A Seleção Brasileira encerrou nesta terça-feira os preparativos para o confronto diante da Escócia, válido pela última rodada do Grupo C da Copa do Mundo, com uma boa notícia para os torcedores: Neymar está novamente à disposição da comissão técnica. Recuperado de uma lesão de grau dois na panturrilha direita, o atacante voltou a treinar normalmente e pode fazer sua estreia na competição.
O retorno do camisa 10 dominou as atenções durante a entrevista coletiva do técnico Carlo Ancelotti, realizada já no fim da noite após um atraso provocado pelas condições climáticas nos Estados Unidos. O voo que transportava a delegação de Nova Jersey para Miami sofreu um atraso de aproximadamente duas horas e meia, empurrando o compromisso com a imprensa para depois das 22h (horário de Brasília).
Mesmo diante do contratempo, o treinador italiano manteve o bom humor e fez piada com a situação antes de comentar a recuperação do principal astro da equipe.
Segundo Ancelotti, Neymar apresentou boa evolução ao longo da semana e já reúne condições físicas para voltar a atuar.
“O Neymar trabalhou muito bem nos últimos dias. Estamos felizes por tê-lo novamente disponível porque é um jogador que pode acrescentar muita qualidade à equipe”, afirmou o treinador.
Apesar da liberação médica, a tendência é que o atacante inicie a partida no banco de reservas. A comissão técnica avalia com cautela a falta de ritmo de jogo do atleta, que está afastado das competições há mais de um mês.
Rayan ganha força para substituir Raphinha
Se Neymar ainda deve esperar uma oportunidade durante a partida, uma mudança na equipe titular já é considerada praticamente certa. O atacante Raphinha está fora do confronto após sofrer uma lesão muscular na parte posterior da coxa direita.
Sem confirmar oficialmente a escalação, Ancelotti deixou claro que o jovem Rayan surge como principal candidato à vaga. O atacante, revelado pelo Vasco e atualmente no Bournemouth, da Inglaterra, agradou ao treinador após entrar no decorrer da vitória por 3 a 0 sobre o Haiti.
De acordo com o técnico, o jogador oferece características importantes para o sistema ofensivo da Seleção, especialmente pela capacidade de atuar aberto pelos lados do campo e criar espaços para os companheiros.
Outra possibilidade analisada pela comissão técnica é a utilização de Luiz Henrique, mas os elogios públicos feitos a Rayan aumentaram a expectativa por sua presença entre os titulares.
Sem preocupação com cartões
Questionado sobre a possibilidade de preservar atletas pendurados, Ancelotti descartou qualquer estratégia voltada para evitar suspensões futuras.
Douglas Santos e Casemiro entram em campo com um cartão amarelo cada, mas o treinador garantiu que a prioridade é conquistar a vitória e assegurar a liderança do grupo.
Segundo ele, a equipe precisa manter o foco total no desempenho dentro de campo, sem pensar em eventuais punições para a fase eliminatória.
Liderança vale vantagem logística
Além da classificação para o mata-mata, o Brasil tem um objetivo adicional diante da Escócia: terminar a fase de grupos na primeira colocação.
A Seleção lidera o Grupo C com quatro pontos, mesma pontuação de Marrocos. O critério de saldo de gols, porém, favorece os brasileiros. A Escócia aparece logo atrás, com três pontos, enquanto o Haiti já não possui chances de avançar.
Encerrar a chave na liderança pode representar uma vantagem importante fora das quatro linhas. Caso confirme o primeiro lugar, a delegação poderá permanecer concentrada em Nova Jersey para a sequência da competição, evitando deslocamentos mais longos.
Uma eventual segunda colocação obrigaria o Brasil a viajar para Monterrey, no México, para disputar a próxima fase. Dependendo dos cruzamentos, a equipe ainda teria de retornar aos Estados Unidos posteriormente, aumentando o desgaste logístico.
Por isso, mesmo já próximo da classificação, Ancelotti reforçou que a equipe entrará em campo com força máxima para buscar os três pontos e chegar ao mata-mata em posição privilegiada.
Brasil e Escócia se enfrentam nesta quarta-feira, às 19h (horário de Brasília), em Miami. No mesmo horário, Marrocos e Haiti duelam em Atlanta, em partida que também influencia diretamente a definição do Grupo C.






