O basquete mundial perdeu uma de suas maiores lendas nesta sexta-feira (17). O ex-jogador Oscar Schmidt morreu aos 68 anos, após passar mal e ser levado a uma unidade de saúde em São Paulo.
Conhecido como “Mão Santa”, Oscar deixa uma trajetória marcada por recordes, longevidade e protagonismo dentro e fora das quadras, sendo reconhecido como o maior pontuador da história do basquete.
Nos últimos anos, Oscar enfrentava problemas de saúde, incluindo um tumor no cérebro diagnosticado em 2011, pelo qual passou por tratamento e cirurgias.
Mesmo após o diagnóstico, manteve presença ativa no esporte, participando de eventos e mantendo contato com fãs.
Carreira marcada por números históricos
Ao longo de mais de duas décadas como profissional, Oscar acumulou impressionantes 49.703 pontos, marca que o coloca como o maior pontuador da história do esporte, somando jogos por clubes e seleções.
Em Jogos Olímpicos, também fez história. Com 1.093 pontos anotados, é até hoje o maior cestinha da história do torneio, tendo disputado cinco edições consecutivas entre 1980 e 1996 — um feito raro no basquete mundial.
Um dos momentos mais emblemáticos veio nos Jogos de Seul, em 1988, quando marcou 55 pontos em uma única partida contra a Espanha, recorde olímpico que permanece até hoje.
Ícone da Seleção Brasileira
Pela Seleção Brasileira, Oscar foi protagonista de conquistas importantes. O auge veio nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, quando liderou o Brasil na histórica vitória sobre os Estados Unidos por 120 a 115, em pleno território americano.
A conquista ficou marcada como a primeira derrota dos norte-americanos em casa na competição.
Além disso, o jogador também conquistou medalha de bronze no Mundial de 1978, realizado nas Filipinas, e encerrou sua trajetória com a camisa do Brasil com 7.693 pontos em 326 partidas oficiais.
Carreira internacional e recusa à NBA
Oscar também teve passagens marcantes por clubes no Brasil e na Europa, especialmente na Itália e na Espanha, onde se consolidou como um dos maiores nomes do basquete internacional.
Ele ficou conhecido, inclusive, por recusar uma proposta para atuar na NBA, principal liga do mundo, para continuar defendendo a seleção brasileira — já que, à época, jogadores da liga não podiam disputar competições internacionais.
Reconhecimento mundial
O legado de Oscar ultrapassa fronteiras. Ele foi incluído no Hall da Fama do basquete, reconhecimento reservado a nomes que marcaram a história do esporte global.
Além disso, sua influência ajudou a popularizar o basquete no Brasil, inspirando gerações de atletas e torcedores.






