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Home Colunas

Índio gay mártir será santo?

Por Lenin Novaes
1 de janeiro de 2021 - 14:05
em Colunas

A história do índio gay Tibira do Maranhão (já como imagem de santo) é resgatada pelo sociólogo e antropólogo Luiz Mott, à direita.  Foto Sergio Muricy

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– Athaliba, qual data ocê sugere para comemoração do Dia de São Tibira, índio tupinambá gay morto com tiro de canhão em 1614, por influência da Igreja Católica, devido a sua orientação sexual? Ele é considerado “primeiro mártir da homofobia no Brasil” que, segundo defensores da proposta de torná-lo santo, teve registro feito pelo frade capuchinho Yves d’Évreux, entomólogo que integrou expedição francesa ao Brasil Colônia. O sociólogo e antropólogo Luiz Mott, docente da Universidade Federal da Bahia e fundador do Grupo Gay da Bahia, lidera o caso sustentado no livro “História das coisas mais memoráveis acontecidas no Maranhão nos anos de 1613-1614”, do frade francês.

– Marineth, “devagar com o andor que o santo é de barro” Não me apresse em sugerir data para comemoração do Dia de São Tibira. Antes, por favor, intere-me do caso.

– Athaliba, a história do índio é desencavada por Luiz Mott que, há seis anos, publicou “São Tibira do Maranhão – Índio gay mártir”, contextualizando o caso, com detalhes sobre a execução do personagem com tiro de canhão. Já conta com apoio de ativistas LGBTi e do arcebispo Sérgio  Muricy, da Santa Igreja Celta do Brasil, instituição cristã independente. Muricy, que é historiador, contou à BBC News Brasil que “Tibira chegou a ser suplicado de forma cruel e sem direito de defesa, sendo assassinado por sua orientação sexual”.

– Marineth, o caso ainda vai dar muito “pano prá manga”, muito blá, blá, blá, durante 2021.

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– Athaliba, pode apostar nisso. O caso veio à tona ao apagar das luzes de 2020, tendo o Muricy, que escolheu nome religioso de dom Bernardo da Ressurreição, reconhecendo o martírio e a santidade do indígena. E Mott, resguardado por grupos de luta por direitos homossexuais, já anunciou que encaminhará à Confederação Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB – petição para a Igreja Católica “pedir, publicamente, perdão pela execução de Tibira e instaurar processo para a canonização dele”.

– Marineth, a campanha vai enfrentar ferrenha resistência. Imagine qual pode ser a opinião do mito pés de barro que ocupa a presidência da República e que se diz cristão, defendendo até os dias de hoje o slogan da campanha “Brasil acima de tudo; Deus acima de todos”.

– Phorra, Athaliba, é pura sacanagem ocê trazer o mito pés de barro para esse assunto.

– Qualé, Marineth. Já diz o ditado popular que “quem tem c** não faz trato com pic*”.

– Athaliba, o trem é doido. O mito pés de barro, entre declarações machistas, racistas e de ódio às minorias, afirmou que “prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí”.

– Marineth, os argumentos para tornar o índio Tibira do Maranhão santo são consistentes?

– Athaliba, o antropólogo Mott defendeu em entrevista à BBC News Brasil que o índio seja reconhecido como “o primeiro mártir da homofobia no Brasil”, cobrindo sua história de simbolismo “em alusão aos crimes de homofobia ainda hoje praticados no país” Argumenta que a “execução foi arbitrária e sem autorização do papa, nem da Inquisição”, consentida pela expedição religiosa francesa com o frade capuchinho Yves d’Évreux, que viveu de 1577 a 1632.

– O que detalha o frade capuchinho francês, Marineth?

– Athaliba, o antropólogo diz que a narrativa do frade expõe “a visão altamente etnocêntrica e o preconceito da moral cristã contra a sodomia, além de sua ardilosa tentativa de justificar eticamente a pena de morte contra o infeliz selvagem pecado”. O capuchinho relatou que “um pobre índio (sodomita) bruto mais cavalo do que homem fugiu para o mato por ouvir dizer que franceses o procuravam e aos seus semelhantes para matá-los e purificar a terra das maldades por meio da santidade do Evangelho, da candura da pureza e da clareza da religião Católica, Apostólica, Romana”.

– Tempos nebulosos né, Marineth? Tibira do Maranhão tem milagres comprovados?

– Não, Athaliba. Para ser santo, obrigatoriamente, não é preciso comprovar milagre. Chefes de aldeias indígenas assistiram a execução do Tibira do Maranhão, pés atados com ferro, tendo o corpo dilacerado com o tiro de canhão. Talvez os europeus, à época, fizessem vistas grossas aos casos de homossexualismo em seu território. Mas, a diversidade sexual e lascívia exacerbada dos ameríndios no Brasil eram intoleráveis. Cruza o arco-íris para 2021 com essa, amigo!

Lenin Novaes

Lenin Novaes

Crônicas do Athaliba LENIN NOVAES jornalista e produtor cultural. É co-autor do livro Cantando para não enlouquecer, biografia da cantora Elza Soares, com José Louzeiro. Criou e promoveu o Concurso Nacional de Poesia para jornalistas, em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. É um dos coordenadores do Festival de Choro do Rio, realizado pelo Museu da Imagem e do Som - MIS

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