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Home Notícias Brasil

PF investiga golpe com cartão consignado que teria lesado aposentados e servidores públicos

Operação Fugazi cumpre mandados em três estados e apura esquema que disfarçava empréstimos de alto custo como cartão de crédito consignado

Por Redação
15 de julho de 2026 - 08:36
em Brasil
Apreensão de 2,7 toneladas de cocaína leva PF a desarticular esquema internacional de tráfico

Divulgação / Polícia Federal

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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15), a Operação Fugazi, que investiga um suposto esquema de fraudes envolvendo operações de crédito consignado que teriam causado prejuízos a servidores públicos, aposentados e pensionistas. Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso, São Paulo e Rio Grande do Sul, além de medidas de bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados.

Segundo a investigação, empresas ligadas ao grupo apresentavam aos consumidores um produto anunciado como cartão de crédito consignado, mas que, na prática, funcionava como um empréstimo consignado com juros elevados e condições que dificultavam a quitação da dívida.

Para a Polícia Federal, o modelo adotado poderia levar ao aumento contínuo do saldo devedor, mantendo os consumidores presos a uma dívida de longa duração.

Como funcionava o suposto esquema

As investigações apontam que os clientes eram levados a acreditar que contratavam um cartão de crédito consignado tradicional, modalidade que possui regras específicas de funcionamento.

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Na prática, porém, o produto operava como um empréstimo consignado disfarçado. Os descontos eram realizados diretamente na folha de pagamento ou no benefício previdenciário, enquanto o restante da dívida permanecia ativo, incidindo juros sucessivos e dificultando sua liquidação.

Esse modelo é alvo frequente de reclamações de consumidores e de órgãos de defesa do consumidor, principalmente entre aposentados e pensionistas, público considerado mais vulnerável à contratação desse tipo de crédito.

Justiça determina bloqueio de bens

Além das buscas, a Justiça autorizou o sequestro de bens móveis e imóveis, bem como o bloqueio de contas bancárias, aplicações financeiras e outros ativos pertencentes aos investigados.

A medida busca preservar recursos para eventual ressarcimento das vítimas e impedir a continuidade das atividades sob investigação.

Crimes financeiros também são investigados

A Operação Fugazi não se limita às suspeitas de lesão aos consumidores.

A Polícia Federal também apura possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e práticas de lavagem de dinheiro, o que pode ampliar a responsabilização dos envolvidos caso as irregularidades sejam confirmadas durante o andamento do inquérito.

O material apreendido durante o cumprimento dos mandados será analisado para identificar a participação de cada investigado, o volume de recursos movimentados e o número de consumidores eventualmente prejudicados.

Até o momento, a Polícia Federal não divulgou o nome das empresas investigadas nem estimou o prejuízo causado às vítimas.

Tags: aposentadoscrédito consignadoeconomiaJustiçaOperação FugaziPolícia Federalservidores públicossistema financeiro
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