A Seleção do Irã iniciou negociações com a FIFA para transferir seus jogos da Copa do Mundo de 2026 dos Estados Unidos para o México. A informação foi divulgada por canais oficiais ligados à embaixada iraniana no país latino-americano.
Segundo o presidente da federação iraniana, Mehdi Taj, a decisão está diretamente relacionada a preocupações com segurança em território norte-americano.
“Quando Trump declarou claramente que não pode garantir a segurança da seleção iraniana, nós definitivamente não viajaremos para os Estados Unidos”, afirmou o dirigente, em declaração reproduzida nas redes sociais.
Jogos estavam previstos nos EUA
No sorteio realizado no fim de 2025, o Irã foi colocado no Grupo G ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia.
As três partidas da equipe estavam inicialmente programadas para acontecer em solo norte-americano — duas em Los Angeles e uma em Seattle. Com a nova posição do governo iraniano, a tentativa é concentrar os jogos no México, um dos países-sede do torneio.
A Copa do Mundo de 2026 será disputada entre 11 de junho e 19 de julho, com partidas distribuídas entre Estados Unidos, México e Canadá.
A movimentação do Irã ocorre em meio ao agravamento das tensões geopolíticas envolvendo o país, especialmente após o conflito recente com Estados Unidos e Israel.
Na semana passada, o ministro dos Esportes iraniano, Ahmad Donyamali, chegou a afirmar que o país poderia não participar do torneio.
“Considerando que este regime corrupto assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo”, declarou à televisão estatal.
Apesar da fala, a federação iraniana mantém diálogo com a FIFA, indicando que a saída do torneio ainda não é definitiva e que alternativas logísticas estão sendo avaliadas.
Ausência em reunião e pressão sobre a FIFA
O Irã foi a única seleção classificada que não participou de uma cúpula de planejamento organizada pela FIFA em Atlanta, nos Estados Unidos — um sinal do distanciamento nas negociações.
O presidente da entidade, Gianni Infantino, afirmou recentemente que discutiu a situação com o presidente dos EUA, Donald Trump. Segundo Infantino, o governo norte-americano demonstrou apoio à participação iraniana no torneio.
Trump, por sua vez, minimizou a questão em declarações públicas, dizendo não ver problema na presença do Irã na competição.
A FIFA ainda não confirmou qualquer alteração no calendário ou na distribuição dos jogos. A entidade terá de equilibrar questões esportivas, logísticas e diplomáticas para definir o desfecho do caso.
Caso o pedido iraniano seja aceito, a mudança poderá abrir um precedente inédito na história recente da Copa do Mundo, com uma seleção disputando toda a fase de grupos fora de um dos principais países-sede por motivos políticos.






