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Home Colunas

Centenário do Potemkin

Por Lenin Novaes
22 de abril de 2025 - 09:51
em Colunas

O Encouraçado Potemkin, de Sergei Eisenstein, é considerado o melhor filme de todos os tempos. Divulgação

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– Athaliba, neste 2025, cinéfilos comemoram o centenário de O encouraçado Potemkin, filme soviético considerado o melhor de todos os tempos na Feira Mundial de Bruxelas, em 1958. O filme é obra prima da sétima arte, termo cunhado pelo intelectual italiano Riccionotto Canudo, teórico e crítico de cinema. A finalidade, segundo ele, no Manifesto das Sete Artes, de 1911, impresso em 1923, foi separar a ideia de que o cinema era espetáculo de massa, aproximando-o e integrando-o às Belas Artes. “O cinema é a arte síntese, que concilia todas as outras”, afiançou.

– Marineth, na década 1970, no período dos anos de chumbo da ditadura civil-militar, que vigorou no Brasil de 1964 a 1985, vi o filme no Cinema Vitória, na Rua Senador Dantas, esquina frontal com a Rua Alcindo Guanabara, no Centro do Rio de Janeiro. As exibições da película eram concorridas à época, em desafio ao famigerado AI-5 (Ato Institucional nº5), instituído em 1968 e vigente até 1974, na gestão do Emílio Garrastazu Médici, assinalada pelo autoritarismo, censura e repressão política, além do irreal “milagre brasileiro” guiado pelo ministro Delfim Netto.

– Athaliba, o tal cinema, com capacidade para cerca de 1200 pessoas, já não existe mais. Funcionou no térreo do Edifício Rivoli, prédio em estilo art déco, até 1993, tendo sido inaugurado em 12 de agosto de 1942. O filme de estreia foi O grande ditador, comédia dramática, satírica ao nazismo propagado por Adolf Hitler e Benito Mussolini, que é protagonizado e dirigido por Charles Chaplin. Lançado em 1940, sendo o primeiro filme falado do genial Chaplin, fez jus as cinco indicações ao Óscar, nas categorias melhor ator, filme, roteiro, trilha sonora e ator coadjuvante.

– Marineth, O encouraçado Potemkin, dirigido por Sergei Eisenstein, teve lançamento no ano de 1925. Com cenas marcadas por legendas, sem áudio, mudo, o filme serviu de teste para a teoria de montagem do cineasta, mas, a questão de fundo é a propaganda revolucionária. O filme se passa em junho de 1905, tendo como protagonistas integrantes da tripulação do Potemkin, um navio de guerra da Marinha Imperial Russa de Frota do Mar Negro. O roteiro é dividido em cinco episódios, sendo que cada episódio é sinalizado por título próprio.

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– Athaliba, é bom que se diga, antes da descrição dos episódios, o motim do navio ocorreu em 14 de junho, sendo um dos acontecimentos centrais da Revolução Russa de 1905. Afligidos, devido às péssimas condições de vida e ao tratamento por parte dos oficiais do regime czarista, os marinheiros rebelaram-se. O estopim da revolta foi a dos marinheiros recusar em comer carne podre. Um dos líderes da rebelião foi o marinheiro carismático Vakulinchuk. Embora reprimida, a revolta inspirou outras manifestações contra o regime do Czar Nicolau II.

– Como dizia, Marineth, os episódios começam com Homens e larvas, no qual marinheiros protestam contra carne estragada. Tem o Drama no convés, em que o líder da rebelião e outros marujos são mortos. O terceiro é Um homem morto clama por justiça, no qual o corpo do líder foi pranteado pelo povo da cidade. Em sequência, As escadas de Odessa, denunciando o massacre realizado pelos soldados imperiais. O desfecho é Um contra todos. Mostra o exército que devia interceptar o navio baixando as armas, com os soldados se juntando ao motim. Épico!

– Épico, Athaliba, é a cena nas escadarias de Odessa. Lá, uma multidão se reúne para torcer pelos rebeldes, enquanto outros cidadãos usam barcos e navios para juntar-se à tripulação do Potemkin. Aí, um pelotão de fuzilaria czarista atira contra a população, incluindo mulheres e crianças. Escada abaixo, os soldados imperiais, além de atirar usam baionetas contra a multidão indefesa. No centro da selvageria do governo do Czar Nicolau II, a cena comovente do carrinho com bebê desce a escadaria à deriva. E as botas dos soldados movem-se em uníssono.

– Tem razão, Marineth. Aquela cena do carrinho com bebê à deriva descendo a escadaria é clássica. Gerou inúmeras homenagens. Uma delas é do Brian de Palma no filme Os intocáveis. O Sergei superou toda a falta dos recursos à época, utilizando apenas uma câmara na filmagem. E contou com atores não profissionais. Assim, também, fez o cineasta Nelson Pereira dos Santos (ele integrou a Academia Brasileira de Letras), no filme Rio 40º graus. Tem Antônio Novaes (meu genitor, modéstia à parte, no papel político), Jece Valadão, Zé Keti, Sadi Cabral e Glauce Rocha.

– Athaliba, o filme do Sergei era o preferido de Charles Chaplin, Elia Kazan e Billy Wilder. E se tornou o mais importante exercício de montagem no cinema. Sonorização bem afinada com as cenas, na música de Edmund Meisel. Filme mudo, em preto & branco, por 75 minutos prende a atenção dos espectadores. É. Não pode ser diferente, pois é a arte comprometida com o social.

Tags: ColunaLenin Novaes
Lenin Novaes

Lenin Novaes

Crônicas do Athaliba LENIN NOVAES jornalista e produtor cultural. É co-autor do livro Cantando para não enlouquecer, biografia da cantora Elza Soares, com José Louzeiro. Criou e promoveu o Concurso Nacional de Poesia para jornalistas, em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. É um dos coordenadores do Festival de Choro do Rio, realizado pelo Museu da Imagem e do Som - MIS

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