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Home Notícias Brasil

STF define penas para deputados do PL condenados por corrupção

STF define penas para deputados do PL condenados por corrupção

Por Redação
17 de março de 2026 - 19:16
em Brasil
STF define penas para deputados do PL condenados por corrupção

Josimar Maranhãozinho, Bosco Costa e Pastor Gil. (Fotos: Cleia Viana, Mário Agra e Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) definiu nesta terça-feira (17) as penas de dois deputados federais e um suplente do PL condenados por corrupção passiva em um esquema envolvendo a liberação de emendas parlamentares.

Foram condenados os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA), além do suplente Bosco Costa (PL-SE). Mais cedo, o colegiado já havia formado maioria unânime para reconhecer a prática do crime com base na denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

As penas fixadas foram:

  • Josimar Maranhãozinho: 6 anos e 5 meses de prisão;
  • Pastor Gil: 5 anos e 6 meses;
  • Bosco Costa: 5 anos.

Todos deverão cumprir pena em regime semiaberto. Apesar da condenação, não haverá prisão imediata, já que ainda cabem recursos.

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Além das penas privativas de liberdade, os três foram condenados ao pagamento solidário de R$ 1,6 milhão por danos morais coletivos.

De acordo com a acusação, entre janeiro e agosto de 2020, os parlamentares solicitaram vantagem indevida de R$ 1,6 milhão para viabilizar a liberação de cerca de R$ 6,6 milhões em emendas parlamentares destinadas ao município de São José de Ribamar (MA).

O caso teve origem em denúncia do então prefeito da cidade, que relatou a cobrança de propina para o repasse dos recursos públicos.

Mandato ainda será analisado

Embora a Constituição preveja a perda do mandato em caso de condenação criminal, o STF decidiu que caberá à Câmara dos Deputados avaliar a situação dos parlamentares.

A análise ocorrerá apenas após o trânsito em julgado — quando não houver mais possibilidade de recurso — e levará em conta a compatibilidade do regime semiaberto com o exercício do mandato.

Com a condenação, os três também ficam inelegíveis por oito anos. Esse prazo começa a contar após o cumprimento das penas.

Defesas contestam processo

Durante o julgamento, as defesas negaram irregularidades.

Os advogados de Bosco Costa questionaram a tramitação inicial do caso fora do STF. Já a defesa de Josimar Maranhãozinho argumentou que o deputado não teria relação política com o município beneficiado.

No caso de Pastor Gil, a defesa apontou supostas falhas na condução das investigações e alegou problemas na cadeia de custódia das provas digitais.

Tags: corrupçãodeputadosemendas parlamentaresPLSTF
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