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Home Polícia

Versões mentirosas de PMs em mortes por “confrontos”

Por Lenin Novaes
16 de dezembro de 2019 - 09:27
em Polícia

O fotógrafo Daniel Arroyo foi obrigado a mostrar imagens que fez do protesto para PMs. (Foto: Lucas Martins)

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As investigações sobre a morte de nove pessoas pisoteadas no Baile da 17, na Favela de Paraisópolis, em São Paulo, na madrugada do dia 1/12, em consequência de desastrosa ação da PM, ainda não foram concluídas. Seis PMs que prestaram depoimento após a tragédia alegaram que perseguiam ocupantes de uma motocicleta que dispararam tiros contra eles. No entanto, na versão de alguns moradores e frequentadores do baile, os PMs provocaram pânico ao obstruir as ruas, atirar “munição química” (bomba de gás lacrimogêneo) e disparar balas de borrachas, além de desferir golpes de cassetetes. Numa das manifestações dos moradores de Paraisópolis, o repórter-fotográfico Daniel Arroyo, do site Ponte, foi obrigado a mostrar as imagens que registrou para PMs. No sábado, 14/12, moradores fizeram outro protesto.

O repórter Josmar Jozino, do site Ponte, autor de “Cobras e lagartos”, livro documento jornalístico sobre o surgimento da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) e que há décadas produz reportagens sobre o crime organizado, publicou artigo que retrata o perfil da ação da Polícia Militar nos chamados casos de mortes em confrontos. Josmar. Que conquistou o Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos e também é autor dos livros “Casadas com o crime” e “Xeque mate – O tribunal do crime e os letais boinas pretas”, trabalhou nos jornais Diário Popular/Diário de São Paulo, Agora SP e Jornal da Tarde. Eis o artigo dele:

“Por que jornalistas que cobrem a área policial costumam usar a palavra “supostamente” quando iniciam a apuração de ocorrência envolvendo policiais militares com evento morte? A resposta é simples. Porque são inúmeros os casos de versões fantasiosas e mentirosas apresentadas por PMs para justificar mortes de pessoas em casos que jamais houve confronto, mas sim execução sumária.

Posso aqui citar várias ocorrências, pois não são poucas. Geralmente, esses casos não têm testemunhas, apenas a versão de um dos lados: o policial. Uma das versões mais fantasiosas e mentirosas foi narrada por policiais da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), tropa mais letal da PM paulista, em 6 de agosto de 2015 no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), da Polícia Civil.

Os PMs alegaram que estavam a caminho da Escola Superior de Soldados, em Pirituba, zona oeste de SP, quando avistaram um Fiat azul ocupado por três homens em atitude suspeita e pediram apoio via rádio. Na versão dos militares da Rota houve perseguição e os ocupantes do Fiat desceram, sendo que o passageiro do banco de trás saltou com arma em punho, atirou contra a guarnição, foi baleado e morreu no confronto.

Uma outra viatura da Rota chegou para o apoio e deu continuidade à perseguição. Segundo os PMs, o motorista correu para o matagal e fugiu e o outro ocupante do carro também morreu após troca de tiros. Na realidade tudo não passou de uma grande farsa armada pelos policiais militares da Rota. Uma das vítimas, Herbert Lúcio Pessoa Rodrigues, foi abordado pelos rotarianos em Guarulhos, na Grande São Paulo, por volta das 11h, e colocado no compartimento de presos da viatura.
Ele apareceu morto três horas depois em Pirituba, a 29,4 km do local onde havia sido abordado no Fiat azul. Testemunhas presenciais e câmeras de segurança desmentiram a versão dos PMs.

O Ministério Público Estadual e a Polícia Civil provaram por A mais B a farsa dos milicianos. Imagens de câmeras de trânsito mostraram, detalhadamente e com horários, minuto a minuto, uma viatura da Rota saindo do local onde Herbert foi abordado, em Guarulhos, até a região onde ele foi morto, em Pirituba.

Além disso, testemunhas contaram que presenciaram a abordagem e também viram um PM fardado entrar no Fiat azul em Guarulhos e sair dirigindo o veículo, que na versão dos PMs foi perseguido em Pirituba.

No mesmo local e no mesmo horário onde Herbert foi executado, os policiais da Rota também mataram Weberson dos Santos Oliveira. O DHPP apurou que ele e Herbert não se conheciam e não tinham nenhum tipo de relação.

Para o Ministério Público Estadual, os milicianos da Rota forjaram a perseguição policial e a troca de tiros para justificar os assassinatos e “plantaram” juntos aos mortos explosivos usados em roubos a caixas eletrônicos e armas roubadas em delegacias da Polícia Civil.

Os milicianos da Rota conseguiram até enganar um experiente jornalista e famoso apresentador de TV, que chegou a anunciar em seu programa policial, de enorme audiência, que dois bandidos haviam morrido após trocar tiros com a Rota. Não é por causa de casos como esse citado acima que se deve colocar em xeque a atuação diária de policiais militares. Ao contrário. Muitos policiais militares salvam vidas todos os dias. Enfrentam o perigo cotidianamente e chegam até a ser mortos em serviço. Outros morrem durante a folga, covardemente, nas mãos de criminosos, só porque são policiais.

Mas também não são poucos os casos de PMs que matam indivíduos já dominados e algemados e alegam “confronto”, “troca de tiros”, “revide à injusta agressão” ou “resistência seguida de morte”.

As versões mentirosas desses PMs nos obrigam a ter cautela nas ocorrências policiais com evento morte e, por isso, devemos sempre usar os termos “suposto confronto”, “suposta troca de tiros”, etc.. até o desfecho das investigações.

O caso recente da Favela Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, é mais um exemplo dessa cautela. PMs do 16º Batalhão alegam que o episódio que deixou nove mortos na madrugada de domingo, durante um baile funk, foi motivado por dois ocupantes de uma moto que atiraram contra os policiais e fugiram.

Enquanto essa versão não for devidamente comprovada, se possível com imagens de câmeras de segurança e com a identificação e localização desses dois suspeitos, é necessário usar o termo “dois ocupantes de uma moto que supostamente atiraram contra os policiais e fugiram”.

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Lenin Novaes

Lenin Novaes

Crônicas do Athaliba LENIN NOVAES jornalista e produtor cultural. É co-autor do livro Cantando para não enlouquecer, biografia da cantora Elza Soares, com José Louzeiro. Criou e promoveu o Concurso Nacional de Poesia para jornalistas, em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. É um dos coordenadores do Festival de Choro do Rio, realizado pelo Museu da Imagem e do Som - MIS

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