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Home Notícias Brasil

STF reage a supersalários e suspende benefícios fora do teto constitucional

Decisão de Flávio Dino atinge Executivo, Legislativo e Judiciário e dá prazo para revisão de pagamentos

Por Redação
6 de fevereiro de 2026 - 15:11
em Brasil
STF reage a supersalários e suspende benefícios fora do teto constitucional

Crédito: Rosinei Coutinho | STF

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O Supremo Tribunal Federal deu um passo relevante no debate sobre remuneração no serviço público ao determinar a suspensão de benefícios que permitem o pagamento de valores acima do teto constitucional. A medida foi adotada pelo ministro Flávio Dino e alcança servidores dos Três Poderes, em todas as esferas da administração pública.

A decisão estabelece um prazo de 60 dias para que órgãos e entidades revejam verbas classificadas como indenizatórias, mas que, na prática, resultam em vencimentos superiores ao limite legal, atualmente fixado em R$ 46,3 mil, equivalente ao salário de um ministro do STF.

Benefícios sem amparo legal entram na mira

Ao analisar o tema, Dino destacou que o sistema remuneratório passou a conviver com uma ampliação descontrolada de adicionais que não encontram respaldo claro na legislação. Segundo o ministro, esses pagamentos criaram um cenário de distorção, permitindo a formação de supersalários incompatíveis com os princípios constitucionais.

Entre os exemplos citados na decisão estão benefícios eventuais pagos no fim do ano, conhecidos informalmente como “auxílio-peru” e “auxílio-panetone”, apontados como símbolos de uma prática que foge aos critérios de razoabilidade e legalidade.

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Na avaliação do ministro, a proliferação dessas verbas não encontra paralelo nem mesmo em países com economias mais robustas, o que reforça a necessidade de contenção.

Alcance nacional da decisão

A ordem tem validade em todo o país e se aplica a órgãos federais, estaduais e municipais. Com isso, tribunais, casas legislativas e repartições do Executivo deverão reavaliar seus atos administrativos e interromper pagamentos que ultrapassem o teto constitucional sem base legal expressa.

A medida foi tomada a partir da análise de um processo específico envolvendo o pedido de pagamento retroativo de auxílio-alimentação a um magistrado de Minas Gerais. O pedido foi negado, e o caso serviu como base para a decisão de alcance mais amplo.

Julgamento definitivo já tem data

A liminar concedida por Flávio Dino ainda será submetida ao plenário do STF. O julgamento do mérito foi marcado para 25 de fevereiro, em sessão presencial. Até lá, a determinação permanece válida e deve ser cumprida pelos entes públicos.

Defesa de mudança na legislação

Além da suspensão imediata, Dino defendeu que o Congresso Nacional avance na aprovação de uma lei que estabeleça critérios objetivos sobre quais verbas indenizatórias podem ser exceção ao teto constitucional. Para o ministro, a falta de regras claras abre espaço para interpretações extensivas e desequilíbrios no serviço público.

Segundo ele, uma regulamentação mais precisa seria essencial para encerrar o que classificou como o “império dos penduricalhos” e garantir maior justiça remuneratória, sem comprometer a valorização legítima dos servidores.

Tags: Flávio DinopenduricalhosServiço PúblicoSTFsupersaláriosteto constitucionalverbas indenizatórias
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