A história de Zico ganhou as telas em grande estilo no Rio de Janeiro. A pré-estreia do documentário Zico: O Samurai de Quintino reuniu salas cheias e um público que reagiu ao filme como se estivesse diante de um jogo decisivo, transformando o cinema em um ambiente próximo ao de arquibancada.
A experiência chamou atenção não apenas pela presença do ídolo, mas pela forma como o filme foi construído: a narrativa mistura memórias, bastidores e registros históricos para contar uma trajetória que vai muito além dos títulos conquistados com o Flamengo.
Uma história que começa fora dos holofotes
Dirigido por João Wainer, o longa se afasta da lógica tradicional de documentários esportivos e aposta em uma abordagem mais pessoal. O ponto de partida não são os gols ou finais, mas o ambiente em que Arthur Antunes Coimbra foi formado.
O subúrbio de Quintino aparece como peça central para entender o jogador e o homem. A ideia do “samurai”, que dá nome ao filme, surge como metáfora para disciplina, constância e uma trajetória construída com esforço ao longo do tempo.
Um dos caminhos escolhidos pela produção foi dar protagonismo à família. Relatos de pessoas próximas ajudam a revelar aspectos pouco explorados da vida de Zico, incluindo sua rotina fora dos gramados e a influência direta de quem esteve ao seu lado desde o início.
Essa escolha muda o tom da narrativa. Em vez de apenas rever grandes momentos do futebol, o filme constrói um retrato mais íntimo, que dialoga com quem conhece — e também com quem não viveu — a época do camisa 10.

Memória, emoção e identificação
Ao assistir ao próprio percurso nas telas, Zico demonstrou o impacto emocional da obra. O reencontro com imagens antigas e momentos decisivos da carreira provoca uma revisão pessoal da própria história.
O filme também abre espaço para reflexões sobre o futebol de outras épocas, marcado por um senso mais coletivo. A ideia de grupo, amizade e construção conjunta aparece como um dos pilares da narrativa.
Entre o Brasil e o Japão
Outro eixo importante do documentário é a passagem pelo futebol japonês, onde Zico teve papel fundamental na consolidação da modalidade no país. A experiência fora do Brasil é tratada como uma extensão natural da carreira, e não como um capítulo isolado.
Essa conexão ajuda a ampliar o alcance da história, mostrando como o legado do jogador ultrapassou fronteiras.
Com participações de nomes como Ronaldo Nazário e Carlos Alberto Parreira, o documentário também funciona como um registro de uma geração que marcou o futebol.
Mais do que rever conquistas, o filme propõe uma leitura sobre o impacto de Zico dentro e fora de campo — como atleta, referência e símbolo de um período.
Estreia nos cinemas
Zico: O Samurai de Quintino chega ao circuito nacional no dia 30 de abril, com a proposta de apresentar a trajetória do ídolo sob um olhar mais humano e menos óbvio.
*Com informações da Agência Brasil






