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Home Notícias Economia

Consumo em supermercados cresce no início de 2026, mas preços seguem em alta

Alta de renda e datas sazonais impulsionam compras, enquanto cesta básica encarece

Por Redação
23 de abril de 2026 - 14:09
em Economia

Foto: Joédson Alves/ABR. 

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O consumo das famílias brasileiras em supermercados registrou crescimento no primeiro trimestre de 2026, impulsionado por fatores sazonais e pela injeção de recursos na economia. Dados divulgados pela Associação Brasileira de Supermercados apontam avanço de 1,92% no período.

O desempenho ganhou força em março, com alta de 6,21% em relação a fevereiro e de 3,20% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os números já consideram a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo.

Segundo a entidade, o movimento foi influenciado pela antecipação de compras para a Páscoa e pelo maior volume de dinheiro em circulação.

Mais dinheiro na economia impulsiona consumo

Programas sociais e pagamentos extras ajudaram a aquecer o varejo alimentar. Em março, o Bolsa Família alcançou cerca de 18,7 milhões de famílias, com repasses superiores a R$ 12 bilhões.

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Além disso, pagamentos do abono salarial do PIS/Pasep também contribuíram para o aumento do poder de compra.

Cesta básica mais cara pesa no bolso

Apesar do crescimento no consumo, o custo da cesta de produtos essenciais subiu. O indicador Abrasmercado registrou alta de 2,20% em março, elevando o valor médio para R$ 820,54.

Entre os principais aumentos, destacam-se:

  • Feijão: +15,40% no mês (28,11% no trimestre)
  • Leite longa vida: +11,74%
  • Tomate: +20,31%
  • Cebola: +17,25%
  • Batata: +12,17%

Por outro lado, alguns itens apresentaram queda, como açúcar, café, óleo de soja e arroz.

No grupo de proteínas, os ovos e a carne bovina tiveram alta, enquanto frango e carne suína registraram leve recuo.

Diferença de preços entre regiões

O aumento da cesta foi registrado em todas as regiões do país, com destaque para o Nordeste, onde a alta chegou a 2,49%.

No Sudeste, região mais populosa, o custo médio subiu para R$ 840,86, mantendo-se entre os mais elevados do país.

Expectativa de novo impulso no consumo

A Abras projeta continuidade do crescimento no segundo trimestre, impulsionado por novos pagamentos, como a antecipação do 13º salário de aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social e a liberação de restituições do Imposto de Renda.

Ainda assim, o setor mantém cautela diante de possíveis pressões nos custos, especialmente ligadas ao transporte e ao cenário internacional.

“A alta do petróleo e o custo logístico podem impactar os preços dos alimentos”, avaliou o vice-presidente da entidade.

Tags: cesta básicaconsumoeconomiainflaçãosupermercados
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