Sem resultados
Ver todos os resultados
O Folha de Minas
  • Notícias
    • Gerais
    • Agropecuária
    • Brasil
    • Cidades
    • Economia
    • Internacional
    • Política
    • Turismo
  • Esportes
  • Cultura e Entretenimento
  • Educação
  • Ciência e Tecnologia
  • Saúde
  • Colunas
    • Ediel Ribeiro
    • Lenin Novaes
    • Nilson Lattari
    • Geraldo Ribeiro
    • João Baptista Herkenhoff
  • Notícias
    • Gerais
    • Agropecuária
    • Brasil
    • Cidades
    • Economia
    • Internacional
    • Política
    • Turismo
  • Esportes
  • Cultura e Entretenimento
  • Educação
  • Ciência e Tecnologia
  • Saúde
  • Colunas
    • Ediel Ribeiro
    • Lenin Novaes
    • Nilson Lattari
    • Geraldo Ribeiro
    • João Baptista Herkenhoff
Sem resultados
Ver todos os resultados
O Folha de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados
Home Colunas

Sobreviver no BR é aventura

Por Lenin Novaes
7 de março de 2022 - 13:46
em Colunas

Deportada que sofreu maus-tratos  protege a  identidade com o passaporte encobrindo. (Reprodução imagem de TV)  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Deus é um cara gozador, adora brincadeira
Pois pra me jogar no mundo, tinha o mundo inteiro
Mas achou muito engraçado me botar cabreiro
Na barriga da miséria, eu nasci brasileiro,
Eu sou do Rio de Janeiro.”

 

– Athaliba, a música “Partido alto” de Chico Buarque espelha a frustração acompanhada de humilhação de brasileiros que sonham com vida melhor ao tentar entrar nos EUA e são detidos e deportados. Nos dois primeiros meses de 2022 já se contabiliza 12 vôos com deportados em Confins, no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Os deportados, inclusive em família, fazem a viagem algemados. O governo estadunidense afirma que esse procedimento é “questão de segurança”. Isso tudo após sangrar nas mãos dos coiotes na transação para cruzar as fronteiras. O desencanto foi manifestado por uma das deportadas, resumindo o sentimento de todos, ao dizer que “queríamos vida melhor, pois nosso país está pobre, não dá para viver”.

– Marineth, sobreviver no Brasil é uma tortuosa aventura. A desigualdade econômica é absurda e sustenta o caos no qual a larga maioria da sociedade está mergulhada. Estima-se que apenas (imagine o tamanho da desproporção) 1% da população detém toda a riqueza do país. E é dona de terras improdutiva maior que Sergipe, o menor estado do Brasil. O desemprego atinge sempre índice acima de 10 milhões de brasileiros. A miséria leva milhares de pessoas a “morar” nas ruas das grandes cidades. A saúde é uma doença crônica. O analfabetismo é alimentado pela precária educação. Não existe política pública de habitação. Exemplo disso foi a tragédia das chuvas em Petrópolis, que matou centenas de pessoas, recentemente. Em 2011, lá, morreram quase 1.000 pessoas e até hoje os corpos de quase 100 vítimas permanecem soterrados. Quero discordar da opinião da deportada de que o “nosso país está pobre”. Essa justificativa dela sobre a infrutífera travessia para tentar alcançar o irreal “sonho americano” é reprodução recorrente de alienados. O Brasil é rico. Mas, a desigualdade está na cantiga de roda infantil “De marré, marré” que diz: “Eu sou pobre, pobre, pobre/De marré, marré, marré./Eu sou pobre, pobre, pobre de marré deci/Eu sou rica, rica, rica/De marré, marré, marré/Eu sou rica, rica, rica De marré deci”.

– Phorra, Athaliba, vou te interromper, pois como diz uma colega, se deixar o seu discurso vira uma conferência. E saiba que só conheço a cantiga popular “Atirei o pau no gato”. Ocê sabia que desde 2019, quando o big shot Donald Trump, presidente dos EUA, passou a acossar com fúria a imigração, até fevereiro último, Confins já recebeu 58 vôos com centenas de deportados? No confinamento das famílias separadas, em celas com homens, mulheres e crianças até a volta à pátria amada, “algumas mulheres exibiam os seios para os guardas para ganhar mais comida”, revelou uma deportada. Ela ficou cinco dias sem tomar banho e escovar os dentes, recebendo garrafinha de água de 500 ml/dia, se alimentando de maçã, laranja e burrito. Saiu do Brasil com os pais e a irmã e, em 29 de janeiro último, chegou aos EUA. A família foi escrachada, teve seus pertences jogados no lixo, ao ser presa. Chorando, disse que a situação foi “muito humilhante”.

– Marineth, a deportação é chaga aberta para sempre na vida dessas pessoas, envolvendo adolescentes e crianças, e que sofrem maus-tratos dos guardas da imigração.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

– Sim, Athaliba. Outra deportada entre 211 pessoas, com 90 menores de idade, contou que crianças doentes sequer receberam medicação. A triagem dos menores para comprovação de paternidade e maternidade é feita pela Coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal de Minas Gerais, junto com a Polícia Federal e comissários de Pedro Leopoldo e de Belo Horizonte. O nosso frágil Ministério das Relações Exteriores assiste a tudo como se tivesse venda nos olhos. E com postura de convivente com a situação sempre afirma que “o Brasil vem manifestando sua sensibilidade ao tema em alto nível e matém sua expectativa de um desenlace adequado” É tudo balela. Prevalece o argumento do governo dos EUA de que “com deportados algemados se evita brigas durante os vôos ou mesmo sequestro do avião”. 

– Marineth, que caia logo por terra a ilusão do irreal american dream. E que nós, brasileiros, possamos formar imenso cordão para construir o poder popular no Brasil. Essa é a alternativa que nos resta. Como diz Chico Buarque, “pois quem tiver nada pra perder/Vai formar comigo imenso cordão/E então quero ver o vendaval/Quero ver o carnaval sair”. Quer o poder popular?

Tags: ColunaLenin Novaes
Lenin Novaes

Lenin Novaes

Crônicas do Athaliba LENIN NOVAES jornalista e produtor cultural. É co-autor do livro Cantando para não enlouquecer, biografia da cantora Elza Soares, com José Louzeiro. Criou e promoveu o Concurso Nacional de Poesia para jornalistas, em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. É um dos coordenadores do Festival de Choro do Rio, realizado pelo Museu da Imagem e do Som - MIS

MATÉRIAS RELACIONADAS

Colunas

Quem nos rouba?

Por Nilson Lattari
16 de janeiro de 2026 - 07:54
Morre Scott Adams, criador de Dilbert
Colunas

Morre Scott Adams, criador de Dilbert

Por Ediel Ribeiro
14 de janeiro de 2026 - 07:54

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas

  • PF faz nova operação contra Banco Master e bloqueia R$ 5,7 bilhões

    Banco Central decreta liquidação do Will Bank, ligado ao grupo Master

    0 Compartilhamentos
    Compartilhamento 0 Tweet 0
  • Mostra de Tiradentes leva cinema gratuito à praça e transforma a cidade em sala a céu aberto

    0 Compartilhamentos
    Compartilhamento 0 Tweet 0
  • Trump convida Lula para Conselho da Paz sobre Gaza e cita “papel importante” do presidente brasileiro

    0 Compartilhamentos
    Compartilhamento 0 Tweet 0
  • Polícia Federal abre concurso com mil vagas e salários de até R$ 26,8 mil

    0 Compartilhamentos
    Compartilhamento 0 Tweet 0
  • Orelhões se despedem do Brasil após mais de cinco décadas nas ruas

    0 Compartilhamentos
    Compartilhamento 0 Tweet 0

Recomendado

Mercado reduz previsão de inflação para 2026, aponta Boletim Focus

3 dias atrás
Trump diz que EUA vão administrar a Venezuela após captura de Maduro e anuncia controle temporário do país

Trump convida Lula para Conselho da Paz sobre Gaza e cita “papel importante” do presidente brasileiro

1 dia atrás
Inscrições do Sisu 2026 começam nesta segunda-feira

Inscrições do Sisu 2026 começam nesta segunda-feira

3 dias atrás
  • Como anunciar
  • Contato
  • Sobre
  • Expediente
  • Política Editorial
  • Política de Correções

© 2025 Badu Editora Ltda. Todos os direitos reservados.
O Folha de Minas | (31) 3831-7884 | folhamg@ofolhademinas.com.br
redacao@ofolhademinas.com.br

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Home
  • Política
  • Internacional
  • Economia
  • Saúde
  • Cidades
  • Cultura e Entretenimento
  • Esportes
  • Turismo
  • Ciência e Tecnologia

© 2025 Badu Editora Ltda. Todos os direitos reservados.
O Folha de Minas | (31) 3831-7884 | folhamg@ofolhademinas.com.br
redacao@ofolhademinas.com.br