Damon disse que Reginaldo Calixto é o "soldado número 1" na sua campanha de reeleição. (foto: arquivo)
O prefeito de Itabira, Damon Lázaro de Sena (PV), disse durante uma entrevista que está satisfeito com o desempenho dos seus secretários, que estão trabalhando muito e que só tem a agradecer o empenho de cada um. Ele ressaltou que todos estão comprometidos em fazer um bom governo, mas há pessoas que não se cansam de espalhar boatos pela cidade dizendo que alguns de seus auxiliares vão deixar o governo e seguir caminhos próprios. O prefeito disse ainda que o que propagam pela cidade não é verdade, o que eles querem com isso é apenas desestabilizar o governo e que ele não vê nenhum comportamento em seus secretários que possa identificar essa pretensão.
Segundo o prefeito, esta conversa de que partidos e secretários irão romper com o governo na reta final não faz nenhum sentido e citou como exemplo o vice-prefeito Reginaldo Calixto. De acordo com Damon, Reginaldo é o soldado número em sua reeleição. “Na realidade o Reginaldo é um grande parceiro. Nós temos uma afinidade muito grande (…). O Reginaldo em uma das nossas reuniões ele colocou que ele é o soldado número um da minha reeleição”.Damon disse também que estão distribuindo boatos até mesmo a respeito dos partidos que compõe a sua base. Segundo ele, andam dizendo que muitos irão “pular fora” na reta final, mas a verdade é que todos os partidos estão empenhados e firmes no propósito de sua reeleição.
O Folha de Minas já havia antecipado a estratégia do governo Damon, que seria tentar trabalhar com vários candidatos a prefeito – pelo menos seis – paralelos à sua campanha para dividir os votos dos insatisfeitos com seu governo e facilitar assim a sua reeleição, estratégia que tem como objetivo confundir a cabeça do eleitor. Neste caso os aliados, ao invés de apoiá-lo diretamente, saem candidatos a prefeito. Por isso, contrariando o que havia dito Damon, alguns de seus aliados já começaram a se posicionar como pré-candidatos, isto porque Damon concedeu a entrevista sem antes consultar seu marqueteiro e estrategista do projeto de reeleição, que tinha entendimento diferente.
Edilson da Natrium, ex-secretário de gabinete e de governo, anunciou seu rompimento com o prefeito para tentar desvincular sua imagem do grupo.
Por isso, dias depois de Damon dar esta entrevista, seu principal aliado, Edilson da Natrium, ex-secretário de gabinete e de governo, anunciou seu rompimento com o prefeito para tentar desvincular sua imagem do grupo.
Edilson disse em entrevista a um órgão de imprensa da cidade, que é pré-candidato a prefeito e teceu duras críticas ao governo Damon, do qual faz parte. Edilson disse, entre outras coisas, que o governo não deu certo porque Damon é centralizador de poder, o que não deixa de ser verdade. “(O problema) foi a centralização do poder de modo autocrático.” Outra verdade dita por Edilson é que Damon descartou vários aliados que poderiam ter somado muito no governo e ao mesmo tempo nomeou em cargos estratégicos adversários históricos que inviabilizaram algumas ações que eram benéficas a sociedade. “Dentro do grupo que apoiou sua candidatura havia muitos quadros que poderiam comandar ações planejadas, mas que foram descartados. Valorizaram-se pessoas da oposição – e muitas não corresponderam às ações e tarefas propostas. Consequência foi que não houve defesa das ações que ocorriam no governo, e dentro do próprio governo surgiram grupos que desestabilizavam a unidade política e até sabotavam ou boicotavam ações benéficas ao governo e à população”, disse Edilson.
Tão logo foi eleito, Damon começou a comprar brigas de seu compadre Jadirão e de seu amigo pessoal, Ermiton Machado Gomes “Marmita”.
Ao dizer que Damon descartou os que poderiam colaborar com o governo em ações planejadas, Edilson certamente estava referindo a muitos que apoiaram Damon na sua caminhada ao poder e passaram a ser tratados por ele como inimigos políticos após a vitória.
Tão logo foi eleito, Damon começou a comprar brigas de seu compadre Jadirão e de seu amigo pessoal, Ermiton Machado Gomes “Marmita”, que passaram a valer-se da posição de destaque que ocupavam para perseguir antigos desafetos. Uma das primeiras vítimas de Damon foi o grupo do PRB – Partido Republicano Brasileiro – que foram coligados e trabalharam muito em sua campanha. Gomes era desafeto do presidente do PRB e convenceu Damon a comprar sua briga. Juntos eles articularam com o pastor da Igreja Universal, Carlos Henrique, que era deputado estadual e diretor do PRB no estado, para derrubar toda a direção do PRB no município e transferir o partido para o Gomes “Marmita”, que é hoje o atual presidente da sigla. Também logo nos primeiros dias de governo Damon articulou para destituir a direção do PTC, presidido na época por Antônio Lúcio Theodoro, um de seus grandes aliados na caminhada rumo à prefeitura, também desafeto de Gomes. Este segundo partido Damon transferiu para o ex-vereador Sebastião Ferreira da Silva o “Tião da Antena”.
Os partidos que hoje fazem parte do governo Damon e que segundo ele darão sustentação para sua reeleição são: PV, PMDB, PRB, PSC, PHS, PCdoB, PRTB, PTdoB, PSDC, PTC, SOLIDARIEDADE, PROS e PPS.




