A tragédia provocada pelas chuvas na Zona da Mata mineira ganhou novos números nesta quinta-feira (26). O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais confirmou 46 mortes desde o início dos temporais, na segunda-feira (23).
Do total, 40 vítimas foram registradas em Juiz de Fora e seis em Ubá. As equipes seguem mobilizadas em pelo menos oito pontos de busca, já que 21 pessoas continuam desaparecidas nos dois municípios.
Em Juiz de Fora, a prefeitura contabiliza cerca de 3 mil pessoas desabrigadas e 400 desalojadas. Em Ubá, são 26 desabrigados e 178 desalojados.
Desabrigados são aqueles que perderam as casas e dependem de abrigos públicos. Já os desalojados precisaram deixar suas residências temporariamente, mas estão acolhidos por parentes ou amigos.
A situação também é crítica em Matias Barbosa, município vizinho às áreas mais atingidas. A cidade enfrenta alagamentos generalizados, suspendeu aulas e serviços de saúde e decretou estado de calamidade pública.
Novo alerta meteorológico
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alerta de grande perigo para chuvas intensas na Zona da Mata até as 23h59 de sexta-feira (27). A previsão indica possibilidade de volumes superiores a 60 milímetros por hora ou mais de 100 milímetros por dia.
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) considera muito alta a probabilidade de novas enxurradas e inundações, principalmente em áreas com drenagem comprometida e solo já saturado.
Apoio federal
A Defesa Civil Nacional enviou oito técnicos do Grupo de Apoio a Desastres (Gade) para auxiliar na coordenação das ações emergenciais. Também atuam na região equipes da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e do Departamento de Emergências em Saúde Pública.
O governo federal reconheceu o estado de calamidade pública decretado por Juiz de Fora, medida que permite agilizar a liberação de recursos para assistência às famílias e reconstrução das áreas afetadas.
Enquanto as buscas continuam, moradores convivem com o medo de novos deslizamentos. Com o solo encharcado e previsão de mais chuva, a região permanece em estado de alerta máximo.






