A Justiça decretou, na manhã desta sexta-feira (13), a prisão preventiva de Magno Ribeiro da Silva, de 30 anos, suspeito de matar três mulheres dentro de uma padaria no bairro Lagoa, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A decisão foi tomada pelo juiz Leonardo Vieira Rocha Damasceno, que converteu a prisão em flagrante em preventiva.
Magno foi preso na noite de terça-feira (10), no bairro Céu Azul, em Venda Nova, na capital mineira. Ele confessou ter matado Nathielly Kamilly Fernandes Faria, de 16 anos, funcionária do estabelecimento; Ione Ferreira Costa, de 56 anos, cliente; e Emanuely Geovanna Rodrigues Seabra, de 14 anos, filha do proprietário da padaria.
De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito também relatou ter tentado matar o dono de uma oficina e o filho dele na mesma região no dia seguinte ao triplo homicídio.
Armas e materiais apreendidos
Durante a prisão, os policiais apreenderam uma arma de fogo de fabricação artesanal, um carregador e onze cartuchos intactos de calibre .380, encontrados dentro de um saco plástico no interior de um fogão. Também foram recolhidos uma capa de colete balístico, quatro placas balísticas e uma touca tipo ninja.
Em frente à residência, os militares localizaram uma motocicleta Yamaha Factor branca, um capacete branco e uma bolsa de entrega preta. Um aparelho celular também foi apreendido.
Segundo a polícia, uma jovem de 19 anos que estava na padaria no momento do crime relatou que pediu para não ser morta. O suspeito teria feito uma careta e a poupado. Ela reconheceu o capacete encontrado com o investigado.
Até o momento, a motivação do crime não foi esclarecida.

Reviravolta no caso
Inicialmente, um adolescente de 17 anos, ex-namorado de Nathielly, havia sido apreendido sob suspeita de participação no crime. No entanto, após a prisão e confissão de Magno, a Justiça determinou, na quinta-feira (12), a libertação do jovem e sua inclusão no Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas.
Na decisão, o Judiciário considerou relatos de ameaças sofridas pelo adolescente e por familiares. Também determinou que a Polícia Civil conclua a investigação no prazo de cinco dias, atendendo pedido do Ministério Público de Minas Gerais e da defesa.
Entre as diligências solicitadas estão a coleta de imagens das câmeras de segurança da padaria, o depoimento do proprietário do estabelecimento e a realização de exame para verificar a presença de resíduos de disparo de arma de fogo.
O adolescente havia sido apreendido no dia 4, sob suspeita de ato infracional análogo a homicídio qualificado, e permaneceu oito dias internado. A defesa sustenta que ele não participou do crime e afirma que documentos anexados ao processo demonstram que o jovem estava com a mãe no momento do ataque.
Com a decretação da prisão preventiva, Magno Ribeiro permanece à disposição da Justiça enquanto a investigação segue para esclarecer completamente as circunstâncias e a motivação do triplo homicídio.






