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Home Colunas

Leitura tira véus dos olhos

Por Lenin Novaes
20 de agosto de 2024 - 11:45
em Colunas

A leitura é essencial à formação da cidadania. Vive as cegas quem não sabe ler. Foto: Birgit Böllinger / Pixabay - 

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– Marineth, por experiência, creia, o hábito da leitura tira os véus dos olhos. Só eu sei como a leitura é importante. E, voltado com a cuca esmiuçando essa questão, arquitetei que, existindo outra vida após a morte, eu possa permanecer com minha cabeça. Pois, afinal, é a riqueza maior, impartível patrimônio, estruturada em décadas de existência na trajetória da vida vivida à porrada, às vezes, até os dias atuais. A minha fome sempre foi a da leitura, como de comer, também!

– Tô entendendo “neca de pitibiriba”, Athaliba. Ocê diz que é pragmático, portanto, deixa de lado a subjetividade e explicita com clareza o que tá exteriorizando.

– Uma amiga me revelou o medo, pavor, receio de morrer, Marineth. E nossa conversa, por telefone, naquele momento, foi cortada pela notícia da morte de Senor Abravanel, empresário e dono do Sistema Brasileiro de Televisão – SBT-, que tinha o nome artístico de Silvio Santos. Ele, vendedor de bugigangas, como camelô, na juventude, ficou milionário. É tido como baluarte do entretenimento, em atividade por mais de seis décadas. Acho isso muito disparatado.

– Athaliba, falar sobre a morte é um tabu para a maioria da população brasileira. Pesquisa de opinião encomendada pelo Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil – SINCEP – revelou que 79% consideram que “nunca é a hora certa da morte”. O percentual de pessoas que “têm muito medo de morrer” é de 30%. Já 10% dos entrevistados “acreditam que falar sobre o assunto atrai a morte”. E 30,4% “não sabe como ou com quem falar sobre a morte”.

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– Pois é, Marineth. Voltando ao papo com a minha amiga (estávamos com os aparelhos de TV ligados, quando da notícia da morte de Silvio Santos), busquei me desviar do medo dela sobre a morte. Ocê sabe que o medo das pessoas pelo que é incógnito me assusta. Peguei, então, o gancho da notícia para falar do tempo que trabalhei no jornalismo do SBT, no Rio de Janeiro, no prédio do antigo Cinema Fluminense, em frente ao Campo de São Cristóvão.

– Athaliba, essa amiga ficou curiosa em saber da sua experiência em integrar a equipe de jornalismo do SBT? É impressionante a infinidade de amigas que ocê tem!

– Sim, Marineth. Ela quis saber se conheci o Silvio Santos, cara-a-cara. Respondi que não. Era final da década de 1970 e, na equipe de jornalistas, tinha a Beth Costa, que anos depois se tornou presidente da FENAJ – Federação Nacional de Jornalistas; o Carlos Amorim, que faleceu ano passado. Ele foi chefe de redação de vários telejornais na TV Globo e diretor do Fantástico.

– Athaliba, ocê se lembra de outro integrante da equipe de jornalismo?

– Marineth, tem o Márcio Bueno. Ele é autor do livro Faíscas verbais – A genialidade na ponta da língua. E passou pela TV Globo, TV Manchete e TVE/EBC. Estreou no Movimento, jornal notabilizado por oposição à ditadura civil-militar (1964-1985). Aliás, lá no SBT, então, TVS, na ocasião, tínhamos a liberdade de produzir matérias e entrevistas com críticas arrebatadas às instituições públicas controladas pela ditadura. É que na direção das instituições tinham militares infiltrados com cargos funcionais denominados de “assessores”, “relações públicas”.

– Athaliba, assim como o Carlos Amorim e o Márcio Bueno, ocê também integrou a equipe de jornalismo da TV Globo, depois do SBT, né?

– No período de 1980/1987, Marineth, na função de subchefe de reportagem. A Beth Costa também foi incorporada ao jornalismo da TV Globo. Aliás, após a gestão da qual participei como diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro – SJPMRJ -, ela se tornou presidente da instituição sindical.

– Athaliba, ocê também esteve na direção da Associação Brasileira de Imprensa – ABI?

– Ingressei na ABI início da década 1970, Marineth, integrando o Conselho Deliberativo, do qual fui 1º Secretário, na gestão presidida pelo saudoso jornalista e amigo Maurício Azêdo.

– Athaliba, resgatando a questão de a leitura tirar os véus dos olhos, ocê pode me explicar o que significa?

– Marineth, disse que, se existir outra vida após a morte, eu quero permanecer com minha cabeça. É o que considero melhor de mim. Sustenta-me como cidadão organizado.

– Entendi Athaliba. Sobre o indivíduo que criou o SBT, penso que ele muito contribuiu para a alienação do povo. E faço coro a critica na música “Quem diria?”, que diz: “A gente ensaia pra burro/E o povo vê Silvio Santos”. Sobre o medo da morte, já assinalada com prazo de validade quando nascemos, sigo o poeta no verso “Morrer deve ser tão frio/Quanto na hora do parto”.

Tags: ColunaLenin Novaes
Lenin Novaes

Lenin Novaes

Crônicas do Athaliba LENIN NOVAES jornalista e produtor cultural. É co-autor do livro Cantando para não enlouquecer, biografia da cantora Elza Soares, com José Louzeiro. Criou e promoveu o Concurso Nacional de Poesia para jornalistas, em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. É um dos coordenadores do Festival de Choro do Rio, realizado pelo Museu da Imagem e do Som - MIS

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