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Home Colunas

Relampejos do passado

Por Lenin Novaes
9 de abril de 2021 - 09:15
em Colunas

Cuidadoso trabalho de reportagem histórica e de reflexão existencial-antropológica que ilumina as vidas e sinais dos familiares daqueles que foram desaparecidos políticos da ditadura. (Reprodução)

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– Athaliba, o livro Relampejos do passado, de Amanda Brandão Ribeiro, não permite que nossa memória se apague sobre os militantes políticos “desaparecidos” pela ditadura civil-militar, entre o período de 1972 a 1974. São combatentes, por exemplo, do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e de movimentos de resistências ao regime que participaram da Guerrilha do Araguaia, e que “sumiram” depois de presos, torturados e assassinados. A publicação, da Editora Unifesp, de 208 páginas, é resultado da dissertação de mestrado da autora pela USP – Universidade de São Paulo.

– Marineth, a direção do PCB, considerando que o partido continua sem informações sobre mais de uma dezena de militantes desaparecidos, constituiu Comissão da Verdade. A finalidade é de esclarecer o destino dos ativistas. Esse martírio é também dos familiares e amigos.

– Sim, Athaliba. Um dos focos do livro da Amanda Ribeiro está relacionado no aspecto da relação dos “desaparecidos” com os parentes. Ela sinaliza que, “em busca de notícias sobre seus entes queridos, os familiares de “desaparecidos” políticos se organizaram em associações para reivindicar o esclarecimento das circunstâncias da morte, a localização e identificação dos corpos e o julgamento dos responsáveis”.

– Marineth, é realmente difícil dimensionar o sofrimento dos familiares.

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– É, Athaliba. A autora de Relampejos do passado diz que “a motivação da dissertação é compreender como a busca pelo esclarecimento das mortes, o reconhecimento dos corpos e o julgamento dos acusados se articulam com a elaboração do luto dos familiares de desaparecidos políticos. E a partir daí abordo as características assumidas pelo luto de uma morte inacabada, sem materialidade e como os familiares se mobilizam e transmitem a memória de seus entes, subvertendo o terror e o silêncio que lhes impuseram o Estado”.

– Trata-se de uma publicação para manter viva a memória, né, Marineth?

– Athaliba, isso foi ressaltado por Eduardo Carli de Moraes, no site Jornalistas Livres, sobre o livro, ao avaliar que “é um cuidadoso trabalho de reportagem histórica e de reflexão existencial-antropológica que ilumina as vidas e sinais dos familiares daqueles que foram desaparecidos políticos da ditadura civil-militar brasileira”. Amanda Ribeiro afirma que “só houve a instituição de uma Comissão da Verdade, atuante entre 2012 e 2014, devido o Brasil ter sido condenado em um tribunal internacional da OEA – Organização dos Estados Americanos – por crimes de Estado cometidos contra 62 pessoas”.

– Marineth, os governantes do país, que tanto apregoam, proclamam o estado democrático, têm dívida humanitária com familiares dos desaparecidos durante a ditadura militar-empresarial, que tomou de assalto de forma golpista o poder no Brasil no período entre 1964 e 1985.

– Com certeza, Athaliba. A tua coleguinha jornalista Valéria Perasso, da Argentina, na BBC, no início de abril, revelou segredos de compatriotas com pais envolvidos em assassinatos durante a ditadura entre 1976 e 1983. Analia, filha do ex-policial Eduardo Emilio Kalinec, perguntou a ele na prisão: “Você realmente matou centenas de pessoas, pai?”. A partir dela inicia-se a matéria sobre algumas das piores violações de direitos humanos no passado recente da Argentina.

– Na Argentina, Marineth, em sete anos no poder, militares perseguiram dissidentes, entre comunistas, socialistas, lideres sindicais, estudantes e artistas.

– Athaliba, a jornalista menciona que cerca de 30 mil pessoas “desapareceram” após sequestradas e presas ilegalmente por policiais como Kalinec, que tinha o apelido de “Doutor K” Ele, em 2010, foi condenado à prisão perpétua, como parte de um processo de reconhecimento histórico que continua ocorrendo na Argentina, quase quatro décadas depois do fim da ditadura. A filha, psicóloga e professora, quando visitou o pai na prisão, ele disse para que “não acreditem no que dizem, pois é um monte de mentiras”. Foi a última vez que falou com o pai.

– Marineth, mais de mil militares e policiais foram condenados.

– Athaliba, e tem ainda muitas condenações à vista nos mais de 350 processos abertos. Os filhos e filhas de militares e policiais criminosos da ditadura se intitulam “Histórias Desobedientes” e somam 80 participantes, a maioria mulheres.

– Marineth, a Comissão Nacional sobre o Desaparecimento de Pessoas – CONADEP -, fez inventário de todos os desaparecimentos denunciados que resultou no livro Nunca Mais. E aqui?

 

Tags: ColunaLenin Novaes
Lenin Novaes

Lenin Novaes

Crônicas do Athaliba LENIN NOVAES jornalista e produtor cultural. É co-autor do livro Cantando para não enlouquecer, biografia da cantora Elza Soares, com José Louzeiro. Criou e promoveu o Concurso Nacional de Poesia para jornalistas, em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. É um dos coordenadores do Festival de Choro do Rio, realizado pelo Museu da Imagem e do Som - MIS

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