O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, e foi transferido para uma unidade semi-intensiva após apresentar melhora clínica. A informação foi confirmada pela equipe médica que acompanha o caso, entre eles o cardiologista Leandro Echenique.
Bolsonaro está internado desde 13 de março após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral, uma infecção pulmonar que pode afetar os dois pulmões e exigir acompanhamento hospitalar mais rigoroso.
Segundo os médicos, nas últimas 24 horas o ex-presidente apresentou recuperação da função renal e redução parcial dos marcadores inflamatórios no sangue, o que permitiu a retirada do ambiente de terapia intensiva.
Mesmo com a melhora, Bolsonaro segue sob monitoramento hospitalar e continua recebendo antibióticos intravenosos, além de sessões de fisioterapia respiratória e motora, procedimentos comuns no tratamento de infecções pulmonares.
Diferença entre UTI e unidade semi-intensiva
A transferência para a unidade semi-intensiva indica uma evolução clínica, embora o paciente ainda necessite de acompanhamento médico frequente.
Na prática, a UTI é destinada a pacientes em estado crítico, com risco elevado e necessidade de monitoramento contínuo de sinais vitais e suporte intensivo.
Já a semi-intensiva atende pacientes em recuperação ou com quadro estável, que ainda exigem vigilância médica constante, mas não necessitam do mesmo nível de suporte de uma terapia intensiva.
Internação ocorre durante cumprimento de pena
Bolsonaro está internado enquanto cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado. Desde a decisão judicial, ele permanece detido no 19º Batalhão da Polícia Militar, no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília, conhecido como Papudinha, destinado a presos com prerrogativas especiais.
A transferência para o hospital foi autorizada após avaliação médica que indicou a necessidade de tratamento especializado.
Visitas seguem regras hospitalares e judiciais
Durante o período de internação, o recebimento de visitas segue regras definidas pela equipe médica e também por decisões judiciais relacionadas à condição de preso do ex-presidente.
Segundo informações divulgadas pela defesa e por autoridades, familiares e advogados têm acesso autorizado, enquanto visitas políticas dependem de autorização judicial específica.
Nas últimas semanas, o tema gerou debate público após pedidos de aliados políticos para visitar Bolsonaro durante a internação. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), chegou a analisar solicitações desse tipo, determinando que encontros políticos devem seguir regras semelhantes às aplicadas no sistema prisional.
Sem previsão de alta
Apesar da melhora que permitiu a saída da UTI, a equipe médica ainda não definiu uma data para a alta hospitalar.
Na semana passada, os médicos haviam estimado que Bolsonaro poderia permanecer internado por pelo menos sete dias, dependendo da evolução do tratamento e da resposta aos antibióticos.
A expectativa agora é que o quadro continue evoluindo de forma positiva para que o ex-presidente possa deixar o hospital e retornar à unidade onde cumpre pena.






