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Home Colunas

SOMOS FUGITIVOS, TODOS

Por Nilson Lattari
6 de fevereiro de 2026 - 09:33
em Colunas
SOMOS FUGITIVOS, TODOS

Crédito: Possessed Photography | Unsplash

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Vendo o mundo mudar, muito rapidamente, a primeira coisa que nos passa pela cabeça é fugir de tudo isso, mesmo que não se tenha a menor ideia para onde ir. Esse é o problema, queremos fugir para algum lugar e não existe nenhum lugar para onde nós possamos nos esconder. Até porque esconder de si mesmo é uma das grandes armadilhas que o Destino nos impõe. E, por sinal, ninguém foge dele, logo não há esconderijo para nos esconder.

Normalmente, alguém que quer fugir, se esconder de todos, é o fugitivo natural. É aquele que comete algum ilícito ou foge de alguém ou alguma coisa por várias razões.

Fuga nos lembra fugaz que é ser uma fumaça que se desfaz no ar e uma fuga é a tentativa de se transformar em nada. Todos somos fugitivos, até os honestos que fogem de um mundo que julga desonesto demais para viver. Não há alternativa. Fugir é a única forma que não é possível ter: uma forma de fuga. A democracia é unânime, neste caso, e a fuga é permitida, o principal nem é chegar a algum destino: a fuga é a razão em si mesma.

Uma das causas, fora as ilícitas, é ter uma compreensão de mundo, que nos leva ao distópico e não à esperança de a utopia vir a chegar. Como cada um de nós tem uma utopia para viver, no final das contas, estamos fadados ao desencontro.

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Talvez a ignorância, a desprocura das verdades, a aceitação das verdades prontas e acabadas sejam as razões para que não fujamos nunca. A ilusão é a grande fonte da permanência do ser em seu estado de não-fuga. Fugir para quê? Se a necessidade não existe ou a ignorância assume seu lugar no consciente. Aceitar é o que dói menos, a não aceitação é a fuga impossível ao encontro da dor.

Somente uma fuga é possível; aquela em que ignoramos o mundo, desistimos de discutir e argumentar com ele, e o nosso silêncio passa a ser o lugar para onde a fuga nos leva.

Silenciar é uma forma de fugir para algum lugar tão distante, que mesmo dentro de nós, a solidão se torna imensa, por estar tão perto. Tão intensa que saímos da realidade, e, portanto, podemos nos considerar fugitivos vitoriosos.

Todos nós fugimos e, por incrível que pareça, todos nós conseguimos sair de onde estamos: a fuga é controlável, o destino nem sempre.

Se ignoramos a realidade e a aceitamos, fugimos, na verdade, de algum lugar para outro, sem perceber. Se não ignoramos e nos silenciamos porque é muito difícil conviver, também fugimos e somos vitoriosos.

Somos todos vitoriosos sem troféus. Sem nada a comemorar. Se sorrimos uns para os outros, e fingimos o que não somos, passamos a ser algo diferente do que somos e nos tornamos alguém que nunca seremos. Vivemos fantasiados de alguém que não queremos ser ou não percebemos, por ignorância. Somos fugitivos vitoriosos, e mesmo sem sair do lugar, corremos para lugar nenhum.

Tags: Colunacoluna Nilson LattariNilson Lattari
Nilson Lattari

Nilson Lattari

Crônicas e Contos. NILSON LATTARI é carioca e atualmente morando em Juiz de Fora (MG). Escritor e blogueiro no site www.nilsonlattari.com.br, vencedor duas vezes do Prêmio UFF de Literatura (2011 e 2014) e Prêmio Darcy Ribeiro (Ribeirão Preto 2014). Finalista em livro de contos no Prêmio SESC de Literatura 2013 e em romance no Prêmio Rio de Literatura 2016. Menções honrosas em crônicas, contos e poesias. Foi operador financeiro, mas lidar com números não é o mesmo que lidar com palavras. "Ambos levam ao infinito, porém, em veículos diferentes. As palavras, no entanto, são as únicas que podem se valer da imaginação para um universo inexato e sem explicação".

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