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Home Notícias Brasil

Justiça autoriza governo do Rio a assumir clube e pousada usados para lavar dinheiro do Comando Vermelho

Investigação aponta movimentação de cerca de R$ 11 milhões do tráfico; clube teria sido tomado pela facção e transformado em espaço para encontros e bailes

Por Redação
29 de agosto de 2026 - 08:09
em Brasil
Justiça autoriza governo do Rio a assumir clube e pousada usados para lavar dinheiro do Comando Vermelho

Foto: Diego Carvalho/TJRJ

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A Justiça do Rio de Janeiro autorizou o governo estadual a assumir provisoriamente o Várzea Country Clube, na capital, e a Pousada Menino do Rio, em Búzios. Os dois imóveis são investigados por suspeita de terem sido utilizados em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas.

A decisão foi tomada pelo juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira, da 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa, atendendo a um pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

As investigações da Polícia Civil apontam que os estabelecimentos foram utilizados para movimentar e ocultar aproximadamente R$ 11 milhões provenientes de organizações ligadas ao tráfico, incluindo o Comando Vermelho.

O objetivo da autorização judicial é permitir que os imóveis apreendidos ou sequestrados tenham utilização pública enquanto as investigações e os processos continuam, evitando abandono ou deterioração.

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Clube teria sido tomado pelo Comando Vermelho

A situação do Várzea Country Clube é considerada mais avançada pelas autoridades.

Segundo as investigações, o espaço teria sido tomado pelo Comando Vermelho em 2023 e passou a ser utilizado para encontros e realização de bailes ligados à facção.

Com a decisão judicial, a posse do imóvel pelo Estado poderá ocorrer imediatamente.

A intenção é dar uma nova destinação ao espaço, aproveitando sua estrutura esportiva e de lazer para atender moradores de Água Santa, Piedade e Quintino Bocaiúva, bairros da Zona Norte do Rio.

A região reúne cerca de 70 mil moradores.

A medida representa uma mudança no uso de um patrimônio que, segundo a investigação, havia passado para o controle de uma das maiores organizações criminosas do estado.

Pousada continuará funcionando durante transição

No caso da Pousada Menino do Rio, em Búzios, a transferência será diferente.

Como o estabelecimento ainda mantém atividade hoteleira regular, a Justiça determinou que a ocupação pelo governo seja realizada de maneira gradual.

O Estado deverá apresentar um plano para evitar a interrupção abrupta das atividades, incluindo medidas para acomodar hóspedes que tenham reservas e preservar os direitos dos trabalhadores da pousada.

Somente depois dessa etapa ocorrerá a transferência integral da posse.

Estado tem 30 dias para definir gestão

A Procuradoria-Geral do Estado terá 30 dias para informar quais órgãos públicos ficarão responsáveis pela administração dos dois espaços.

A decisão judicial estabelece como prioridade a utilização das instalações pela Polícia Civil, embora outras destinações públicas também possam ser definidas.

A autorização é provisória e não representa ainda uma decisão definitiva sobre a propriedade dos imóveis.

Os bens continuam vinculados às investigações e aos processos judiciais que apuram o suposto esquema de lavagem de dinheiro.

Para o juiz Alexandre Abrahão, a utilização provisória permite dar “destinação social” aos bens apreendidos e impedir que permaneçam abandonados enquanto o caso tramita na Justiça.

As investigações continuam para identificar a origem e o caminho dos recursos movimentados pelos estabelecimentos, além da participação de integrantes das organizações criminosas e de eventuais operadores financeiros no esquema.

Tags: BúziosComando Vermelhocrime organizadoJustiçalavagem de dinheiroMinistério Público do Rio de JaneiroPolícia CivilPousada Menino do RioRio de Janeirotráfico de drogasVárzea Country Clube
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