Sem resultados
Ver todos os resultados
O Folha de Minas
  • Notícias
    • Gerais
    • Agropecuária
    • Brasil
    • Cidades
    • Economia
    • Internacional
    • Política
    • Turismo
  • Esportes
  • Cultura e Entretenimento
  • Educação
  • Ciência e Tecnologia
  • Saúde
  • Colunas
    • Ediel Ribeiro
    • Lenin Novaes
    • Nilson Lattari
    • Geraldo Ribeiro
    • Denise Carvalho
    • João Baptista Herkenhoff
  • Notícias
    • Gerais
    • Agropecuária
    • Brasil
    • Cidades
    • Economia
    • Internacional
    • Política
    • Turismo
  • Esportes
  • Cultura e Entretenimento
  • Educação
  • Ciência e Tecnologia
  • Saúde
  • Colunas
    • Ediel Ribeiro
    • Lenin Novaes
    • Nilson Lattari
    • Geraldo Ribeiro
    • Denise Carvalho
    • João Baptista Herkenhoff
Sem resultados
Ver todos os resultados
O Folha de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados
Home Colunas

SOBRE DESERTOS

Por Nilson Lattari
27 de março de 2020 - 09:42
em Colunas

Foto: morguefile.com

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As ruas estão desertas. No meio do dia, ouço o sem-teto conhecido do bairro gritando pelas ruas: “Gente, onde estão vocês? Cadê todo mundo?” Profeticamente, ele encosta o rosto na parede, como se socasse os seus pensamentos, tentando extrair alguma coisa mais e começa cantarolando:” Tu vens, tu vens, eu já escuto os teus sinais”.

Têm coisas que nos causam calafrios. Escondido dentro dos meus pensamentos, envolvido pelas paredes da minha casa, no andar mais alto, escuto os sinais que saem dos seus pensamentos, encontrando os meus.

Mas a questão é falar sobre desertos, e sobre praias; “As praias desertas continuam procurando por você”, que elas, finalmente, nos encontrem. Ou não?

Mas os desertos vão mais além do plano terrestre, os desertos habitam pensamentos. Desertos em gente de bem, de bem com a vida, com o dinheiro no bolso cheio, que teme ficar deserto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O sem-teto caminha pelo deserto das ruas, e a sua voz prediz o previsível.

Dizem que o deserto tem sua beleza, uma solidão, uma infinitude, uma ausência de vida, de cor única, e o peregrino avança tendo como companhia a sua sombra, a única que muda com o seu andar, algumas vezes longa e distante, e algumas vezes perto, muito perto. Porque, algumas vezes, o perigo parece distante, e em outras vezes ele está perto, muito perto.

No seu andar claudicante ele tenta sobreviver nas ruas ausentes de gente. Quem socorre o caminhante? Ele é um filósofo (me confessou, uma vez, que estudou Filosofia) e percebe a vida nas ruas muito mais além do deserto, mais além de um bêbado e equilibrista.

Mas os desertos continuam, e eles estão “nas cabeças e andam nas bocas”. As sombras seguem autômatas as ordens presidenciais de um contaminado pelos desertos de pensamentos, e saem pelas ruas desafiando o bom-senso. Sim, como elas poderão sobreviver sem a sua renda? É uma questão, e é nessa hora que o Estadista, com E maiúsculo, entra em ação. Ordena que todos sobrevivam, porque todos são importantes.

Afinal, é um caso que é perigoso para os idosos, aqueles com mais de 60 anos, não é mesmo? mais ou menos como um discurso de excludentes, daqueles que são pesos na sociedade. E são, justamente, os cientistas, os professores, os mais experientes, os que mais viram coisas, os que podem, com sua experiência, ajudar a combater e, principalmente, passar sua experiência para os mais jovens, os aprendizes, os que “não vão morrer”. Sem os guias dos desertos? Será mesmo? Não vão?

Que sinais, o sem-teto do bairro fala? De onde eles vêm? O deserto vive da ausência, a ignorância também, uma espécie de deserto que vai nos matar a todos de sede. E eles vêm do silêncio que “anda nas cabeças e anda nas bocas”.

Nilson Lattari

Nilson Lattari

Crônicas e Contos. NILSON LATTARI é carioca e atualmente morando em Juiz de Fora (MG). Escritor e blogueiro no site www.nilsonlattari.com.br, vencedor duas vezes do Prêmio UFF de Literatura (2011 e 2014) e Prêmio Darcy Ribeiro (Ribeirão Preto 2014). Finalista em livro de contos no Prêmio SESC de Literatura 2013 e em romance no Prêmio Rio de Literatura 2016. Menções honrosas em crônicas, contos e poesias. Foi operador financeiro, mas lidar com números não é o mesmo que lidar com palavras. "Ambos levam ao infinito, porém, em veículos diferentes. As palavras, no entanto, são as únicas que podem se valer da imaginação para um universo inexato e sem explicação".

MATÉRIAS RELACIONADAS

Profissão: Político
Colunas

Profissão: Político

Por Ediel Ribeiro
24 de agosto de 2026 - 15:15
Primeiro debate presidencial tem ataques, poucas propostas e candidatos que parecem desconhecer o cargo que disputam
Colunas

Primeiro debate presidencial tem ataques, poucas propostas e candidatos que parecem desconhecer o cargo que disputam

Por Geraldo Ribeiro
24 de agosto de 2026 - 11:20

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  • Como anunciar
  • Contato
  • Sobre
  • Expediente
  • Política Editorial
  • Política de Correções

© 2026 Badu Editora Ltda. Todos os direitos reservados.
O Folha de Minas | (31) 3831-7884
Comercial: folhamg@ofolhademinas.com.br
Sugestão de Pauta / Outros assuntos: redacao@ofolhademinas.com.br

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Home
  • Política
  • Internacional
  • Economia
  • Saúde
  • Cidades
  • Cultura e Entretenimento
  • Esportes
  • Turismo
  • Ciência e Tecnologia

© 2026 Badu Editora Ltda. Todos os direitos reservados.
O Folha de Minas | (31) 3831-7884
Comercial: folhamg@ofolhademinas.com.br
Sugestão de Pauta / Outros assuntos: redacao@ofolhademinas.com.br