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Home Colunas

ALMODÓVAR

Por Ediel Ribeiro
23 de janeiro de 2023 - 14:05
em Colunas

Divulgação - 

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Rio de Janeiro – Tirei o fim de semana para ver alguns filmes do Pedro Almodóvar que ainda não tinha visto (tem vários deles na Netflix).

Mergulhei tão fundo na obra do cineasta espanhol que até escrevi um poema para homenageá-lo: “A Poesia que Habito”, inspirado em “A Pele que Habito”, um de seus clássicos.

Já tinha visto “Ata-me!” (1990), “A Flor do Meu Segredo” (1995), “Fale com Ela” (2002) e “A Pele que Habito” (2011). Então, comecei por “Sobre Minha Mãe” (1999), um dos que ainda não tinha visto. Muito bom.

Nascido em uma família pobre, Almodóvar começou a trabalhar cedo. Foi funcionário da companhia telefônica espanhola, desenhista de quadrinhos e cantor de uma banda de rock.

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Almodóvar nasceu na Espanha, na cidade de Calzada de Calatrava, província de Ciudad Real, em 1949. Teve educação católica, sua família o mandou para um internato religioso em Cáceres, onde se tornou seminarista. Pedro, no entanto, desde cedo rejeitou  a religião.

Em filmes como “Maus Hábitos” (1983) e “Má Educação” (2004), Almodóvar denuncia a hipocrisia e o caráter abusivo que enxerga na  religião.

Em 1970, aos 16 anos, embarca para Madri para estudar cinema. Na época, a Escola Nacional de Cinema havia sido fechada pela ditadura de Francisco Franco. 

Seu contato com cinema, então, foi na prática. Passou a colaborar com o grupo de teatro ‘Los Goliardos’, tornando-se importante figura do movimento contracultural que veio após a morte de Franco – o ‘Movida Madrileña’, momento de liberalização cultural e ideológica.

Foi nos anos 70 que Almodóvar começou a gravar seus primeiros curtas-metragens com uma câmera Super-8. Em 1980, grava  seu primeiro longa-metragem: “Pepi, Luci, Bom y Otras Chicas del Montón”, (ufa!) rodado com baixíssimo orçamento e participação de voluntários. 

Seus filmes, explorando temas complexos como homossexualidade, distúrbios mentais – apresentando com estética kitsch – e humor afrontoso, tornaram Almodóvar um diretor extremamente criativo e provocativo.

O sucesso internacional chega com “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos”, em 1988, que conquistou diversos prêmios e foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. O que sucede é uma grande filmografia, carregada de cores, sensualidade, poesia e originalidade.

Filmes como “Ata-me!” (1990), “Kika” (1993), “A Flor do Meu Segredo” (1995), “Tudo Sobre Minha Mãe” (1999), “Fale com Ela” (2002), “Má Educação” (2004), e “A Pele que Habito” (2011) formam o catálogo do diretor e a construção de seu estilo que continua através dos anos. 

Almodóvar chega ao posto de um dos diretores mais premiados da história do cinema: são dois Oscars, dois Globos de Ouro, quatro BAFTAs, quatro prêmios do Festival de Cannes e seis prêmios Goya, além de dezenas de festivais ao redor do planeta.

Tags: ColunaEdiel Ribeiro
Ediel Ribeiro

Ediel Ribeiro

"Coluna do Ediel" Ediel Ribeiro é carioca. Jornalista, cartunista e escritor. Co-autor (junto com Sheila Ferreira) do romance "Sonhos são Azuis". É colunista dos jornais O Dia (RJ) e O Folha de Minas (MG). Autor da tira de humor ácido "Patty & Fatty" publicadas nos jornais "Expresso" (RJ) e "O Municipal" (RJ) e Editor dos jornais de humor "Cartoon" e "Hic!". O autor mora atualmente no Rio de Janeiro, entre um bar e outro.

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