das namoradas era a forma como as mãos se davam na caminhada. E, no entanto, não era disso o que mais recordava. Enquanto se debruçava na janela, lembrava de Mariana, com seu jeito de princesa,...

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DORMIR COM ELA

Não consigo passar a noite sem ela, eu juro, ao dizer isso. Quando a escuridão da noite se aproxima eu penso na próxima etapa, e ainda com os olhos arregalados eu olho através do negror da cortina que desaba no quarto, e tento enxergar, descobrir, como ela virá vestida. Temos uma senha, ou algo a...

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A VIAGEM

morguefile.com E assim, quando eu adoecia, sua mão fria pousava na minha fronte aquecida e era como um bálsamo que me trazia o remédio que nenhum outro remédio podia acalentar. De outra vez, era você que estava na cama e, meio sem jeito, trazia fum...

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ENQUANTO EU AMEI MARIA

Bem que eu me arrependi de ter chegado ao baile usando aquela velha jaqueta surrada. Até que a calça era apresentável, o tênis nem tanto: afinal era um baile. Os amigos bateram na minha porta como se tivessem feito a maior descoberta do mundo. Encontraram uma festa, algu...

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A VIAGEM NO TEMPO

  Arrumando o armário, por esses dias, uma quantidade de negativos caiu sobre mim, e me perdi revendo fotos antigas. Aliás, nestes tempos tecnológicos, é bom esclarecer que: negativo é essa coisa escorregadia que fazia o papel do moderno backup...

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A CHUVA

morguefile.com Existe algo mais democrático do que a chuva? Ou tão democrático quanto ela? Ela pode chegar de mansinho e derramar suas lágrimas igualmente. Ela pode chegar torrencialmente e afogar a todos, quer sejam ricos ou pobres, ela arrasta desde a ma...

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A HISTÓRIA DE UM ATEU

morguefile.com Era um ateu, assim considerado porque não via nenhuma espécie de conserto em alguma coisa. Coisas como fraternidade universal, bem estar da comunidade ou mesmo amor ao próximo. Dizia essas coisas aos quatro ventos. Muitas vezes saía dali e v...

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DE VOLTA PARA O ACONCHEGO

morguefile.com Aconchego é chegar a algum lugar, seja na porta de casa, na presença da pessoa apaixonada, no coração querido. Aconchego é a reza escondida que conforta a alma, declamada baixinho no silêncio do quarto, são as palavras qu...

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AMANTES

  Não eram tão jovens, alguns diriam que beiravam a meia-idade, esta idade que não está em lugar nenhum, uma fronteira imaginária onde não se está mais na juventude, tantas vezes louvada, e a velhice, a terceira e inventada idade,...

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MINHA RUA

  Minha rua é como um rio que vai carregando memórias, eternamente. Quando chego à janela e debruço o olhar sobre as pedras, relembro que ela mudou ao longo do tempo. Foram as casas que se tornaram prédios, foram vizinhos que encheram carros co...

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O PRIMEIRO BEIJO

crédito: freeimages.com/Marcelo Silva   Vamos lembrar do nosso primeiro beijo? Você roubou, ele foi dado? Foi surpreso, inesperado?   Quantas fantasias existem no primeiro beijo. Vamos relembrar?   Foi num encontro de olhares, quando as palavras...

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ENCONTRO NA NOITE******

Ainda me lembro da fumaça enrolando da ponta do cigarro subindo enovelada. Minha mãe reclamava que ela era responsável pelo amarelão do teto. Que nada! A umidade que passava do telhado que não tinha conserto era a responsável, dizia ele. Quando ele morreu,...

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A VELA E O FOGO

foto: morguefile.com   A vela é somente vela quando tem o fogo a tremelicar com o vento. Desenha formas desordenadas nas paredes, dá vida ao breu, entretém as pessoas, e é o motivo de brincadeiras de crianças, quando juntam os dedos das m&ati...

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PROVÉRBIOS*****

Provérbios estão na origem da sabedoria popular. É através de provérbios, através dos tempos, que lições de vida são passadas de gerações a gerações. Mas, se juntarmos os provérbios em uma tran&ccedil...

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A LINGUAGEM DAS MÃOS**

  Foram as mãos sempre inquietas, eloquentes, o motivo do meu fascínio. Fã incontestável do cinema, observei no enquadramento dos filmes a posição da câmera sempre postada da cintura para cima, sempre dando o espaço e a conv...

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A ESPERA

  Estava ali, solitário, no meio de outros a esperar a chegada do avião, como companhia um buquê com três rosas vermelhas, repousando na cadeira ao lado, mais um ser à espera de outro. O seu olhar era ansioso, a aba do boné levantada, co...

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DOIS EM UM BAR

Era um bar na rua do Catete, eu, com a barba por fazer, mas com alguma vivência, podia imaginar Machado, o de Assis,  passar em um cabriolet, pince-nez a olhar as meninas que andavam apressadas, nas suas minissaias apertadas. E pensar que daquela cadeira pesada, com os pés redond...

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NOMES, PARA QUE SERVEM

Muitos se preocupam com os significados dos seus nomes, talvez na vã tentativa de comprovar com a escolha do Destino uma futura missão, podendo estar em uma representação do mártir cristão, ou da figura pagã que reinou em outros tempos, do adjetivo...

Coluna

AMAR EM TEMPOS REVOLTOS

Poderia dizer em tempos de cólera, mas, não pretendo roubar o título aproximado ou tema de Gabriel García Marques. Até porque as razões da cólera, hoje, não estão subordinadas a um triângulo amoroso, mas a uma coletividade que cl...

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ESCOLHA SEU EU PARA COLORIR

Colorir flores em um livro recheado de vazios onde colocamos as cores que nos vêm à cabeça. Dizem que serve como alívio para o stress, a distração em espalhar gotas coloridas, criando jardins na imaginação. A vida também é um e...

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DE CRAVOS E ROSAS

Da sua sacada, ele cultiva seus cravos. Havia-os de todas as cores, mas, um deles, se sobressaía. Altivo, com uma cor alaranjada, fornido de pétalas, a flor mais se assemelhava a uma cabeleira cobreada encimando um bonito e forte galho verde. Sobre os demais fazia diferença, e...

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O EX-JARDIM DOS ZÉ MANÉS

Consta que a população de Zé Manés sempre quis construir um imenso jardim no terreno que ficava ao lado do palacete dos Boaventura, e eles sempre diziam que aquilo seria um problema: onde já se viu um bando de Zé Manés achar que poderia construir um...

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SE HERÓIS MATAM

Quem são nossos heróis? Aqueles que nos apontam como modelos, ou aqueles que nos enchem de orgulho por tê-los perto de nós? Heróis são aqueles que se escondem nas suas próprias vergonhas e humilhações. Heróis são nossos...

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PARA QUE SERVE O DISCURSO DO ÓDIO

  A despeito de alguém vociferar em altos brados as suas posições políticas, não quer dizer, necessariamente, que se acredita nelas. Já explico: é uma questão de marketing. Há público para todos os discursos....

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A ARTE DA CONQUISTA

Foto: morguefile.com Conquistar o outro, seduzir são algumas das palavras que compõem o dicionário amoroso. A arte da conquista chega a ser ensinada por alguns “experts” no assunto. Maneiras de abordagem, o que falar, o que não dizer, vender-se...

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UM AMOR INESQUECÍVEL

Era preciso esquecer aquele amor. Isso era tudo que Sônia desejava. Enquanto seu coração pedia o esquecimento, os pensamentos ardiam de vontade de rever os beijos, os momentos felizes, os sorrisos, o olhar brilhante. Sônia nunca entendera o sentido de estar só. A s...

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A MULHER DE AREIA

Foto: morguefile.com No início da tarde, segunda-feira, depois de um final de semana movimentado, a praia não oferecia muitos atrativos, além de poucos banhistas ao longe, jogadores de vôlei e outros passantes eventuais, moradores do local; ela era deserta,...

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BARCOS DE DESEJOS

Foto: morguefile.com   O pai colocou, cuidadosamente, as folhas de jornal na mesa e começou a dobrá-las. Os olhos brilhantes do menino observavam o movimento das mãos dele, montando cada uma das peças, seguidos de um alisar para que o papel adquiris...

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A BRANCA ADORMECIDA

Clara olhava para o seu jardim, em um momento em que procurava inspiração para seus escritos. Olhava para aquelas flores, plantas, pássaros voando e percebia que alguma coisa faltava ali, no meio de todo aquele verde. Subitamente, a inspiração passou do papel...

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IMAGINE OR IMAGINE

As duas palavras do título têm o mesmo formato, tanto em português quanto em inglês. Título de uma letra emblemática feita por John Lennon. Eram tempos onde a imaginação corria forte, diante de um mundo caminhando entre a guerra fria de duas pot...

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O ÓDIO E O AMOR

  Honoré de Balzac disse que o ódio tem melhor memória do que o amor. Entre a balança da escolha o que seria o ódio? E o amor? Alguém sente o ódio por causa de um momento onde foi vilipendiado, foi massacrado, humilhado por outro....

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A SOLIDÃO REVELADA

  A presença do ciberespaço na vida das pessoas trouxe a própria perspectiva de um alcance ilimitado, um espaço onde as intimidades ganham asas de liberdade. A fofoca toma ares de globalização, com o extremo de se fofocar sobre si mesmo....

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A METADE DA VIAGEM

Cheguei prontamente dentro do barco que me aguardava na margem do rio. A outra margem bem distante, invisível, parecendo infinitamente distante não era o que mais me preocupava. O barqueiro não demonstrava a menor impaciência. E, nem bem eu embarcava, ele ajustou os remo...

Coluna

A LÍNGUA COMO ELA É

Para um músico, a nota que está deslocada, mal direcionada soa diferente. Por mais que ele esteja absorto em outros pensamentos, uma música sendo tocada, mesmo ao longe, caso haja um erro cometido, fatalmente o ouvido bem treinado e privilegiado acusará que alguma coisa...

Coluna

A GAROTA QUE DORMIA

Ela era feia. Sim, feia. Mas, realmente, o que é beleza? À primeira vista, com suas roupas extravagantes, assustava de certo modo as pessoas que se encontravam no ônibus. Alguma vez vestindo um macacão vermelho ou cinza, alguma coisa nos cabelos estranhamente entrela&cce...

Coluna

CRÔNICA DE UM ROUBO

Foto: morguefile.com   Qual a sensação de se sentir roubado quando olhamos no espelho o retrato fiel e perfeito do ladrão? Quando o tempo passa e o criminoso que nós construímos e o tempo foi transformando o rosto, e se disfarçou e sab...

Coluna

WAKANDA CHEGA A PARIS

Foto: Jornal do Montenegro   Nem bem Guerra Infinita encerrou sua epopeia nos cinemas, e Wakanda ainda chorava as lágrimas de seu rei que desvaneceu, levado pela vontade de Thanos, um malinês chega a Paris e mostra ao mundo que uma Wakanda acaba de se revelar. Num...

Coluna

A DOR QUE DÓI MAIS

Imagem Ilustrativa   Todos nós temos dores. De uma pequena pancada aqui, um roxinho que aparece depois de um encontro casual com algum objeto, o tal mau jeito nas costas (sempre as costas encontram esse mal para nós), o peso mal calculado na academia, todas capaz...

Coluna

A CHEGADA AOS ANOS 60

Imagem ilustrativa   Os anos sessenta me trazem boas lembranças, sendo que as lembranças são boas quando os anos nos trazem não anos de grande valor numérico, mas vividos com anos de baixa amplitude. Naquele preciso dia em que eu fazia sess...

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VALENTE

Divulgação   Duas imagens me marcaram muito nesta semana; as duas acima. Em países distantes, em hemisférios contrários, língua e cultura diferente, as mensagens exortam à valentia. A valentia contra inimigos poderosos, um uma f...

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CRÔNICA DO AMOR DE MÃE

Em que momentos podemos surpreender uma mãe exercendo seu melhor predicado? Nunca havia pensado nisso. Uma mãe, afinal, é uma mãe. Quando nasce o filho, quando cuida do filho, quando ele adoece, ou quando não está doente; quando vê com lágrima...

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CHUVAS DE VERÃO

Tudo bem que no Brasil as estações do ano não sejam bem definidas, à exceção de um inverno chuvoso e de um verão extremamente tropical. Falo da indefinição quanto às outras estações. Até mesmo no inverno, no...

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A CANÇÃO DA ALMA

Evora malecante. Acordei, um dia desses, com essa expressão no cérebro e uma espécie de sino, que me pareceu uma buzina de carro estridente, vindo da rua, interrompendo meu sono. Explico: não sei se ao acordar, não sei se depois de sonhar, ou durante o sonho, me...

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A ARTE DE EMAGRECER EM REVISTAS

Um dia desses, estava na sala de espera de uma academia de Pilates, essa arte de se expor em aparelhos semelhantes às camas de torturas da Idade Média, com seus penduricalhos caindo do alto, esticadores sustentados por molas, e exercícios de contorcionismos em formas abauladas...

Coluna

A ARTE DE ESQUECER GUARDA-CHUVAS

- Senhor, o seu guarda-chuva! Disse a acompanhante do ônibus, lembrando o acessório, como se a última coisa que ela desejasse fosse devolver algo perdido para o seu dono, ou simplesmente lembrar que o pequeno animal de estimação, que havia sido a companhia na manh...

Coluna

BABEL DE NOMES

- Muito obrigado, Laurilene. A caixa do supermercado, exibindo um reluzente crachá no peito, agradece, sem demonstrar surpresa com o cliente se dirigir a ela dizendo o seu nome. Nesse mundo de hoje, o que antes ficava oculto, agora é passado pelo crachá. Você olha pa...

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Neruda

Quando conheci Neruda, por questões de destino, o li em espanhol. Não que dominasse a língua, era um aprendiz recente. Aprendi a respeitar a própria essência da poesia, quando a lemos em sua linguagem natal. Traduzi-la é uma tentativa torpe e manca de trans...

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MY STORY

Na verdade, eu não vou contar para vocês “my story”. My story era o apelido do Josué, um contínuo que eu conheci, lá na repartição. Quando convivemos com um grupo de pessoas, durante boa parte do dia, as histórias, patrocinadas pel...

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Para ser Feliz

As mãos tremeram na máquina do tempo quando abriu a pasta envelopada e descobriu dentro dela a carta perdida, da qual somente guardava uma pálida lembrança, brincadeira de criança, dirigida ao ser que desejava que existisse no futuro: ele. Haveria cobran&ccedil...

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CELULARES

De repente, ao atravessar a rua, me deparei com um bueiro. Pensei, imediatamente, como seria se o meu celular caísse dentro dele? Estatelado, próximo de uma poça de água. Seria o fim, imediatamente. Instintivamente, apalpei o bolso e lá estava ele, realçad...

Coluna

Entre Beijos e Abraços

O espaço de um abraço é maior do que um beijo. Um abraço guarda dentro dele um mundo inteiro, o beijo, ah! o beijo é só um encontro de pele, jogado no rosto, formal, preciso, cauteloso, guardando distâncias, o abraço não. Ele é d...

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Entre o Cálice e o Lábio

Paladas de Alexandria disse que “Muita coisa acontece entre o cálice e o lábio”. Com esse pensamento a primeira coisa que me ocorreu foi o universo poético entre o cálice e o lábio: a chegada de um vidro fino, o toque, a vinda não de um copo, m...

Coluna

O CERTO, O ERRADO E O DIVERTIDO

Acostumamos a dividir a vida entre o certo e o errado, esquecendo, os legisladores dos caminhos, aquilo que seria o certo ou aquilo que seria o errado. Homens de bem, e mulheres também, optam por definir uma atitude correta para que a sociedade siga o bom caminho. Resta definir o que seria...

Coluna

Nem toda menina quer ser bailarina

Às vezes, ou muitas vezes, quer jogar futebol ou soltar pipas. E nem todos os meninos querem ser alpinistas, alguns querem ser cozinheiros, costureiros ou querem ser, simplesmente, um artista.   Nem todos querem aceitar o futuro provável. As meninas gostariam de poder sair p...