A rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal provocou reações dentro e fora da Corte. Nesta quarta-feira (29), o ministro André Mendonça e o ex-ministro Celso de Mello criticaram a decisão do Senado, classificando o resultado como uma perda institucional.
Primeiro integrante do STF a se manifestar publicamente, Mendonça afirmou que respeita a decisão dos senadores, mas lamentou o desfecho.
“Respeito a decisão do Senado, mas não posso deixar de externar minha opinião. O Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro do Supremo. Messias é um homem de caráter, íntegro e que preenche os requisitos constitucionais”, declarou.
O ministro também fez uma referência religiosa ao comentar o episódio e prestou apoio pessoal ao indicado.
Crítica mais dura de ex-ministro
Em nota, Celso de Mello foi mais incisivo ao avaliar a votação no Senado. Para ele, a rejeição representa um “grave equívoco institucional”.
“Trata-se de grave equívoco institucional, pois o Dr. Jorge Messias reúne, de modo pleno, os requisitos que a Constituição exige para o cargo”, afirmou.
O ex-ministro também classificou a decisão como injustificável e disse que o país perdeu a chance de contar com um jurista preparado na Suprema Corte.
Decisão do Senado
Mais cedo, o plenário do Senado rejeitou a indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que Messias ocupasse a vaga deixada por Luís Roberto Barroso.
O placar foi de 42 votos contrários e 34 favoráveis, número insuficiente para alcançar os 41 votos necessários à aprovação.
A decisão marca um episódio raro na história recente do país e obriga o governo federal a indicar um novo nome para o Supremo.






