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Home Notícias Internacional

Maduro nega acusações em audiência nos EUA e diz ser “prisioneiro de guerra”

Presidente venezuelano afirma inocência em Nova York e atribui processo a disputa por recursos estratégicos

Por Redação
5 de janeiro de 2026 - 18:12 - Última atualização: 6 de janeiro de 2026 - 10:27
em Internacional
Maduro nega acusações em audiência nos EUA e diz ser “prisioneiro de guerra”

Nicolás Maduro e Cilia Fores | Marcelo Camargo/ABR

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, rejeitou nesta segunda-feira (5) as acusações de narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e uso de armamento pesado apresentadas pela Justiça dos Estados Unidos. Durante audiência de custódia no Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan, em Nova York, Maduro declarou-se inocente, definiu-se como “prisioneiro de guerra” e afirmou ter sido sequestrado por forças americanas.

“Sou inocente. Não sou culpado. Sou um homem decente”, disse ao juiz Alvin Hellerstein, que conduziu a sessão, com pouco mais de meia hora de duração. Em seguida, Maduro afirmou: “Ainda sou presidente do meu país”.

Na audiência, o presidente venezuelano e a primeira-dama, Cilia Flores, foram formalmente notificados das acusações. As autoridades americanas alegam que integrantes do alto escalão do governo venezuelano, incluindo o ministro do Interior Diosdado Cabello, teriam usado cargos públicos para favorecer o envio de grandes carregamentos de cocaína aos Estados Unidos, em um esquema sustentado por corrupção ligada ao narcotráfico.

Maduro e seus aliados negam as imputações. O presidente sustenta que o processo tem motivação política e econômica, apontando como pano de fundo a disputa por recursos naturais venezuelanos. A Venezuela concentra as maiores reservas de petróleo do mundo e possui grandes volumes de gás e ouro.

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Prisão e contexto da operação

Após a audiência, Maduro e Cilia Flores permaneceram presos no Centro Metropolitano de Detenção, em Manhattan, onde estão desde sábado (3), quando o líder venezuelano foi deposto e levado aos Estados Unidos em uma operação militar conduzida por Washington. A ação ocorreu sem autorização do Congresso americano ou do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.

O centro de detenção fica a cerca de oito quilômetros do tribunal federal. A chegada do casal ocorreu sob forte esquema de segurança e atraiu jornalistas e manifestantes. Dois grupos se formaram do lado de fora: um defendendo a manutenção da prisão e outro pedindo a libertação do presidente venezuelano.

Defesa e próximos passos

Por indicação do próprio tribunal, Maduro e Cilia foram assistidos na audiência pelo advogado David Wikstrom. De acordo com o The New York Times, a defesa também contará com Barry Pollack, conhecido por atuar no caso de Julian Assange nos Estados Unidos.

Wikstrom já participou de processos de grande repercussão, como o que levou à condenação do ex-presidente de Honduras Juan Orlando Hernández, em acusações semelhantes. A defesa informou que, por ora, não pretende pedir liberdade sob fiança, mas não descarta a possibilidade. Uma nova audiência foi marcada para 17 de março.

O caso ocorre em meio à escalada diplomática após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a condução temporária da Venezuela e reacendeu críticas internacionais sobre soberania, legalidade da operação e o alcance da jurisdição americana.

Tags: audiência de custódiadireito internacionalEstados UnidosnarcoterrorismoNicolás MaduroNova YorkVenezuela
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