O Tribunal Superior Eleitoral realiza nesta terça-feira (14), às 19h, uma votação simbólica que deve confirmar o ministro Nunes Marques como novo presidente da Corte.
Atual vice-presidente do tribunal, ele assumirá o comando após o encerramento do mandato da ministra Cármen Lúcia, que decidiu antecipar sua saída antes do prazo final, previsto inicialmente para agosto.
A escolha segue uma tradição do TSE: a presidência é definida por critério de antiguidade entre os ministros do Supremo Tribunal Federal que integram o tribunal eleitoral, o que torna a votação apenas formal.
Transição antecipada mira período eleitoral
A decisão de Cármen Lúcia de deixar o cargo antes do fim do mandato foi tomada para permitir uma transição mais organizada da gestão, especialmente diante da proximidade do calendário eleitoral.
Com a mudança, o ministro André Mendonça deve assumir a vice-presidência do tribunal.
Após deixar a presidência, Cármen Lúcia optou por não permanecer na Corte até agosto e deve se dedicar exclusivamente às atividades no STF.
Com a saída da ministra, Dias Toffoli passa a ocupar uma das vagas de membro efetivo do TSE.
A nova composição da Corte eleitoral contará com três ministros do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça e dois juristas indicados pelo presidente da República.
Trajetória de Nunes Marques
Natural de Teresina (PI), Nunes Marques tem 53 anos e chegou ao STF em 2020, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro.
Antes disso, atuou como desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região e teve passagem pela Justiça Eleitoral como juiz do TRE do Piauí, além de carreira como advogado.
Corte terá papel central nos próximos anos
O TSE é responsável por organizar e fiscalizar as eleições no país, além de julgar questões relacionadas ao processo eleitoral.
Com a mudança no comando, a expectativa é de continuidade administrativa em um período considerado estratégico para a Justiça Eleitoral.






