O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmou nesta segunda-feira (9) o recebimento de uma nova denúncia de importunação sexual contra o ministro Marco Buzzi, integrante do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
De acordo com o CNJ, a suposta vítima já foi ouvida pela Corregedoria Nacional de Justiça, que decidiu instaurar uma nova reclamação disciplinar para apurar os fatos. O procedimento corre em segredo de Justiça, conforme previsto nas normas do órgão.
Essa é a segunda denúncia envolvendo o ministro em menos de uma semana. A primeira foi apresentada ao CNJ nos últimos dias e envolve uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos de Buzzi. Segundo a acusação, o ministro teria tentado agarrá-la durante um banho de mar.
O episódio teria ocorrido no mês passado, durante um período de férias em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina, onde o ministro estava acompanhado da jovem e de seus pais.
Apuração no STJ e afastamento
Após a divulgação da primeira denúncia, o STJ abriu uma sindicância interna para apurar o caso. Na sequência, Marco Buzzi apresentou um atestado médico e encontra-se afastado de suas atividades no tribunal, alegando questões de saúde.
O afastamento não interfere no andamento das apurações conduzidas tanto pelo STJ quanto pelo CNJ, que seguem trâmites independentes.
Defesa nega acusações
Em nota, os advogados Paulo Emílio Catta Pretta e Maria Fernanda Ávila afirmaram que o ministro nega todas as acusações. A defesa informou ainda que não teve acesso aos procedimentos instaurados no CNJ até o momento.
“O ministro Marco Buzzi não cometeu qualquer ato impróprio, como será possível demonstrar oportunamente no âmbito dos procedimentos já instaurados”, diz o comunicado.
O CNJ não informou prazos para a conclusão das investigações. Novas diligências podem ser determinadas conforme o avanço das apurações e a análise dos depoimentos colhidos.






