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Home Colunas

FERREIRA GULLAR, A VIDA NÃO BASTA

Há 8 anos, a poesia perdia Gullar

Por Ediel Ribeiro
4 de dezembro de 2024 - 19:14
em Colunas

Foto: Arte de Nei Lima - 

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Rio de Janeiro – Quando escrevi meu primeiro livro de poesia, tinha acabado de ler ‘Poema Sujo’, do poeta Ferreira Gullar, escrito em Buenos Aires. O poema ficou na minha cabeça. O nome tinha tudo a ver com a minha poesia: marginal e suja.

‘Poesia Suja’ virou título do meu livro.

Ferreira Gullar foi um dos primeiros poetas que li, depois de Carlos Drummond de Andrade. Gullar foi poeta, jornalista, crítico de arte e precursor do movimento neoconcreto no Brasil.

Nasceu José de Ribamar Ferreira, em 10 de setembro de 1930, na cidade de São Luís, no Maranhão, onde viveu parte de sua infância e adolescência. Era filho de Newton Ferreira e Alzira Ribeiro Goulart.

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Ainda jovem, revelou seu interesse pela poesia. Nascia, assim, Ferreira Gullar, nome artístico que representa a união dos sobrenomes de seus pais. A mudança da grafia de Goulart para Gullar já mostrava a criatividade do poeta: “O Gullar é de minha mãe, só que eu mudei a grafia porque o Gullar de minha mãe é o Goulart francês; é um nome inventado, e como a vida é inventada eu inventei o meu nome”.

Ainda adolescente, no Maranhão, criou a revista “Ilha” e publicou sua primeira obra: “Um pouco acima do chão”.

No início da década de 50, mudou-se para o Rio de Janeiro e se envolveu com o movimento de vanguarda do concretismo. No Rio, trabalhou nas revistas “O Cruzeiro” e “Manchete”, e nos jornais: “Diário Carioca” e “Jornal do Brasil”. Colaborou também como roteirista de televisão e teatro.

No final da década Gullar abandonou o concretismo e fundou, ao lado de Lygia Clark e Hélio Oiticica – em contraposição aos ideais da corrente concreta paulista – um novo movimento: o Neoconcretismo. Escreveu o “Manifesto Neoconcreto”. O texto foi lido na “I Exposição de Arte Neoconcreta”, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1959. Além do ‘Manifesto’, nessa época Gullar escreveu um de seus ensaios teóricos mais importantes: “Teoria do não-objeto”.

Ferreira Gullar foi militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Quando ocorreu o golpe militar de 1964, Ferreira fazia parte do Centro Popular de Cultura (CPC) da UNE (União Nacional dos Estudantes). Exilado pela ditadura militar, viveu em Moscou, Santiago do Chile, Lima e Buenos Aires de 1971 a 1977. Durante o exílio na capital argentina, escreveu uma de suas obras mais emblemáticas, “Poema Sujo”.

Ele comentou que “bacharelou em subversão” em Moscou durante o seu exílio, mas que ao longo do tempo e devido a certos fatos históricos, se desiludiu do socialismo, sustentando em 2014 que o socialismo não fazia mais sentido, pois fracassou. Quando retornou ao Brasil, Ferreira foi preso e torturado pelo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social).

Gullar é dono de uma vasta obra literária. Ele escreveu poemas, contos, crônicas, ensaios, memórias, biografias, dramaturgia, críticas, e ainda fez traduções. Suas principais obras são: Um pouco acima do chão (1949); A luta corporal (1954); Poemas (1958); Teoria do não-objeto (1959); João Boa-Morte, Cabra Marcado pra Morrer (1962); Cultura posta em questão (1964); Dentro da noite veloz (1975); Poema sujo (1976); Uma luz no chão (1978); Na vertigem do dia (1980); Sobre arte (1984); Etapas da arte contemporânea (1985); Barulhos (1987); Indagações de hoje (1989); Argumentação contra a morte da arte (1993); Muitas vozes (1999); Um gato chamado gatinho (2005); Resmungos (2007); Em alguma parte alguma (2010) ; Autobiografia poética e outros textos (2016).

Gullar por sua literatura experimental, radical e engajada, é considerado um dos maiores escritores brasileiros do século XX. Fez parte da Academia Brasileira de Letras (ABL). Foi indicado para o “Prêmio Nobel de Literatura” (2002). Ganhou duas vezes o “Prêmio Jabuti” (2007 e 2011), o mais importante prêmio literário do Brasil. Foi agraciado com o ‘Prêmio Camões’, em 2010. Venceu o concurso de poesia promovido pelo ‘Jornal de Letras’ com seu poema “O Galo” em 1950. Os prêmios ‘Molière’, o ‘Saci’ e outros prêmios do teatro em 1966 com “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”, que é considerada uma obra prima do teatro moderno brasileiro. Foi considerado pela ‘Revista Época’ um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.

Em 15 de outubro de 2010, foi contemplado com o título de Doutor Honoris Causa, na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Gullar foi reverenciado pelos maiores poetas e escritores brasileiros de sua geração. Vinícius de Moraes disse que seu “Poema Sujo” foi o mais importante poema escrito no Brasil nos últimos dez anos.

Na cidade de Imperatriz no interior do Maranhão, ganhou em sua homenagem o Teatro Ferreira Gullar.

Gullar faleceu em 4 de dezembro de 2016 no Rio de janeiro, aos 86 anos, vítima de pneumonia.
 

Tags: ColunaEdiel Ribeiro
Ediel Ribeiro

Ediel Ribeiro

"Coluna do Ediel" Ediel Ribeiro é carioca. Jornalista, cartunista e escritor. Co-autor (junto com Sheila Ferreira) do romance "Sonhos são Azuis". É colunista dos jornais O Dia (RJ) e O Folha de Minas (MG). Autor da tira de humor ácido "Patty & Fatty" publicadas nos jornais "Expresso" (RJ) e "O Municipal" (RJ) e Editor dos jornais de humor "Cartoon" e "Hic!". O autor mora atualmente no Rio de Janeiro, entre um bar e outro.

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