O financiamento de veículos no Brasil voltou a crescer em 2025 e alcançou o melhor resultado em número de unidades desde 2011. Dados do Sistema Nacional de Gravames (SNG), operado pela B3, mostram que 7,3 milhões de veículos foram financiados ao longo do ano, uma alta de dois por cento em relação a 2024.
Este é o terceiro crescimento anual consecutivo registrado pelo sistema, o que reforça a percepção de uma retomada mais consistente do crédito para a compra de veículos automotores no país. O desempenho é atribuído, sobretudo, ao avanço observado nas regiões Nordeste e Norte, que tiveram aumentos de 12,3% e 9,8%, respectivamente, nos financiamentos.
Novos puxam vendas formais
Do total de veículos financiados em 2025, 2,6 milhões eram novos, número que representa mais da metade das vendas registradas oficialmente no período. Segundo a Fenabrave, o mercado brasileiro contabilizou 4,6 milhões de veículos novos vendidos até novembro.
Já os veículos usados somaram 4,6 milhões de unidades financiadas ao longo do ano. No entanto, o setor ainda não dispõe de um dado público consolidado sobre o total de vendas de usados em 2025, o que dificulta uma comparação direta entre financiamentos e comercializações nesse segmento.
Distribuição regional
O levantamento da B3 também detalha a distribuição geográfica dos financiamentos. A Região Sudeste concentrou 41,9% das operações realizadas em 2025, considerando veículos novos e usados. Na sequência aparecem:
- Sul: 20,2%
- Nordeste: 19,5%
- Centro-Oeste: 10,6%
- Norte: 7,9%
O avanço fora do eixo Sudeste-Sul é apontado como um dos principais fatores para o resultado positivo do ano, indicando maior acesso ao crédito em regiões historicamente menos representativas no mercado automotivo.
Tendência para o setor
Analistas do setor avaliam que o desempenho de 2025 reflete uma combinação de fatores, como maior estabilidade do crédito, retomada gradual do consumo e ampliação da oferta de financiamento. A consolidação da alta ao longo de três anos consecutivos reforça a expectativa de manutenção do ritmo, embora o cenário macroeconômico siga sendo determinante para os próximos resultados.






