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Home Colunas

Caetano: Jóia e Qualquer coisa

Por Lenin Novaes
21 de julho de 2025 - 08:56
em Colunas

A capa do Jóia foi liberada pela censura após pombas cobrir pênis do Caetano, nú com a mulher Dedé e o filho Moreno.

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– Athaliba, este 2025 estabelece o marco de 50 anos de dois discos extraordinários da obra do compositor e cantor baiano Caetano Veloso. São Jóia e Qualquer coisa. O duplo lançamento pela Polygram/Philips – não se trata de álbum duplo – teve objetivo distinto, no sentido de mostrar músicas de projetos desiguais. O artista incursionou de forma ousada, aliás, como é característica dele, pelo processo de criação sem dar limite à asa da imaginação.

– Marineth, gosto dos citados LPs, dentro da discografia do Caetano. O Jóia teve a capa censurada. Caetano, a mulher Dedé e o filho Moreno posavam nus. E só foi liberado pela censura da ditadura civil-militar (1964-1985), no governo do general Ernesto Geisel, com pombas cobrindo o pênis do artista. Anos depois, Fernanda Young comentou que “o que se vê na foto é amor e respeito, acolhimento, comunhão com a natureza; pois o pervertido é aquele que censura”.

– Athaliba, no repertório tem “Minha mulher”, seguida de “Guá”, parceria com o Perinho Albuquerque; “Pelos olhos”; “Asa, asa”; “Lua, lua, lua, lua”; “Canto do povo de um lugar”; “Pipoca moderna”, parceria com Sebastião Biano; “Jóia”; “Help”, Lennon e McCartney; “Gravidade”; “Tudo tudo”; “Na asa do vento”, de Luiz Vieira e João do Vale; e “Escapulário”, música de Caetano sobre o poema de Oswald de Andrade, publicado no primeiro livro dele, Pau Brasil, em 1925.

– Marineth, já Qualquer coisa, fotos desfocadas em cores desbotadas, na capa, abre com a música título. Segue “Da maior importância”; “Samba e amor”, de Chico Buarque; “Madrugada e amor”, de José Messias; “A tua presença, morena”; “Drume negrinha”, versão de Ernesto Grenet (Gal Costa dizia ser em homenagem a Preta Gil, sua afilhada, ao nascer); “Jorge da Capadócia”, Jorge Ben Jor; “Eleonor Rigby”, “For no one” e “Lady Madonna”, de Lennon e McCartney; “La flor de la canela”, de Chabuca Granda e “Nicinha”.

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– Athaliba, ocê se referiu acima os discos ser LP, iniciais de Long Play. É preciso explicar às atuais gerações que o termo elepê significa disco de vinil que, em geral, tem álbum completo, com várias músicas e uma duração superior que um single ou EP. O mercado fonográfico mudou muito, frente ao avanço da tecnologia e da exploração exacerbada de empresários, cujo principal objetivo era de ampliar fortuna. Qualquer coisa como exploração é exacerbada. Não é jóia.

– Sei como é isso, Marineth, Fui assessor de imprensa de gravadora constituída de capital nacional e portadora do maior cast (elenco, em português) de artistas. Na ponta, Elizeth Cardoso, a Divina, e Wanderley Cardoso, no final da extensão, passando por Ângela Maria, Maysa, Paulo Sérgio, Nelson Ned, Benito di Paula, Wando, Trio Nordestino, Moacir Franco e Teixeirinha, entre outros. As duplas Zezé di Camargo e Luciano e Chitãozinho e Xororó foram reveladas lá.

– Athaliba, a experiência jornalística foi boa, na indústria fonofráfica?

– Marineth, foi interessante. Fundada pela família Vitale, em 1948, no Rio de Janeiro, logo a gravadora se transferiu para São Bernardo do Campo, em São Paulo. E, na década 70, Rosvaldo Cury, Gunter Csasznik e Adiel Macedo de Carvalho a adquiriram. Com Cury contestei provocação de que alguns artistas, como Caetano Veloso, por ele citado, assim como Fagner, que começava a carreira artística, não eram pessoas asseadas.

– Que trem doido foi esse, Athaliba? As aparências enganam né?

– Marineth, à época ainda reinava a cultura hippie, surgida nos anos 1960. O movimento se caracterizava pela rejeição de valores convencionais, à busca da paz e amor, liberdade sexual, num estilo de vida alternativo. Então argumentei que, por detrás da desarmônica aparência, eles tinham talento, incomparável com alguns artistas que faziam apelo popular na gravadora dele.

– Como ele reagiu, Athaliba?

– Marineth, ele saiu da minha sala de trabalho (tinha vôo para São Paulo) e religuei a vitrola para ouvir Manera fru fru, manera, primeiro LP do Fagner. E, anos depois, abdiquei de fazer o release (texto para a imprensa divulgando lançamento de disco) do LP Tudo está no seu lugar, de Uday Vellozo, cujo nome artístico é Benito di Paula. E, assim, retornei ao jornal Última Hora.

– Athaliba imagino a dificuldade de ajustar o apelo da música com a situação política no Brasil à época. Conflitante. A repressão da ditadura do regime civil-militar era brutal; diferente da música que exaltava: “Tudo está no seu lugar/Graças a Deus, graças a Deus/Não devemos esquecer de dizer/Graças a Deus, graças a Deus”. É, amigo, também faria opção de ficar com Caetano Veloso. Pra descontrair, sugiro a audição de Jóia e Qualquer coisa. Vale a pena!!!

Tags: ColunaLenin Novaes
Lenin Novaes

Lenin Novaes

Crônicas do Athaliba LENIN NOVAES jornalista e produtor cultural. É co-autor do livro Cantando para não enlouquecer, biografia da cantora Elza Soares, com José Louzeiro. Criou e promoveu o Concurso Nacional de Poesia para jornalistas, em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. É um dos coordenadores do Festival de Choro do Rio, realizado pelo Museu da Imagem e do Som - MIS

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