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Home Notícias Brasil

STF condena Eduardo Bolsonaro por articulação de sanções contra o Brasil e ministros da Corte

Primeira Turma considerou que o ex-deputado tentou pressionar o Judiciário brasileiro por meio de ações junto ao governo dos Estados Unidos para beneficiar Jair Bolsonaro nos processos relacionados à trama golpista

Por Redação
16 de junho de 2026 - 18:19
em Brasil

Lula Marques/ABR. 

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou por unanimidade, nesta terça-feira (16), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo. Os ministros concluíram que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro atuou para pressionar instituições brasileiras durante o andamento das investigações e julgamentos relacionados à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

O placar foi de 4 votos a 0. Votaram pela condenação o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, além dos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

A sessão prossegue para a etapa de dosimetria, quando os magistrados irão definir o tamanho da pena que será aplicada ao ex-parlamentar.

Acusação envolveu articulações nos Estados Unidos

Segundo a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Eduardo Bolsonaro teria participado de articulações políticas junto a integrantes do governo norte-americano para estimular medidas de pressão contra o Brasil.

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Entre as ações citadas pela acusação estão iniciativas voltadas à imposição de tarifas sobre produtos brasileiros, restrições de vistos para autoridades nacionais e defesa da aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky contra integrantes do Supremo Tribunal Federal e do governo federal.

Para a Procuradoria, as movimentações tinham o objetivo de constranger autoridades brasileiras e influenciar decisões judiciais envolvendo Jair Bolsonaro, investigado e réu em processos ligados à chamada trama golpista.

Moraes apontou tentativa de constrangimento institucional

Durante o julgamento, Alexandre de Moraes sustentou que as condutas atribuídas a Eduardo Bolsonaro ultrapassaram os limites da atuação política e configuraram tentativa de interferência indevida no funcionamento das instituições brasileiras.

Os demais integrantes da Primeira Turma acompanharam integralmente o entendimento do relator, consolidando a condenação de forma unânime.

O julgamento representa um dos desdobramentos mais relevantes das investigações que apuram supostas ações coordenadas para contestar o resultado das eleições presidenciais e pressionar autoridades responsáveis pelos processos relacionados ao caso.

Ex-deputado está nos Estados Unidos

Eduardo Bolsonaro está fora do Brasil desde o ano passado. Durante sua permanência nos Estados Unidos, acumulou ausências nas sessões da Câmara dos Deputados e acabou perdendo o mandato parlamentar.

Ao longo do processo, sua defesa sustentou que as manifestações e contatos realizados no exterior estavam protegidos pela liberdade de expressão e pela atividade política.

A tese, no entanto, não foi acolhida pela maioria dos ministros do Supremo.

Pena será definida em nova etapa

Com a condenação já definida, a atenção agora se volta para a dosimetria da pena.

Nessa fase, os ministros analisarão circunstâncias do caso para estabelecer a punição aplicável ao ex-deputado. Somente após a conclusão dessa etapa será possível conhecer a pena definitiva fixada pela Primeira Turma.

A decisão amplia a lista de condenações relacionadas aos desdobramentos das investigações sobre a tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022 e reforça o entendimento do Supremo de que ações destinadas a constranger autoridades judiciais podem configurar crime contra a administração da Justiça.

Tags: Alexandre de MoraesEduardo BolsonaroJustiçapolíticaSTFSupremo Tribunal Federal
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