A seleção brasileira concluiu nesta terça-feira (23) a preparação para o confronto contra a Escócia, válido pela terceira e última rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026. A partida será disputada nesta quarta-feira (24), às 19h (horário de Brasília), em Miami, e pode definir a liderança da chave.
A principal notícia para os torcedores brasileiros foi mais uma participação sem restrições de Neymar nos treinamentos. O atacante do Santos trabalhou normalmente com o grupo pelo terceiro dia consecutivo e está cada vez mais próximo de fazer sua estreia no Mundial.
Fora de combate desde 17 de maio, quando sofreu uma lesão grau dois na panturrilha direita durante partida do Campeonato Brasileiro, o camisa 10 não atua há mais de um mês. A tendência é que ele seja relacionado pela primeira vez na competição e fique como opção no banco de reservas.
Enquanto Neymar se aproxima do retorno, Raphinha segue fora dos planos de Carlo Ancelotti. O atacante sofreu uma lesão muscular na coxa direita durante a vitória por 3 a 0 sobre o Haiti e foi o único dos 26 convocados ausente na atividade realizada no Columbia Park, centro de treinamento do New York Red Bulls, em Nova Jersey.
Já o goleiro Alisson, poupado na segunda-feira por controle de carga, voltou a trabalhar normalmente com os companheiros e deve ser mantido entre os titulares.
Dúvidas no ataque e possíveis mudanças
Sem Raphinha, Ancelotti terá de promover ao menos uma alteração na equipe que venceu o Haiti. As principais opções para ocupar o lado direito do ataque são Rayan e Luiz Henrique, embora Gabriel Martinelli também apareça como alternativa.
O atacante do Arsenal chegou a atuar pelo setor em amistosos recentes da seleção e declarou estar preparado para exercer a função caso seja necessário.
Além da mudança forçada no setor ofensivo, a comissão técnica avalia preservar alguns jogadores pendurados com cartão amarelo. O lateral Douglas Santos e o volante Casemiro correm risco de suspensão e podem ser poupados visando a próxima fase.
Se isso ocorrer, Alex Sandro e Fabinho aparecem como os substitutos mais prováveis.
Liderança vale vantagem na sequência da Copa
O duelo contra a Escócia ganhou importância estratégica para a seleção brasileira. Brasil e Marrocos somam quatro pontos, mas os brasileiros lideram o Grupo C pelo saldo de gols. A Escócia aparece logo atrás, com três pontos.
Mais do que garantir a classificação, terminar a fase de grupos na primeira colocação pode representar uma vantagem logística importante.
Nesta edição da Copa do Mundo, os classificados avançam inicialmente para os 16 avos de final, etapa criada antes das oitavas de final devido ao novo formato com 48 seleções.
Caso confirme a liderança da chave, o Brasil permanecerá baseado em Nova Jersey e fará toda a trajetória eliminatória em território norte-americano. Se avançar como segundo colocado, terá de viajar para Monterrey, no México, onde disputará os 16 avos de final.
A possibilidade de evitar deslocamentos longos e manter a rotina de preparação nos Estados Unidos é vista internamente como um fator relevante para a sequência da campanha brasileira.





