01,Jun
Coluna

Do luto à contemplação do infinito

Andreas Lischka/Pixabay

Estando de luto pela perda de um irmão, meu espírito busca na Fé inspiração para escrever o artigo de hoje.

Jesus Cristo disse – Eu sou o caminho, a verdade e a vida.

Muitos caminhos são propostos às pessoas como rota de vida – a busca do dinheiro, a conquista de posições e poder, a ambição de ser o primeiro.

São caminhos falsos ou passageiros. Jesus Cristo é o Caminho.

Doutrinas, sistemas de pensamento são propostos como Verdade.

Podem conter alguma verdade porque os seres humanos são dotados de inteligência.

Mas são apenas reflexos da verdade. Jesus Cristo é a Verdade.

Livros são escritos tentando ensinar o que é Vida.

Alguns desses livros conseguem traduzir um pouco de Vida.

Podem ser adequados a nossas buscas, podem reduzir nossas incertezas e angústias.

Mas só Jesus Cristo é realmente Vida.

O ato de rezar, orar, foi ensinado por Jesus Cristo – orai para que vossa alegria seja completa. (Evangelho de João, capítulo 15,)

Entretanto não basta apenas orar, mas também agir.

Na cultura judaica, que é a raiz da Bíblia Sagrada, acredita-se que, quando o espírito ora, o corpo se move também.

Quando está em oração, o judeu movimenta seu corpo continuamente.

Em outras palavras, ao orar age.

No Brasil, as Comissões de Justiça e Paz, que foram criadas em muitas dioceses (inclusive na Arquidiocese de Vitória) muito contribuíram para conscientizar os cristãos de que é dever evangélico lutar pela Justiça para alcançar a Paz.

Em Vitória a Comissão de Justiça e Paz foi criada por Dom Luiz Gonzaga Fernandes, que era Bispo Auxiliar, com apoio do Arcebispo Dom João Baptista da Motta e Albuquerque.

Num momento de luto, quando sinto no corpo e na alma a transitoriedade da vida, consola lembrar que atendendo o chamado de dois Profetas, tive a imensa graça de integrar o grupo dos doze cristãos que formaram o núcleo originário da Comissão de Justiça e Paz.

João Baptista Herkenhoff (ES)

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Direito e Cidadania

JOÃO BATISTA HERKENHOFF, é Juiz de Direito aposentado. Foi um dos fundadores e primeiro presidente da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Vitória e também um dos fundadores do Comitê Brasileiro da Anistia (CBA/ES). Por seu compromisso com as lutas libertárias, respondeu a processo perante o Tribunal de Justiça (ES), tendo sido o processo arquivado graças ao voto de um desembargador hoje falecido, porém jamais esquecido. Autor de Direitos Humanos: uma ideia, muitas vozes (Editora Santuário, Aparecida, SP).

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