O velório da cantora Adriana Araújo será realizado nesta terça-feira (3), das 10h às 12h, na quadra da Unidos dos Guaranys, no bairro São Cristóvão, Região Noroeste de Belo Horizonte. A cerimônia será aberta ao público. O sepultamento ocorrerá em seguida, de forma restrita a familiares e amigos próximos.
Adriana morreu nesta segunda-feira (2), aos 49 anos. A informação foi confirmada nas redes sociais da artista, que era considerada uma das vozes mais representativas do samba mineiro. Ela deixa o filho Daniel e o marido, Evaldo.
A escola de samba escolhida para a despedida tem ligação direta com a história do samba na capital. A própria trajetória da cantora está conectada à Região Noroeste da cidade, onde nasceu, em 1976, na comunidade da Pedreira Prado Lopes, tradicional reduto do samba belo-horizontino.
Internação e comoção
A artista estava internada em estado gravíssimo após sofrer um aneurisma cerebral na noite de sábado (28). Ela foi atendida inicialmente em uma UPA e depois transferida para o Hospital Municipal Odilon Behrens. No fim de semana, a equipe já havia informado que o quadro era irreversível.
Nas redes sociais, músicos, escolas de samba e admiradores lamentaram a morte e destacaram o legado de Adriana. Em nota, familiares e amigos afirmaram que a cantora foi “muito mais do que uma grande voz do samba”, lembrando seu carisma e a relação próxima com o público.
Legado no samba de Minas
Conhecida por se apresentar em bares e casas de shows de Belo Horizonte, Adriana dividiu palco com nomes como Diogo Nogueira e Xande de Pilares. Ao longo da carreira, construiu reconhecimento na cena cultural da capital.
Criada em um barracão de dois cômodos na Pedreira Prado Lopes, ela costumava definir sua trajetória como marcada por desafios e superação. A despedida pública, nesta terça-feira, deve reunir amigos, familiares e integrantes do samba mineiro que acompanharam essa história de perto.






