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Home Colunas

A voz do samba: cinquentão

Por Lenin Novaes
27 de setembro de 2025 - 09:08
em Colunas

A música Não deixe o samba morrer carimbou o passaporte artístico da Alcione. Reprodução. 

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“Não deixe o samba morrer/Não deixe o samba acabar

O morro foi feito de samba/De samba pra gente sambar”

– Athaliba, a gravação da música “Não deixe o samba morrer” carimbou o passaporte para a carreira artística da maranhense Alcione, alcunhada de Marrom, logo no 1º disco, A voz do samba, em 1975. Portanto, lançado pela Philips, gravadora que a induziu a gravar o gênero samba, o LP é cinquentão, neste ano de 2025. A composição de Aloisio Silva e Edson Conceição transformou-se em clássico da MPB e é obrigatória no repertório da cantora, em shows.

– Marineth, na sequência, a música prediz, no campo biológico, que “Quando eu não puder pisar mais na avenida/Quando as minhas pernas não puderem mais aguentar/Levar meu corpo junto com meu samba/O meu anel de bamba/Entrego a quem mereça usar”. É a linha da vida que gera a renovação natural de compositores, músicos e cantores, respectivamente, masculinos e femininos, que passam a preservar e alimentar o gênero musical da nossa manifestação popular.

– Muito bem, Athaliba. O disco é recheado de pérolas do gênero. O repertório é aberto com “História de pescador”, partido-alto de Candeia. Ele também é autor de “Batuque feiticeiro”. A música é seguida de “O surdo”, de Antônio de Oliveira, o Totonho, e Paulo Roberto dos Santos Rezende; “Acorda que eu quero ver”, de Carlos Dafé; “Aruandê”, da dupla Nelson Rufino e Edil Pacheco; “Espera” de Ederaldo Gentil e Oscar da Penha, o Batatinha.

– Marineth, depois de ocê concluir a relação das faixas musicais do disco vou falar sobre a música “O surdo”, tá?

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– Tá certo, Athaliba. A música que carimbou o passaporte da cantora à carreira artística, “Não deixe o samba morrer”, faz a abertura do lado B do disco. Ou seja, tá nas costas do disco. Isso significa que, no conceito de marketing das gravadoras, as músicas que integram o verso da “bolacha” não têm real perspectiva de explodir em execução nas rádios. A composição contrariou o tal conceito e “arrombou a boca do balão”, como se diz no jargão dos núcleos de samba.

– Quais são as outras músicas, Marineth, do verso do disco?

– Athaliba, tem “Etelvina, minha nega”, do pai da cantora, João Carlos Dias Nazareth, que foi policial e mestre da banda da Polícia Militar do Maranhão. E ainda “É amor…deixa doer”, de Nilton Luiz Ferreira, o Dom Mita; “Todo mundo quer”, de Ismael Silva; “Até o dia de são nunca”, de Edil Pacheco e Paulo Diniz; e a fusão das músicas “Samba em paz”/”A voz do morro”, autoria de Caetano Veloso e de José Flores de Jesus, o saudoso Zé Keti, respectivamente.

– Bem, Marineth, a música “O surdo” era considerada “ponta-de-lança” pelos divulgadores da gravadora para explodir nas rádios e, assim, alavancar a venda do disco. Isso não se deu. No entanto, a concepção diferenciada da composição me levou a entrevistar os autores Totonho e Paulinho Rezende para o jornal O Fluminense, à época, tido como o Jornal do Brasil do Estado do Rio de Janeiro. A publicação, criada em 8/5/1878, deixou de ser impressa em 2023.

– Athaliba, isso foi antes ou depois da fusão do Estado da Guanabara com o Estado do Rio de Janeiro? Ocê escreveu sobre música no jornal de 1976 a 1980, né?

– Marineth, a fusão foi em 15 de março/1975, através da Lei Complementar nº 20 de 1974, portanto, completando 50 anos neste 2025. Ocorreu na ditadura militar, oriunda do golpe de 1964, que teve participação de empresários, na gestão presidencial do general Ernesto Beckmann Geisel. O ato é considerado arbitrário, despótico, tendo sido imposto goela à dentro da população da Guanabara, tanto quanto do Estado do Rio de Janeiro, sem a devida consulta popular.

– Athaliba, como foi a entrevista?

– Marineth, a entrevista foi após a fusão daqueles estados. E, ainda, depois do 2º disco da cantora, Morte de um poeta, lançado em 1976. A música título é da dupla Totonho e Paulinho Rezende. Eles também emplacaram no disco “Canto do mar” e “Lá vem você”. Bem, a entrevista teve grande repercussão. Contribuiu para ele gravar o disco Dia a dia, em 1978. Em 1979 trocou a Top Tape pela Atlantic, pertencente à Warner, e gravou o disco Minha gente canta assim.

– Athaliba, ele foi badalado no cenário artístico musical, né? Ocê pode dedicar crônica a ele, inclusive, revelando detalhes dos papos que tiveram nos anos 1970. Quanto à Alcione Dias Nazareth, que fará 78 anos, nascida 21/11/1947, busco no horizonte a quem ela entregará “o anel de bamba”. Não tá visível, neste panorama sombrio. Mas, alguém surgirá. E quem viver verá!

Tags: ColunaLenin Novaes
Lenin Novaes

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Crônicas do Athaliba LENIN NOVAES jornalista e produtor cultural. É co-autor do livro Cantando para não enlouquecer, biografia da cantora Elza Soares, com José Louzeiro. Criou e promoveu o Concurso Nacional de Poesia para jornalistas, em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. É um dos coordenadores do Festival de Choro do Rio, realizado pelo Museu da Imagem e do Som - MIS

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