08/03/2019 08h36

SEXO VIRTUAL

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Por * Ediel Ribeiro

Ilustração: Ediel
Ilustração: Ediel

Rio – Mesmo na cidade grande, o homem vive só.

Em muitos casos, a internet é a única companheira. 
 
A tecnologia aproximou as pessoas, fomentou amizade, criou laços.
 
A máquina nunca vai substituir totalmente o homem.
 
Nem o sexo virtual vai substituir o sexo pessoal.
 
Mas, em alguns casos, quebra um galho.
 
O sexo virtual, assim como o interpessoal, tem suas armadilhas.
 
Tenho um amigo que namorou seis meses uma mulher, pela internet.
 
Estava apaixonado e, quando enfim, resolveram se encontrar ela perguntou:
 
" Você tem preconceitos?"
 
"Não, disse ele. Por quê?"
 
"É que eu sou "quase mulher"!!
 
Nunca mais se falaram.
 
Já entrei numa fria, também.
 
Marquei um encontro com uma mulher com quem me relacionava há alguns meses.
 
Nos encontramos num shopping, da cidade onde eu morava.
 
Para minha surpresa, ela era bem diferente da foto no Facebook.
 
Pensa numa mulher feia! Ela era mais feia ainda. 
 
Mas, quem sabe, podia ter um bom coração.
 
Começamos a conversar. Ela foi logo perguntando:
 
"Posso fazer alguma coisa por você?"
 
E eu:
 
"Atualize sua foto do perfil!"
 
Era muito feia.
 
Tão feia, que no inferno devia ter uma foto dela na parede, com a inscrição: funcionária do mês.
 
Mas eu não podia perder a viagem. Ela morava longe.
 
Fomos parar num motel. Era um motel barato, desses de beira de estrada. Cheio de mosquitos.
 
Junto com a chave, a recepcionista me deu um metro de papel higiênico e um Durma-Bem.
 
Ela notando a minha timidez, perguntou:
 
"É sua primeira vez?"
 
E eu:
 
"É. E dependendo do trauma, será a última!"
 
 
* Ediel Ribeiro é jornalista e escritor

É permitida a reprodução desde que citada a fonte e não alterado o texto.

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