O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, voltou ao centro de uma investigação da Polícia Federal e foi alvo, nesta terça-feira (26), de mandados de busca e apreensão na oitava fase da Operação Compliance Zero. A apuração investiga aplicações bilionárias feitas pela Rioprevidência em produtos financeiros ligados ao Banco Master.
Segundo a PF, os investigadores analisam movimentações que somam aproximadamente R$ 3 bilhões realizados entre 2023 e 2024 pelo fundo previdenciário dos servidores estaduais do Rio de Janeiro. Parte dos recursos, cerca de R$ 2,01 bilhões, teria sido aplicada em fundos do Banco Master a partir de julho de 2024.
A operação desta terça-feira é considerada um desdobramento da Operação Barco de Papel, que já havia identificado outros aportes suspeitos de aproximadamente R$ 970 milhões em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master entre outubro de 2023 e julho de 2024.
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Federal, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, todos autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça.
Cláudio Castro comandava o governo fluminense no período em que os investimentos investigados foram realizados. A PF ainda não detalhou quais seriam as suspeitas individualizadas contra cada alvo da operação.
O Banco Master passou a ser investigado após suspeitas de fraudes financeiras e acabou liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025. O caso é tratado como um dos maiores escândalos financeiros recentes do país e já provocou diversas fases da Operação Compliance Zero, além de prisões de empresários e executivos ligados à instituição.
Esta é a segunda vez em menos de duas semanas que Cláudio Castro é alvo de ações da Polícia Federal. No último dia 15, o ex-governador também foi alvo de buscas em outra investigação envolvendo supostas irregularidades relacionadas ao setor de combustíveis.






