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Home Colunas

Oficina de sexo agita Alucard

Por Lenin Novaes
11 de fevereiro de 2019 - 07:19
em Colunas
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– Athaliba, a divulgação de realização de oficina de sexo em Alucard, nas redes sociais e emissoras de rádio, provocou o maior cripocó na conservadora população da cidade. O assunto domina as conversas nas residências, repartições públicas, casas lotéricas, açougues, colégios, botecos, oficinas mecânicas, hospitais e motoristas no ponto de taxi na rodoviária. Integrantes da TFP – Tradição, Família e Propriedade – realizam manifestações contra, na praça redonda. Religiosos evangélicos pressionam vereadores para proibir a oficina. O parlamentar Boca de Capaça, no entanto, disse que nada pode fazer para proibir a oficina de sexo.

– Uai, Marineth, essa gente é muito reacionária, heim!

– Bota reacionária nisso, Athaliba. A sexóloga Dagmar, ex-jogadora de basquete, explicou em entrevista à repórter Magnólia, na Rádio Arco-íris, que a oficina de sexo tem caráter educativo e que a finalidade é tirar dúvidas e estimular as mulheres a praticar saudável ato sexual. Disse ter percebido a necessidade de realizar a oficina após longa pesquisa sobre o comportamento da vida sexual da mulher alucardiana. E que se inspirou em programas em série de Amor & Sexo de uma emissora de televisão.

– Louvável a ideia da sexóloga, Marineth. Embora não exista graduação exclusiva, o curso de sexologia é feito por profissionais graduados na área de saúde, educação, psicologia e serviço social, entre outros. O eixo central do curso de pós-graduação é a informação científica sobre a sexualidade e o desenvolvimento de postura educadora e clínica sem equívocos ou distorções.

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– Muito bem Athaliba. A sexóloga revelou que boa percentagem de mulheres acima dos 45 anos tem sexo como tabu. Algumas, quando adolescentes, acreditavam que a gravidez se dava através do sexo anal. A larga maioria era surpreendida na primeira menstruação como acometida de hemorragia mortal. Outras confessaram nunca ter tocado o próprio corpo para sentir prazer. Tem as que fingem ter orgasmo, que é quando o prazer da excitação sexual atinge o máximo de intensidade. E critica a atitude de país que dizem aos filhos ser nojento o ato de se masturbar. Ela considera natural a pratica da siririca (fingering) e da punheta, principalmente das meninas e meninos na adolescência.

– Sabe, Marineth, a Dagmar tá prestando relevante serviço à atrasada população de Alucard.

– Sem dúvida, Athaliba, apesar de ser taxada de a Cafetina do Mato Dentro. Na entrevista falou da trajetória de vida. Fez críticas a algumas religiões por reprimir o comportamento sexual da mulher. Contou que, ao contrário de alguns depoimentos recolhidos, nunca fez sexo forçado e sempre trepou com quem desejou. Ela diz que se masturba desde adolescente e, apesar dos 45 anos, tem relações sexuais de três a quatro vezes na semana, com homens e mulheres. E tanto faz ser à noite ou no decorrer do dia.

– Ela está na fase de vida da mulher-lobo, Marineth. Deve proporcionar boa relação sexual.

– Estive, Athaliba, no casarão de Dagmar, onde vive sozinha, após se separar do marido, no conjunto residencial construído pela mineradora Yale, que arranca as entranhas de Alucard, desde que fez desaparecer do mapa o Pico Cauã. A visita foi junto com Olegária, que faz sessão sexual quinzenal. Na extensão da sala, repartida por elevação do piso, tem uma prateleira cheia de vibradores de variados tipos e tamanhos e brinquedinhos de uso oral, vaginal, anal, etc. No canto, à direita, enorme mesa retangular com colchonetes e puffs espalhados pelo assoalho de madeira.

– Parece cenário de filme pornô, Marineth.

– Nada disso, Athaliba. Cê tá sendo mau. O ambiente é aconchegante, agradável, gostoso. A sexóloga faz questão de acomodar bem a clientela. As pessoas se sentem descontraídas, relaxadas. Ela, sem sutiã, com os mamilos dos seios rijos e auréola quase duas vezes o tamanho da moeda de um real, numa camiseta branca, vestia calcinha tipo string, vermelha, realçando a vulva. Sentada à beira da cama, Dagmar se enquadrava numa tela a óleo. Com voz eloquente, ela diz que percebeu a necessidades de atender “meninas entre 30 e 60 anos” para instruí-las a gozar, pois o orgasmo não se alcança por magia. Muitas nunca se tocaram. As participantes da oficina encaram seus genitais de frente ao espelho, tocam-se, aprendem a se masturbar. Realiza, bimestralmente, festejos sexuais com as clientes compartilhando suas experiências. Ela já contabiliza mais de 200 clientes de Alucard e municípios limítrofes.

– Uma beleza, Marineth! Quero ser o pinto no ninho. A oficina de sexo é aberta aos homens?

– Infelizmente não, Athaliba. Exceção é a travesti Shelby, assistente da sexóloga, que tem ‘pistola cano grosso, cabeça no formato cogumelo castanha, mas de médio porte’. Aliás, Dagmar tem boa relação com as transexuais e vai propor às Mulheres Aguerridas de Alucard a inclusão delas na proteção da Lei Maria da Penha, entre as exigências que serão defendidas na reunião com a pastora evangélica ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos. Inscrevi-me na oficina de sexo e prometo te fazer uma crônica nos mínimos detalhes, em breve, tá?

– Tá bem, Marineth. Mas quero que me mostre a técnica que irá aprender do pompoarismo e algumas das posições do manual Kama Sutra. Combinado? Até lá leia à sexóloga o poema “O que se passa na cama”, do nosso saudoso poeta Antônio Crispim, incluída no livro O amor natural.

(O que se passa na cama é segredo de quem ama.)

É segredo de quem ama não conhecer pela rama

Gozo que seja profundo, elaborado na terra

E tão fora deste mundo

Que o corpo, encontrando o corpo

E por ele navegando, atinge a paz de outro horto,

Noutro mundo: paz de morto, nirvana, sono do pênis.

Aí, cama, canção de cuna, dorme, menina, nanana,

Dorme a onça suçuarana, dorme a cândida vagina,

Dorme a última sirena ou a penúltima…

O pênis dorme, puma, americana fera exausta.

Dorme, fulva grinalda de tua vulva.

E silenciem os que amam, entre lençol e cortina

Ainda úmidos de sêmem, estes segredos de cama.

 

*Lenin Novaes, jornalista e produtor cultural. É co-autor do livro Cantando para não enlouquecer, biografia da cantora Elza Soares, com José Louzeiro. Criou e promoveu o concurso nacional Poesias de jornalistas, homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. É um dos coordenadores do Festival de Choro do Rio, realizado pelo Museu da Imagem e do Som – MIS.

Lenin Novaes

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Crônicas do Athaliba LENIN NOVAES jornalista e produtor cultural. É co-autor do livro Cantando para não enlouquecer, biografia da cantora Elza Soares, com José Louzeiro. Criou e promoveu o Concurso Nacional de Poesia para jornalistas, em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. É um dos coordenadores do Festival de Choro do Rio, realizado pelo Museu da Imagem e do Som - MIS

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