Sem resultados
Ver todos os resultados
O Folha de Minas
  • Notícias
    • Gerais
    • Agropecuária
    • Brasil
    • Cidades
    • Economia
    • Internacional
    • Política
    • Turismo
  • Esportes
  • Cultura e Entretenimento
  • Educação
  • Ciência e Tecnologia
  • Saúde
  • Colunas
    • Ediel Ribeiro
    • Lenin Novaes
    • Nilson Lattari
    • Geraldo Ribeiro
    • João Baptista Herkenhoff
  • Notícias
    • Gerais
    • Agropecuária
    • Brasil
    • Cidades
    • Economia
    • Internacional
    • Política
    • Turismo
  • Esportes
  • Cultura e Entretenimento
  • Educação
  • Ciência e Tecnologia
  • Saúde
  • Colunas
    • Ediel Ribeiro
    • Lenin Novaes
    • Nilson Lattari
    • Geraldo Ribeiro
    • João Baptista Herkenhoff
Sem resultados
Ver todos os resultados
O Folha de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados
Home Colunas

O MANUAL DO MOACYR LUZ

Por Ediel Ribeiro
15 de maio de 2020 - 08:19
em Colunas
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Rio de Janeiro – Um dia – faz tempo isso -, andando por aí, fui bater no Boteco Salvação.

Um pé-sujo metido a besta que fica alí, na rua Henrique de Novaes, 55, em Botafogo.

Fui lá a convite do amigo Moacyr Luz. O Moa, como é conhecido pelos mais chegados, estava lançando o seu gostoso livro “Manual de Sobrevivência nos Butiquins Mais Vagabundos” (editora Senac Rio) e chamou um bocado de gente.

Estavam lá, além do Moa e seu fiel violão, os cartunistas Jaguar e Lan, Aldir Blanc, Paulão Sete Cordas, Noca da Portela, Tia Surica, Luiz Carlos da Vila, os atores Paulo César Peréio, Otávio Augusto, Antônio Pedro e mais uma penca de gente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Só vi tanta gente famosa, assim, juntas, no lançamento do livro “Natureza Morta – e outros desenhos do Jornal do Brasil”, do cartunista Chico Caruso, em 1980, em Ipanema.

O livro do Moa, tem cento e poucas páginas, dá pra ler de um fôlego só. Além de tudo, é muito bom. Como mocotó de boteco, não dá vontade de largar.

Moacyr Luz é cantor, compositor, violonista e, agora, com esse seu primeiro livro, escritor dos bons. Escreve como fala, como ensinou o semanário “O Pasquim”, do amigo Jaguar. Moa diz que aprendeu a ouvir com Hélio Delmiro e a falar com Aldir Blanc.

Sobre a inspiração e a criatividade com que faz suas música, Moa disse o seguinte: “Acho que a manifestação criativa surge da maneira como você olha as coisas. Não é que você seja uma pessoa diferente, mas você observa as coisas diferente.”

E conta uma história: “Picasso fez um cavalo na pedra, maravilhoso, e um crítico: ‘Mas como é que você viu, como bolou esse cavalo nessa pedra?’ Não, já era um cavalo! O cavalo já existia ali. Só tirei o que não era cavalo!”

Com toda essa criatividade, o carioquíssimo Moa compôs mais de cem músicas que foram gravadas por artistas como Maria Bethânia, Nana Caymmi, Leny Andrade, Aldir Blanc, Martinho da Vila e Gilberto Gil, entre outros.

Depois de João Bosco, Moacyr Luz foi o parceiro mais constante de Aldir Blanc – genial compositor que o vírus levou, semana passada. Com ele, fez centenas de canções, como “Só Dói Quando Eu Rio” e o hino oficioso da Cidade Maravilhosa “Saudades da Guanabara” (Moacyr Luz, Aldir Blanc e Paulo César Pinheiro) e deixou algumas ainda inéditas, como a dolente “Palácio de Lágrimas”.

Mas, voltando ao livro que o Moa lançou, em 2005 – e autografou com um conselho que eu nunca segui: “Ao Ediel, ande sóbrio, um abraço do Moa” -; é um manual prático e didático para os boêmios evitarem as ciladas dos botecos mais vagabundos da cidade.

O prefácio, servido como entrada pelo Martinho da Vila, já nos dá a idéia de como vai ser gostoso devorar aquele livro. Nele, algumas pérolas do compositor da Vila Isabel: “Botequim é um templo onde os solitários se sentem acompanhados com seus copos.” e “Nada melhor que a amizade de boteco porque os amigos não se visitam e nenhum pede para assinar fiança ou dinheiro emprestado. Só falam de mulher, futebol e política.”

Outra: “Amigos de bar, são como amantes recentes: um quer agradar o outro e não discordam nunca.”

Entre uma crônica e outra, leves e saborosas como jiló de boteco, Moacyr faz uma breve entrevista com os convidados amigos e boêmios célebres. São 10 perguntas para cada um, mas só uma comum a todos: Qual a sua receita para curar a ressaca?

Para mim, a mais original e hilária é a da Tia Surica, famosa sambista da Portela: “Tomo um copo de água gelada e prometo que nunca mais vou beber de novo”.

Pra fechar a tampa, o livro é ilustrado pelo Jaguar. São ilustrações originais que acrescentam ainda mais tempero aos textos, tornando o livro do Moacyr Luz ainda mais irresistível

Ediel Ribeiro

Ediel Ribeiro

"Coluna do Ediel" Ediel Ribeiro é carioca. Jornalista, cartunista e escritor. Co-autor (junto com Sheila Ferreira) do romance "Sonhos são Azuis". É colunista dos jornais O Dia (RJ) e O Folha de Minas (MG). Autor da tira de humor ácido "Patty & Fatty" publicadas nos jornais "Expresso" (RJ) e "O Municipal" (RJ) e Editor dos jornais de humor "Cartoon" e "Hic!". O autor mora atualmente no Rio de Janeiro, entre um bar e outro.

MATÉRIAS RELACIONADAS

Vitrines quotidianas
Colunas

Vitrines quotidianas

Por Redação
6 de março de 2026 - 07:31
A HISTÓRIA DO CARTOON
Colunas

A HISTÓRIA DO CARTOON

Por Redação
2 de março de 2026 - 08:19

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas

  • Projeto Rio Tanque: solução histórica para a água em Itabira avança sob vigilância ambiental

    Projeto Rio Tanque levanta debate sobre custos de operação e possível impacto na tarifa de água

    0 Compartilhamentos
    Compartilhamento 0 Tweet 0
  • Gilmar Mendes critica vazamento de conversas privadas e fala em violação à intimidade

    0 Compartilhamentos
    Compartilhamento 0 Tweet 0
  • Cruzeiro vence Atlético e conquista o Campeonato Mineiro após sete anos

    0 Compartilhamentos
    Compartilhamento 0 Tweet 0
  • Brasil abre mais de 1 milhão de pequenos negócios em dois meses e bate recorde

    0 Compartilhamentos
    Compartilhamento 0 Tweet 0
  • Filho de Ali Khamenei assume liderança suprema do Irã após morte do aiatolá

    0 Compartilhamentos
    Compartilhamento 0 Tweet 0

Recomendado

Malafaia pede ao STF arquivamento de denúncia por ofensas a comandante do Exército

Moraes vota para tornar Silas Malafaia réu por ofensas a generais do Exército

3 dias atrás
Projeto Rio Tanque: solução histórica para a água em Itabira avança sob vigilância ambiental

Projeto Rio Tanque levanta debate sobre custos de operação e possível impacto na tarifa de água

6 horas atrás

Produção industrial cresce 1,8% em janeiro e interrompe sequência de quedas

3 dias atrás
  • Como anunciar
  • Contato
  • Sobre
  • Expediente
  • Política Editorial
  • Política de Correções

© 2026 Badu Editora Ltda. Todos os direitos reservados.
O Folha de Minas | (31) 3831-7884 | folhamg@ofolhademinas.com.br
redacao@ofolhademinas.com.br

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Home
  • Política
  • Internacional
  • Economia
  • Saúde
  • Cidades
  • Cultura e Entretenimento
  • Esportes
  • Turismo
  • Ciência e Tecnologia

© 2026 Badu Editora Ltda. Todos os direitos reservados.
O Folha de Minas | (31) 3831-7884 | folhamg@ofolhademinas.com.br
redacao@ofolhademinas.com.br