Os patinetes elétricos estão de volta a Belo Horizonte. A retomada do serviço foi oficializada nesta terça-feira (3), com a habilitação da empresa JET Patinetes Elétricos para operar o sistema compartilhado na capital.
A empresa terá até 10 dias úteis para colocar os equipamentos nas ruas após a assinatura do termo de credenciamento. Ao todo, serão 1,5 mil patinetes, sendo 1,1 mil na Área Central e 400 na Regional Oeste.
A volta do serviço ocorre após testes realizados pela Superintendência de Mobilidade do Município (Sumob) em 2025, quando foram avaliadas condições de circulação e segurança em diferentes pontos da cidade.
Como vai funcionar
Os patinetes poderão circular em ciclovias, ciclofaixas e vias com limite de até 40 km/h. Em calçadas, praças e parques, a velocidade máxima será de 6 km/h. Já nas ciclovias, o limite sobe para 20 km/h.
O uso será individual, restrito a maiores de 18 anos, e não será permitido transportar passageiros ou animais. Haverá limitador automático de 12 km/h para iniciantes.
Os equipamentos terão campainha, sinalização noturna e indicador de velocidade. O uso de capacete é recomendado.
A operação segue as diretrizes da Resolução nº 996 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que regulamenta os chamados equipamentos de mobilidade individual autopropelidos.
Aplicativo e monitoramento
O serviço funcionará por aplicativo. O usuário fará cadastro e pagamento por cartão ou Pix. O sistema informará áreas permitidas e pontos indicados para estacionamento.
Todos os patinetes serão georreferenciados, permitindo monitoramento em tempo real. A empresa também deverá oferecer seguro contra acidentes, manter equipe de orientação e compartilhar dados de uso com o município.
Expansão prevista
O edital prevê operação em 10 lotes na cidade. A exigência é que empresas interessadas nas regiões de maior movimento também assumam áreas menos atendidas, como forma de ampliar o alcance do serviço.
A retomada dos patinetes recoloca a micromobilidade no debate urbano da capital. A proposta é atender deslocamentos curtos, especialmente em áreas centrais, onde o trânsito intenso e a busca por alternativas rápidas têm pressionado o sistema tradicional de transporte.






