A Justiça Federal decidiu manter a prisão do MC Marlon Brendon Coelho Couto Silva, Poze do Rodo, de 27 anos, após audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (16). Ele segue detido no presídio José Frederico Marques, em Benfica, no Rio de Janeiro, após ser alvo da Operação Narcofluxo, conduzida pela Polícia Federal.
A investigação aponta que o artista integra uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro, com uso de empresas de fachada e transações em criptomoedas para ocultar a origem de recursos ilícitos.
Esquema teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão
De acordo com a PF, o grupo é suspeito de movimentar cerca de R$ 1,6 bilhão em operações consideradas irregulares. Parte desse dinheiro teria sido “lavada” por meio de contas de terceiros, empresas fictícias e plataformas digitais, dificultando o rastreamento pelas autoridades.
Investigadores também apuram se valores obtidos em atividades ilegais eram reinseridos na economia por meio do setor de entretenimento, incluindo eventos e produções musicais.
A operação também resultou na prisão de MC Ryan SP e de Raphael Sousa Oliveira. Segundo apuração, o grupo utilizaria influência nas redes sociais para ampliar alcance e movimentação financeira, inclusive com divulgação de conteúdos e intermediação de negócios.
A PF não descarta que outros nomes ligados ao meio artístico e digital possam ser investigados nas próximas fases.
Prisão ocorreu no Recreio dos Bandeirantes
Poze foi preso em casa, no bairro Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio. Após ser levado à sede da PF, foi transferido para o presídio de Benfica, onde permanece à disposição da Justiça.
A operação foi autorizada pela Justiça Federal de São Paulo, que centraliza o caso por conta do fluxo financeiro investigado.
A defesa do cantor afirma que ainda não teve acesso completo ao conteúdo da investigação. Segundo o advogado Fernando Henrique Cardoso Neves, os mandados foram cumpridos sem detalhamento prévio das acusações.
O caso segue sob sigilo parcial, e novas informações devem surgir com o avanço das investigações.






