Belo Horizonte volta a viver o clima de um dos eventos mais tradicionais do calendário gastronômico do país. A 26ª edição do Comida di Buteco já mobiliza bares da capital mineira, reunindo 127 estabelecimentos e reforçando a cidade como referência nacional na cultura de boteco.
Criado em BH no ano 2000, o concurso se expandiu e hoje está presente em dezenas de cidades brasileiras. Mesmo assim, a capital segue como principal vitrine do evento, conectando gastronomia, turismo e economia local.
Evento vai além da disputa e movimenta a cidade
Mais do que eleger o melhor petisco, o Comida di Buteco se consolidou como um motor econômico. Em todo o país, o circuito atrai cerca de 170 mil turistas e gera milhares de empregos diretos.
Na capital mineira, o impacto é direto: durante o período do concurso, bares chegam a registrar aumento de até 50% no movimento, beneficiando não só o setor de alimentação, mas também serviços e o turismo.
A iniciativa também contribui para ampliar o tempo de permanência dos visitantes na cidade, incentivando a circulação por diferentes regiões e bairros.
Segundo o presidente da Belotur, Eduardo Cruvinel, o evento se tornou estratégico para a cidade.
“Mais do que um concurso, o Comida di Buteco se consolida como um importante vetor de atração de visitantes e de movimentação econômica para Belo Horizonte.”
Tema valoriza ingredientes tradicionais mineiros
Na edição de 2026, os bares foram desafiados a trabalhar com verduras típicas da culinária local. Ingredientes como couve, ora-pro-nóbis e taioba aparecem em receitas criativas, reforçando a identidade gastronômica da capital.
Os petiscos mantêm preço fixo de R$ 40, característica que ajuda a democratizar o acesso e atrair diferentes públicos.
Como funciona a disputa
Até 10 de maio, os estabelecimentos recebem clientes e jurados, que avaliam quatro critérios: atendimento, higiene, temperatura da bebida e o petisco — este último com maior peso na nota final.
Após a etapa local, são escolhidos os melhores bares de cada circuito no país. Os campeões avançam para uma nova fase nacional, que define o melhor buteco do Brasil, com resultado divulgado em São Paulo.
BH reforça posição como capital dos bares
Reconhecida pela Unesco como cidade criativa da gastronomia, Belo Horizonte usa o evento como vitrine da sua cultura. A diversidade dos bares e a tradição dos petiscos ajudam a consolidar a imagem da capital como destino gastronômico.
A cofundadora do concurso, Maria Eulália Araújo, destaca o alcance do evento.
“Somos a maior iniciativa de fomento aos pequenos negócios brasileiros.”
A expectativa para este ano é de crescimento no faturamento dos bares participantes, mantendo o ritmo de expansão observado nas últimas edições.






