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Home Notícias Cidades

Terceiro andar em \\\”Pé de Guerra\\\”

Por Redação
20 de outubro de 2014 - 12:37
em Cidades
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O sonho de Damon em ser prefeito de Itabira tornou-se para ele um pesadelo. O prefeito, embora cercado de amigos, tem passado por apuros. A informação é de que o terceiro andar vive diariamente em "pé de guerra". Os comandados de Damon não se entendem e, por sua vez, Damon não consegue botar ordem na casa. As alfinetadas entre si são corriqueiras e todos torcem para o "quanto pior melhor", desde que não seja na sua pasta.

Reuniões Gerenciais sempre terminam em guerra.(imagem ilustrativa)

A falta de sintonia entre os secretários tem prejudicado o andamento do governo e as discussões são constantes. Há secretários que trabalham no mesmo andar, se encontram pelos corredores, mas nem se cumprimentam. O prefeito também é uma pessoa temperamental, o que faz com que todas as reuniões terminem em discussões. Já há no mínimo dois secretários que deixaram o governo por discutir com o prefeito em reunião do secretariado, a chamada Reunião Gerencial.

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Damon tentou conciliar a montagem de seu governo entre pessoas técnicas e amigos, mas a estratégia do prefeito não funcionou. Foi como colocar em uma xícara um pouco de água e um pouco de óleo. São dois elementos que embora líquidos, não se misturam e assim é o governo de Damon. Não há como uma pessoa técnica receber ordem de uma outra que não tem formação, que foi escolhido por ser compadre, amigo, parente ou por qualquer outro motivo. Então o governo tornou-se uma arena onde todos se digladiam e o cidadão itabirano, que esperava um espetáculo de administração com a boa gestão pública na saúde, educação, saneamento básico, desenvolvimento econômico, hoje assisti a essa guerra sem nada poder fazer.

Os vereadores, legítimos representantes do povo, que foram eleitos com a principal função de fiscalizar o governo e denunciar o que de incorreto possa ocorrer, passam todas as reuniões parabenizando o prefeito por ações simples, como tapar um buraco, parecendo que não é obrigação do prefeito ou que não sabem qual é a sua função como vereadores. O cidadão, insatisfeito com a inércia que se instalou na administração pública, é obrigado a ouvir essas bajulações dos vereadores, com exceção de poucos. O povo precisa ser melhor representado, muitos de seus representantes precisam ter coragem para fazer uso das prerrogativas que lhes conferem o cargo, sem medo de desagradar o prefeito ou seus secretários. O governo esta caminhando para o terceiro ano parecendo não saber para que foram eleitos, sem se atentar para o sofrimento que vive o itabirano, principalmente com referência à saúde. Só não sabe o quanto sofre os cidadãos que precisam deste serviço, aqueles poucos que podem furar fila, pegar o telefone e ligar para o secretário para marcar uma consulta para quem quiser, a qualquer hora.

Esperar que o governo se ajuste, que o prefeito e seus secretários sentem em uma roda de conversa e discutam o que fazer e como fazer civilizadamente é perca de tempo, isso não vai acontecer. Para que essas discussões acontecessem de forma respeitosa o exemplo tinha que vir do prefeito, que é o comandante, e todos sabem que o prefeito não tem nenhum preparo para isto, aliás, é primeiro a tentar resolver as coisas aos gritos, com murros na mesa.

É assim o governo que elegemos, do qual esperávamos ações para mudar a administração pública para melhor, mas hoje sabemos que ele não é capaz. É por isso que precisamos cobrar da Câmara uma atitude, que os vereadores deixem esse jogo de compadre de lado, deixe os interesses individuais e trabalhem para o coletivo.

Há poucos dias durante a reunião da Câmara, um vereador disse para toda a cidade ouvir que não poderia aprovar o projeto de outro colega porque senão todos iriam pensar que só ele trabalha na Câmara. Ora! Ele deveria ter outra preocupação: medo de ser visto pelo eleitor como quem não trabalha.

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