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Home Cultura e Entretenimento

Inspirado na poesia de cordel, grupo Parangolé (BH) faz apresentação gratuita em Santa Maria de Itabira.

Por Redação
2 de julho de 2019 - 11:17
em Cultura e Entretenimento

Projeto Cordelizando em  Santana do Paraíso  (Foto- Maíra Cabral)

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No próximo dia 12 de julho, sexta-feira, o Grupo Parangolé, de Belo Horizonte, chega à última etapa do projeto Cordelizando, em Santa Maria de Itabira, com apresentação gratuita do espetáculo cênico-musical Cordéis dos Cafundó e de esquetes teatrais encenadas por alunos da rede pública do município. O evento será às 19h na Fundação Francisco de Assis.

O Brasil é o único país em que a cultura do cordel ainda se mantém viva. Estima-se que exista mais de 30 mil títulos publicados. “Na primeira metade do século, o cordel era o jornal do sertão que levava os temas sociais e políticos para os grotões, à maneira popular. O cordelista é uma espécie de cronista de seu tempo. Apesar dessa força vir e estar no nordeste, temos até hoje vários desses poetas espalhados pelo país”, contextualiza Cascão, fundador do Grupo Parangolé.

Com 20 anos de atuação na arte-educação, o Grupo Teatral Parangolé Arte Mobilização propõe, a partir do projeto Cordelizando, difundir a literatura de cordel para o contexto escolar. “A perspectiva de apresentar a poesia e a força dessa forma de narrar, sua história, as técnicas de criação e declamação, despertando de forma lúdica o gosto pela escrita e a leitura é algo revolucionário. Agora, se na ponta sairão cordelistas, só a experiência dirá”, diz Cascão.

O projeto começou em fevereiro deste ano nos municípios de Santa Maria de Itabira, Córrego Novo, Bugre e Santana do Paraíso. Além de realizar apresentações do espetáculo Cordéis dos Cafundó possibilitando a fruição artística, cada cidade recebeu oficinas pedagógicas de criação de cordel para os professores (fevereiro e maio), com a assessora pedagógica Sirlene Alves e o artista Cascão, e de teatro para os alunos (junho), ministradas pelo ator do Parangolé, Lucílio Gomes. “Durante todo o semestre, a literatura de cordel começou a fazer parte do cotidiano dos alunos, nas aulas de português, história e geografia, integrando professores, assessores pedagógicos, diretores e secretarias de educação locais”, explica.

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Os cordéis criados em sala de aula foram roteirizados pelo Parangolé e transformados em pequenas esquetes que serão encenadas pelos alunos no evento final, em julho. Para Cascão, “apesar da arte do cordel ter 150 anos de história enquanto literatura escrita e séculos de literatura oral, quando a gente se defronta com professores, alunos e mesmo grupos artísticos, fica evidente a sua atualidade e potência, pois estamos falando de um imaginário que as pessoas já trazem, às vezes sem saber. O que fazemos é proporcionar o reencontro delas com algo que é a identidade do povo brasileiro”, explica o poeta que, há seis anos, já realizou o projeto nos municípios de Belo Oriente, Cachoeira Escura, Peçanha, Naque, Governador Valadares, Coronel Fabriciano e Belo Horizonte. O artista se apresenta em “Cordéis dos Cafundó” acompanhado dos músicos Thiago Gazzineli (sanfona), Débora Costa (percussão) e Christiano de Souza (violão/ baixo).

Para o segundo semestre, está prevista a realização do projeto nas cidades de Coroaci, Sabinópolis, São Domingos do Prata e Santo Antônio do Itambé.

 

ESPETÁCULO CORDÉIS DOS CAFUNDÓ

O espetáculo conta a história de um caixeiro viajante que chega a uma cidade grande e vê confrontadas suas noções de mundo com a overdose urbana e tecnológica da metrópole. Para sobreviver, ele vende raízes, brinquedos e folhetos de cordel. O espetáculo combina literatura, teatro e música na declamação de poemas. A peça cênico-musical tem como foco o público pré-adolescente, adolescente e jovem visando melhorar o desempenho escolar e a sociabilidade através da arte.

 

GRUPO TEATRAL PARANGOLÉ ARTE MOBILIZAÇÃO

O PARANGOLÉ ARTE MOBILIZAÇÃO é um grupo formado por profissionais da área de educação popular, teatro, música e artes plásticas. Desde 1999 vem desenvolvendo trabalhos de criação artística com propósitos culturais e educativos, o que resultou na ampliação de seus trabalhos enquanto grupo de pesquisa, tendo fundamentalmente como mote de sua investigação a cultura popular, os direitos humanos e temas sócio-ambientais como lixo, água e o meio ambiente. Arte Mobilização é ao mesmo tempo estética, arte, comunicação e ação cultural. É uma arte que tem a intencionalidade de mobilizar a sociedade em prol das grandes causas. É pensar a arte em função da vida, do cotidiano e da cidadania.

 

SERVIÇO

Projeto Cordeis dos Cafundó (evento final)

SANTA MARIA DE ITABIRA

12 de julho, sexta-feira – 19h

– Apresentação de esquete teatral dos alunos

– Apresentação do espetáculo Cordéis dos Cafundó

Local: Fundação Francisco de Assis (av. Israel Pinheiro, 220, Santa Maria de Itabira)

Classificação indicativa: Livre

Duração: 90 minutos

ENTRADA GRATUITA

Redação

Redação

Central de jornalismo

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