A professora Monique Medeiros se entregou à polícia nesta segunda-feira (20), no Rio de Janeiro, após ter a prisão preventiva restabelecida por decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.
Ela se apresentou na 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu, três dias depois da ordem judicial que determinou seu retorno ao sistema prisional.
Caso Henry Borel
O menino Henry Borel Medeiros morreu em março de 2021, aos 4 anos, após dar entrada em um hospital com múltiplas lesões.
Laudos periciais indicaram que a morte foi causada por hemorragia interna e laceração hepática. A versão inicial apresentada por Monique e pelo então padrasto, Dr. Jairinho, de que a criança teria caído da cama, foi descartada pelas investigações.
O Ministério Público sustenta que Henry foi vítima de agressões e que Monique teria sido omissa diante da situação.
Prisão foi restabelecida pelo STF
A decisão de Gilmar Mendes revogou a liberdade concedida anteriormente à ré. No sábado (18), o ministro também negou recurso da defesa e manteve a prisão preventiva.
O entendimento do STF considera a gravidade do caso e a necessidade de garantir a ordem pública e o andamento do processo.
Julgamento marcado para maio
O julgamento de Monique e de Jairinho está previsto para o dia 25 de maio. A sessão anterior foi interrompida após a defesa do ex-vereador abandonar o plenário do júri.
A juíza responsável pelo caso classificou a atitude como uma tentativa indevida de interromper o andamento do processo.
Monique e Jairinho foram presos em abril de 2021, um mês após a morte da criança. Desde então, o caso passou por idas e vindas judiciais, incluindo decisões de soltura e novas prisões.
O episódio gerou grande repercussão nacional e levou à criação da chamada “Lei Henry Borel”, que endureceu punições para crimes contra crianças.






